quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Em Cartaz: Semana 31/01/2009

2 Amas de Gravata, de Walt Becker
As Vidas Privadas de Pipa Lee, de Rebecca Miller
Um Profeta, de Jacques Audiard

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Katharine Hepburn homenageada em selo

Os Serviços Postais dos EUA vão homenagear a actriz Katharine Hepburn com um selo de colecção, que será lançado no próximo ano. A vencedora de quatro Óscares e uma das figuras míticas de Hollywood, tendo participado em mais de 40 filmes, vai ser a cara de um dos selos especiais de 2010, ao lado de figuras como Gene Autry, um cantor e actor de westerns conhecido como o «Singing Cowboy», o artista Winslow Homer, Madre Teresa de Calcutá, o autor de cartoons Bill Mauldin ou as ligas de basebol de negros, que duraram entre os anos 1920 e 1960.

Os selos integram uma série especial emitida todos os anos pelos Correios norte-americanos, dedicados a personalidades, lugares e instituições. Este ano a série homenageou Abraham Lincoln, Bob Hope, Gary Cooper ou os primeiros programa de televisão, entre outros.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Spike Lee cria videoclip para Michael Jackson

O realizador Spike Lee, autor de «Infiltrado», «Verão Escaldante» ou «A Última Hora», criou um videoclip para a música «This is it» de Michael Jackson, lançada na sequência do cantor que chegou a ser considerado o Rei da Pop. Esta é nova parceria de Spike Lee com Michael Jackson, depois de ter realizado o video de «They Don't Care About Us», em 1996.

Para o novo videoclip o realizador nova-iorquino recorreu a imagens de arquivo do cantor, desde a sua infância ao lado dos Jackson Five até a fotografias alusivas às homenagens dos seus fãs na altura da morte de Michael Jackson, a 25 de Junho de 2009.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Os melhores de 2009 (para mim)

Chegada a última semana do ano é tempo de olhar para trás e ver o que de melhor se viu nas salas de cinema portuguesas. Esta minha lista reúne aqueles que eu considero terem sido os melhores filmes estreados em Portugal ao longo das últimas semanas. Não é uma lista completa, pois infelizmente não tive oportunidade de ver todos os filmes que estrearam e talvez pudessem fazer parte desta lista. De fora estão também os filmes que foram directamente para DVD e os filmes que estreiam na próxima quinta-feira, que terão de entrar na colheita de 2010, caso este blogue sobreviva até lá. Sugestões e comentários aceitam-se.

1 - A Valsa com Bashir, de Ari Folman
2 - Tetro, de Francis Ford Coppola
3 - Moon - O Outro Lado da Lua, de Duncan Jones
4 - Up - Altamente, de Peter Docter
5 - Sacanas Sem Lei, de Quentin Tarantino
6 - Revolutionary Road, de Sam Mendes
7 - Sinédoque, Nova Iorque, de Charlie Kaufman
8 - Gran Torino, de Clint Eastwood
9 - Che - Guerrilha e Che - O Argentino, de Steven Soderbergh
10 - Andando, de Hirokazu Koreeda
11 - Os Limites do Controlo, de Jim Jarmush
12 - Duplo Amor, de James Gray
13 - O Casamento de Rachel, de Jonathan Demme
14 - Deixa-me Entrar, de Tomas Alfredson
15 - O Wrestler, de Darren Aronofsky
16 - O Visitante, de Thomas McCarthy
17 - Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas
18 - Ponyo à Beira-Mar, de Hayao Miyazaki
19 - Abraços Desfeitos, de Pedro Almodóvar
20 - Um Conto de Natal, de Arnaud Desplechin





Banda Sonora: Scumbag Blues, de Them Crooked Vultures

Em tempo de balanço a banda sonora desta semana é de uma das bandas nascidas em 2009. Os Them Crooked Vultures são uma super banda composta por Josh Homme (Queens of The Stone Age), John Paul Jones (Led Zeppelin) e Dave Grohl (Nirvana e Foo Fighters) que lançaram o seu primeiro álbum recentemente e diz quem os viu ao vivo que são do melhor que o rock apresentou nos últimos tempos. Para ouvir atentamente e esperar que passem por terras lusas em 2010.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Uns Belos Rapazes, de Riad Sattouf (2009)

Conhecido pela publicação de livros de banda desenhada, o francês Riad Sattouf resolveu este ano estrear-se na realização com «Uns Belos Rapazes», um filme sobre a adolescência e as descobertas do sexo. Para contar esta história encontramos Hervé, um jovem que atravessa esta peculiar etapa da sua vida e tenta arranjar uma namorada para fazer sexo.

E nesta senda pelo Santo Graal da adolescência somos apresentados a um conjunto de outras personagens que caracterizam bem a fase que o jovem atravessa. Desde o melhor amigo ao grupo de nerds com quem partilha as experiências, passando pela namorada e pela rapariga que se apaixona por ele e os rufiões da escola. A isto acrescente-se ainda os adultos, que são representados pelos professores e pela mãe de Hervé.

À partida este «Uns Belos Rapazes» não é muito diferente de um filme que já vimos há uns anos e que na altura foi bastante popular: «American Pie». Mas neste caso o cenário muda um pouco, pois os personagens são mais novos e um liceu e os jovens em França (e arrisco mesmo na Europa) penso que serão diferentes dos norte-americanos. Até pela própria banda sonora escolhida por Riad Sattouf, que mistura uma sonoridade electrónica a guitarras, muito ao sabor do que se ouve hoje em dia.

E a experiência vale a pena, apesar de não ser um grande filme vamos acompanhando estes jovens na sua senda com alguns episódios bem sacados: a masturbação às escondidas dos pais a ler o catálogo da La Redoute ou a descoberta de dois professores que andam juntos, por exemplo. No fundo «Uns Belos Rapazes» é um regresso à adolescência, sobretudo para quem como o jovem Hervé não fazia parte do grupo dos mais populares da escola e tinha problemas com o sexo oposto, numa idade em que tudo muda bastante depressa. Estou certo que alguns de nós já passámos por aquilo.



Nota: 3/5

Site oficial do filme

sábado, 26 de dezembro de 2009

Sherlock Holmes, de Guy Ritchie (2009)

Guy Ritchie tem, na minha opinião, um defeito de alguns realizadores: os seus filmes são bastante parecidos e por vezes cansa estar sempre a ver a mesma coisa. Não é que neste caso canse. Os filmes do realizador britânico, que ganhou fama com os dois muito recomendáveis «Um Mal Nunca Vem Só» e «Snatch - Porcos e Diamantes», têm a dose certa de entretenimento e são bem filmados.

Para este ano a proposta foi uma revisitação do imaginário de Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) e o seu companheiro Watson (Jude Law), de uma forma bastante original. Por isso esqueçamos a imagem mais conhecida do detective criado por Sir Arthur Conan Doyle. O Sherlock Holmes de Guy Ritchie é alcoólico, entra em lutas ilegais nos lugares mais escuros de Londres e tem sempre resposta para todos, com muita ironia à mistura. Já o seu fiel companheiro Doutor Watson não está mais longe do conhecido: é viciado no jogo.

Isso não impede a dupla de ser bastante requisitada para resolver mistérios, por vezes a convite das próprias autoridades. E por falar em dupla, a interpretação dos actores que a compõe ficará como uma das grandes duplas do ano na Sétima Arte. Voltando à história, em «Sherlock Holmes» Guy Ritchie conta a investigação de uma conspiração que envolve uma sociedade secreta com inspiração nos poderes ocultos que vai ser desvendada pelos dois detectives que vivem em Baker Street. Pelo meio acompanhamos a saída de casa de Doutor Watson, que se vai casar, e o reencontro de Sherlock com uma antiga amante (Rachel McAdams), uma vigarista que segundo Watson foi a única pessoa a enganar o seu amigo.

Outra das diferenças em relação a outras encarnações de Sherlock Holmes é o lado mais negro da personagem. Já aqui referi o alcoolismo e o abuso na ironia, mas é nas lutas e perseguições que mais surge a marca de Ritchie. Filmadas ora em câmara lenta, ora em sequências mais rápidas, há um pormenor que está bastante conseguido. Aproveitando as capacidades de dedução do detective, em algumas destas cenas a acção pára e entramos na cabeça de Sherlock Holmes que analisa o que acontece quando se prepara para atacar um adversário. Um pormenor bastante engraçado.

Com este «Sherlock Holmes» Guy Ritchie volta a mostrar cartas e prova que é um realizador que apesar de não ser dos melhores do mundo consegue ser original na abordagem que faz aos seus filmes. E Robert Downey Jr. apresenta uma interpretação muito boa depois de já este ano ter arrancado uma excelente presença em «O Solista».

«Sherlock Holmes» será sem dúvida um dos bons filmes a reter deste final do ano e prepara-se já uma sequela como deixa antever o final do filme, ao apresentar o arqui-inimigo de Sherlock, o Professor Moriarty. Se a receita se mantiver, o sucesso e o entretenimento estará garantido.

Nota: 3/5

Site oficial do filme

Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder (1959)

«Quanto Mais Quente Melhor» é um filme que está no imaginário de muita gente, sobretudo dos fãs de Marilyn Monroe, pois é nesta obra de Billy Wilder realizada em 1959 que a actriz canta o famoso «I Want To Be Love By You». Tal como em vários filmes de Wilder, este é uma comédia que relata a história de dois músicos na falência que a caminho de um trabalho têm o azar de parar no sítio errado à hora errada, e acabam por assistir ao um massacre perpetuado por um grupo de mafiosos.

Ambientado no final dos anos 1920, em plena Lei Seca, «Quanto Mais Quente Melhor» acompanha a fuga destes dois músicos (Jack Lemmon e Tony Curtis) para a Florida onde se fazem passar por mulheres para não serem reconhecidos pelos seus perseguidores. E para se disfarçarem nada melhor do que ingressar numa banda composta só por mulheres. É nesta banda que travam conhecimento com Sugar Kane Kowalczyk (Marilyn Monroe), uma música da banda que faz o papel da loura burra (aparentemente), e que acaba por levar os dois músicos a apaixonarem-se.

Estamos assim perante uma comédia de enganos, em que todos se enganam uns aos outros: a dupla foragida engana os mafiosos e as companheiras de banda e os mafiosos enganam a polícia (geniais os diálogos trocados entre o líder do gangue, Spats Colombo (George Raft), e o polícia que o persegue, Detective Mulligan (Pat O'Brien). Pelo meio Marilyn acaba por se apaixonar por um falso milionário que é nem mais nem menos Tony Curtis. Já Jack Lemmon, que tem aqui um dos seus melhores papéis, uma prova que era um dos grandes actores norte-americanos, acaba por ficar com a fava, ficando noivo de um velho milionário (Joe E. Brown). A frase final, dita por este milionário resume bem o filme: «ninguém é perfeito» pois Marilyn apaixona-se a sério mas não por um milionário, como queria, e Lemmon que era o que menos confusões queria acaba noivo do milionário, completamente apaixonado pelo músico que julga ser uma mulher, mesmo quando ele lhe diz que é um homem. É a esta frase que surge a resposta com que termina «Quanto Mais Quente Melhor».

Para quem gostar, aí fica a famosa cena em que Marilyn Monroe canta «I Want To Be Loved By You».




Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

3 - Actrizes que dá gosto ver trabalhar: Marilyn Monroe

Marilyn Monroe, em Quanto Mais Quente Melhor

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Em Cartaz: Semana 24/12/2009

Deixa Chover, de Agnès Jaoui
Alvin e os Esquilos 2, de Betty Thomas
Sherlock Holmes, de Guy Ritchie

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pedro Costa alvo de retrospectiva na Cinemateca Francesa

A Cinemateca Francesa vai organizar em Janeiro de 2010 uma retrospectiva dedicada ao realizador Pedro Costa. O arranque do ciclo terá lugar a 11 de Janeiro com a antestreia de «Ne Change Rien», a mais recente obra do realizador português, sobre a actriz e cantora Jeanne Balibar. A retrospectiva da obra de Pedro Costa, que começa a ser um dos cineastas portugueses mais falados no estrangeiro, vai decorrer até 24 de Janeiro e percorrerá todos os nove filmes de Pedro Costa, de «O Sangue» até à curta-metragem «A Caça ao Coelho com Pau», de 2007, com passagem por «Ossos», «No Quarto de Vanda», «Juventude em Marcha», «Onde Jaz o Teu Sorriso?» e «6 Bagatelas», estes dois realizados em colaboração com a dupla Danièle Huillet e Jean-Marie Straub.

Oliveira entre os melhores para os Cahiers du Cinema

A revista Cahiers do Cinema colocou o mais recente filme de Manoel de Oliveira, «Singularidades de uma Rapariga Loura», na lista dos 10 melhores filmes de 2009.

Para a publicação francesa o top 10 de 2009 na Sétima Arte foi:

1. Les Herbes folles , de Alain Resnais

2. Vincere , de Marco Bellochio

3. Sacanas Sem Lei , de Quentin Tarantino

4. Gran Torino , de Clint Eastwood

5. Singularidades de uma Rapariga Loura , de Manoel de Oliveira

6. Tetro , de Francis Ford Coppola

7. Estado de Guerra, de Kathryn Bigelow

8. Le Roi de l’évasion , de Alain Guiraudie

9. Tokyo Sonata , de Kiyoshi Kurosawa

10. Hadewijch , de Bruno Dumont

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Festival de Veneza atribui Leão de Ouro de carreira a John Woo

John Woo, um dos realizadores chineses mais conhecidos internacionalmente, vai receber um Leão de Ouro de carreira na próxima edição do Festival de Veneza. Aos 63 anos, o cineasta, autor de filmes como «A Outra Face», um excelente filme de acção com Nicolas Cage e John Travolta, ou «Operação Flecha Quebrada», vê a sua obra reconhecida em grande.

A carreira de John Woo começou nos míticos estúdios Shaw Brothers, onde ainda nos anos 1960 co-realizou quatro obras antes de se estrear a solo em 1974. Em 1986 veio o sucesso internacional ao realizar «A Better Tomorrow», onde surge um outro nome grande daquelas paisagens: o actor Chow Yun-Fat.

A sua estreia internacional ocorreu em 1993 a convite de Jean-Claude Van Damme para realizar «Hard Target». Três anos mais tarde estreia o já citado «Operação Flecha Quebrada» e um ano a seguir «A Outra Face».

Talvez mais popular seja o seu filme seguinte, realizado em 2000: o segundo episódio da série Missão Impossível. O prémio será atribuído ao cineasta na próxima edição do Festival de Veneza, que decorre entre 1 e 11 de Setembro de 2010. Recorde-se que o galardoado com este prémio na última edição do certame foi John Lasseter e a sua produtora Disney-Pixar.

Novo filme de Wes Anderson directo para vídeo

Acabo de saber, via Take, que o mais recente filme de Wes Anderson, um dos mais originais realizadores que surgiu nos últimos tempos, vai direitinho para DVD em Portugal, sem passar por sala nem que seja uma mísera semana. Uma péssima notícia para quem gosta do cinema do realizador de «Royal Tanembaum» ou «Life Aquatic with Steve Zissou». É por estas e por outras que eu me questiono para onde irá a distribuição por terras lusas, quando chegam às salas coisas inenarráveis e o que é bom temos de ver em casa. Espero que a informação não se venha a confirmar.

Fica o consolo de visitar o site de «Fantastic Mr. Fox», uma animação baseada numa obra de Roald Dahl, autor de «Charlie e a Fábrica de Chocolate», que inclusive está na lista dos pré-nomeados para os Óscares de melhor animação,neste link.

Banda Sonora: Must Be Santa, Bob Dylan

Para a semana do Natal a banda sonora é «Must Be Santa», música cantada por Bob Dylan no álbum «Christmas In The Heart», o mais recente do cantor em que canta apenas músicas de Natal. Aproveito para desejar a todos os que perdem tempo a ler este blogue um Feliz Natal.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Um Crime Real, de Clint Eastwood (1999)

Já tinha visto o Clint Eastwood pistoleiro solitário e polícia sem regras. Fiquei hoje a conhecer a faceta do actor como jornalista em «Um Crime Real». Realizado em 1999 pelo próprio Clint Eastwood não é um dos melhores filmes da fase recente da obra do realizador, mas é uma boa fita.

Em «Um Crime Real» Clint realiza e interpreta a história de um jornalista caído em desgraça, ex-alcoólico e mulherengo que por acaso tem de continuar o trabalho de uma jovem colega, falecida no dia anterior a ir entrevistar um negro que se encontra no corredor da morte(Isaiah Washington), no próprio dia da execução. Mas à medida que vai analisando o caso e desatando alguns nós, o jornalista Steve Everett descobre que há muitos buracos no processo e contra tudo e contra todos tenta chegar à verdade, independentemente dos custos pessoais. No fundo Steve tenta também recuperar a carreira e a família.

É a investigação e as descobertas de Steve Everett que se encontram no centro da trama. Paralelamente temos o próprio condenado e a sua relação com a família, completamente oposta à situação do jornalista, que logo na primeira cena aparece a trair a esposa, precisamente com a colega que acaba por falecer.

Além destas personagens, a história toca alguns pontos um bocado fortes para os EUA, começando nas relações entre as raças e acabando no tema da pena de morte. No primeiro caso vemos como o processo parece ter tudo contra o suspeito de raça negra, acusado de assassinato: a vítima é uma jovem branca grávida de seis meses que lhe devia dinheiro e as únicas duas testemunhas do incidente são dois brancos.

No que diz respeito à pena de morte, Eastwood mostra-nos um retrato algo sombrio do corredor da morte. Não só todas as cenas em que surgem os guardas prisionais encarregues de guardar o condenado parecem ser motivos de gozo, com diálogos jocosos, como o próprio director da prisão parece ter um certo gosto em levar os seus condenados à cela da morte. Mas isso foi a impressão que me deixou.

A nível da interpretação, gostei bastante do papel de James Woods, como chefe de redacção. Apesar de não ser dos melhores que tem no currículo, está à altura. Quanto a Clint Eastwood, confesso que como actor não é dos meus preferidos, gosto mais da sua faceta de realizador. Neste caso continua a ser uma personagem bastante seca e que puxa da ironia como Dirty Harry puxava da sua Magnum.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

Obituário: Brittany Murphy (1977-2009)

Mais uma morte a assombrar os últimos dias em Hollywood. Desta vez foi a actriz Brittany Murphy, que foi encontrada morta em casa durante a manhã. A actriz de 8 Mile terá sido vítima de ataque cardíaco e já chegou ao hospital morta, revelam os Media norte-americanos. Depois da trágica morte de Heath Ledger no início de 2008, mais uma jovem estrela morre. De acordo com o site IMDB Brittany Murphy tinha três projectos em pós-produção («Abandoned», de Michael Feifer, «Something Wicked», de Darin Scott e «The Expendables», de Sylvester Stallone) e tinha «Shrinking Charlotte», de René Eram, em pré-produção.

Aluga-se Esta Arma, de Frank Tuttle (1942)

Um ano depois de «Relíquia Macabra», o primeiro filme de John Huston e um dos mais representativos do género Noir, foi realizado este «Aluga-se Esta Arma», por Frank Tuttle, nome que já vinha do período mudo do cinema e acabou a sua carreira em 1959. Apesar de não ser tão conhecido como o primeiro, este é um bom filme que faz justiça ao género, com a particularidade de não se centrar num detective privado, que geralmente era a personagem central deste tipo de filmes.

Em «Aluga-se Esta Arma» temos um assassino profissional de nome Phillip Raven (Alan Ladd) que procura vingança por ter sido enganado pelo seu último contratante, que lhe paga com notas numeradas. Mais tarde ficamos a saber que o seu assassinato fazia parte de uma conspiração para vender armamento aos japoneses. Tudo em nome do lucro. Durante a sua busca pelo burlão, a polícia surge no seu encalço e para azar seu, trava conhecimento com a noiva de um dos agentes que o persegue, interpretada por Veronica Lake, num excelente papel de uma mágica que trabalha num clube nocturno, controlado precisamente pelo homem que pagou a Raven para matar uma pessoa.

Com uma realização bem conseguida, o argumento, baseado numa obra de Graham Greene, é muito bom com espaço para as personagens serem não só sinistras como ambíguas. Basta ver as piadas que travam entre si, cheias de ironia. E as cenas de acção, com várias perseguições e tiroteios em ambientes escuros, seja numa fábrica ou numa estação de comboios, fazem este «Aluga-se Esta Arma» um bom filme para quem gosta do género Noir.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

sábado, 19 de dezembro de 2009

2 - Actrizes que dá gosto ver trabalhar: Veronica Lake

Veronica Lake, em Aluga-se Esta Arma

A Parada dos Monstros, de Tod Browning (1932)

«A Parada de Monstros» é um dos mais célebres e estranhos filmes da década de 1930. Realizado por Tod Browning, um cineasta com um certo gosto pelo bizarro como já tinha provado anteriormente com «Unholly Trinity», «A Parada de Monstros» («Freaks» no original e talvez o nome pelo qual é mais conhecido) esta é uma história de vingança passada num circo de seres humanos ditos anormais (anões, mulheres com barba, gagos ou homens sem braços e sem pernas).

É no meio destas 'criaturas' bizarras e monstros, como são chamados, que uma das artistas 'normais' resolve enganar e roubar um anão que se apaixonou por ela. Tudo começa quando a trapezista Cleópatra (os nomes também são bastante artísticos) se apercebe que um dos seus companheiros circenses, um anão, lhe faz bastantes favores e assim que descobre que ele tem uma fortuna decide casar-se com ele para o matar de seguida para receber a herança. O plano corre bem, apesar dos avisos à vítima da burla, até que a marosca é descoberta e é desencadeada a vingança que acaba por transformar Cleópatra num dos monstros de circo.

Com «A Parada de Monstros» Tod Browning resolve humanizar estes seres humanos que por razões da natureza não tiveram a sorte das pessoas normais. E consegue cumprir o objectivo, criando uma história onde sentimos compaixão pelas personagens. Se de início nos parecem seres medonhos, aos poucos vamos engraçando com as suas piadas e a maneira como interagem mesmo com as suas dificuldades.

Ao contrário do já citado «Unholly Trinity», em que três seres bizarros são representados como criminosos, as personagens deste filme têm bom coração, apenas mostrando o seu lado sombrio quando são desafiados ou maltratados. Que é o que acontece à artista que tenta enganar um deles. E o resultado é a sua transformação em atracção de circo, depois de ter sido considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo. Mas essa beleza não estava dentro de Cleópatra e acabou por tomar o seu veneno.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB