domingo, 31 de janeiro de 2010

Nove, de Rob Marshall (2009)

Quando ouvi falar que estavam a fazer uma adaptação de um musical da Broadway baseado no «Oito e Meio» de Federico Felini assustei-me e fiquei com medo do resultado final. Por isso fui de pé atrás ver «Nove» de Rob Marshall, apesar de ter gostado de ver «Chicago». E o susto passou-me ao começar a ver o filme, pois o truque é esquecer «Oito e Meio», um filme que aliás é uma das grandes obras primas do cinema italiano e mundial.

Fiquemo-nos então por «Nove», a história do realizador italiano Guido Contini (Daniel Day-Lewis), considerado mestre e que está a passar uma fase de falta de inspiração, quando toda a gente espera a sua próxima obra prima. E aqui penso que o actor, um dos grandes actores da actualidade, não está muito à vontade no seu papel. Mas Day-Lewis é um grande actor e pouco reparamos nisso.

O que acompanhamos em «Nove» é precisamente a procura de inspiração de Guido Contini e para isso vão surgindo as várias mulheres que fazem parte da sua vida: da mãe (Sofia Loren) à amante (Penélope Cruz, numa das melhores sequências do filme), passando pela esposa (Marion Cotillard), pela estrela dos seus filmes (Nicole Kidman, claramente a fazer o mesmo papel que coube a Anita Ekberg em «La Dolce Vita») e por uma prostituta (Fergie) que remete para a infância do realizador.

E tal como em «Chicago», Rob Marshall brinda-nos com belas sequências musicais, cada uma dedicada a cada uma das personagens que fazem parte da vida de Guido. Aqui o filme só peca por, uma vez mais, me parecer que as actrizes não se sentirem muito à vontade a cantar. Mesmo assim, não deixa de ser um bom filme, com uma história que flui bastante bem. E vale bem a pena ver, nem que seja pelo elenco feminino, onde ainda podemos encontrar Judi Dench e Kate Hudson.

Nota: 4/5

Site oficial do filme


6 - Actrizes que dá gosto ver trabalhar: Penélope Cruz


Pénelope Cruz, em Nove

Leitura recomendada

O blogger Aníbal Santiago, autor do blogue Rick's Cinema, publicou um excelente trabalho no âmbito de um Mestrado para o Seminário de Política Norte-Americana onde aborda as relações de Hollywood com o poder político de Washington. Com o tema «Hollywood na Política Externa Norte-Americana pós II Guerra Mundial, actor principal da Diplomacia Cultural ou mero figurante?» é um bom texto sobre a forma como Hollywood teve um grande papel na divulgação da cultura norte-americana, no período a seguir à II Guerra Mundial.

Leitura recomendada para quem gosta do assunto e pretende aprofundar conhecimentos no mesmo.

sábado, 30 de janeiro de 2010

O fim da Miramax aos 30 anos

A mítica produtora criada pelos irmãos Weinstein, Harvey e Bob, que nos deu a ver obras primas como «Cães Danados», «Pulp Fiction» e «Jackie Brown» de Quentin Tarantino, «O Paciente Inglês» e «O Talentoso Mr. Ripley de Anthony Minghella ou «Sexo, Mentiras e Vídeo» de Steven Soderbergh, entre muitas outras, vai fechar portas.

Nascida em 1979 e cujo nome é uma homenagem aos pais dos irmãos Weinstein, o estúdio tinha sido comprado por 70 milhões de dólares em 1993 pela Disney, empresa que optou por encerrá-lo agora. Sempre em querelas com a Disney, os dois irmãos acabaram por sair da Miramax em 2005 para fundar uma nova produtora, a Weinstein Company, que nunca conseguiu grandes resultados financeiros.

Numa entrevista ao site The Wrap o realizador Kevin Smith («Dogma», «Perseguindo Amy»), que ganhou fama com a Miramax, lamentou o final do estúdio ao afirmar que «a Miramax não era só um clube de maus rapazes, era o Olimpo do século XX: atirem-lhe uma lata de Diet Coke e acertamos numa dieta dos dias modernos». O mesmo cineasta reconhece que «por um breve, luminoso momento, foi uma era de mágicos e maravilhas».

O problema agora são os 80 desempregados que o fim da Miramax vai provocar e seis filmes que estavam sob a alçada da produtora, que não se sabe o que vai acontecer, relata o The Wrap. Um desses filmes é uma adaptação de «A Tempestade» de William Shakespeare, a cargo da realizadora Julie Taymor («Across the Universe», «Frida») e o próximo filme de John Madden («A Paixão de Shakespeare»).

A Miramax vai deixar saudades.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Em Cartaz: Semana 28/01/2010

A Bela e o Paparazzo, de António-Pedro Vasconcelos
Anticristo, de Lars Von Trier
Invictus, de Clint Eastwood
O Exército do Crime, de Robert Guédiguian

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ciclo de cinema turco no CCB

No âmbito do Festival «Pontes Para Istambul» o Centro Cultural de Belém (CCB) vai receber um ciclo de cinema da Turquia, entre 8 e 19 de Março. A iniciativa arranca com uma sessão de seis curtas-metragens realizadas por cineastas europeus baseadas na obra «Neve» do escritor Ohran Pamuk, Prémio Nobel da Literatura em 2006. Segue-se «A Face Escondida», com argumento do escritor e realizado por Ömer Kavur.

O ciclo inclui ainda duas obras de Nuri Bilge Ceylan, um dos poucos nomes da cinematografia turca com estreia regular por cá, nomeadamente com «Longínquo» e «Climas». Os dois filmes de Ceylan que passam no CCB são inéditos comercialmente em Portugal, o que representa uma oportunidade para descobrir este cineasta turco. Por fim destaque para a projecção de um filme de outro nome relativamente conhecido: Fatih Akim, de quem vai passar «Cruzando a Ponte: O Som de Istambul».

Mais informações aqui.

Primeiras novidades do IndieLisboa'10

Já são conhecidos dois dos heróis independentes da edição de 2010 do festival IndieLisboa. A realizadora holandesa Heddy Honigmann, especializada no cinema documental é um dos nomes anunciados hoje pela organização do festival, que decorre entre 22 de Abril e 2 de Maio nos cinemas São Jorge, Londres, City Classic Alvalade e Culturgest, esta sala uma estreia no evento.

Vencedora do prémio do Público em 2007, com o filme «Forever», a obra de Heddy Honigmann tem passado ao lado do circuito comercial, daí o IndieLisboa ter decidido prestar a sua homenagem, com uma retrospectiva integral da sua filmografia.

O outro Herói Independente de 2010 é a secção «Fórum» do Festival Internacional de Cinema de Berlim que celebrou em 2009 o 40º aniversário. Para comemorar a data vão ser exibidos 14 filmes escolhidos por 13 realizadores que fizeram parte desta secção paralela da Berlinale.

A lista dos filmes deste Herói Independente é a seguinte:

“My Childhood”, de Bill Douglas (escolhido por Bradley Rust Gray e So Yong Kim)
“My Ain Folk”, de Bill Douglas (escolhido por Bradley Rust Gray e So Yong Kim)
“Sauve qui peut (la vie)”, de Jean-Luc Godard (escolhido por Angela Shanelec)
“D’Est”, de Chantal Akerman (escolhido por Avi Mograbi)
“So Is This”, de Michael Snow (escolhido por Sharon Lockart)
“Baara”, de Souleimane Cissé (escolhido por Jean-Marie Téno)
“Seven Songs from the Tundra”, de Markku Lehmuskallio e Anastasia Lapsui (escolhido por Ulrike Ottinger)
“Nô”, de Sharon Lockhart (escolhido por Anja Salomonowitz)
“Beau Travail”, de Claire Denis (escolhido por Anja Salomonowitz)
“Kasaba”, de Nuri Bilge Ceylan (escolhido por Jia Zhangke)
“George Washington”, de David Gordon Green (escolhido por Aditya Assarat)
“Die allseitig reduziert Personlichkeit”, de Helke Sander (escolhido por Ulrich Kohler)
“The Matchfactory Girl”, de Aki Kaurismaki (escolhido por Jasmilla Zbanic)
“Der zynische Korper”, de Heinz Emigholz (escolhido pelo próprio).

Mais informações aqui.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tim Burton lidera júri de Cannes

Tim Burton vai ser o próximo presidente do júri do Festival de Cannes, que este ano decorre entre 12 e 23 de Maio. A presença do realizador de «Eduardo Mãos de Tesoura» à frente do júri de Cannes vai ocorrer pouco depois da estreia da sua próxima obra, uma adaptação de «Alice no País das Maravilhas» que tem estreia prevista para Março.

Para Tim Burton o convite para presidir ao júri do Festival de Cannes, cargo desempenhado em 2009 por Isabelle Hupert, foi um sonho tornado realidade, admitiu em comunicado. Os nomes dos restantes oito membros do júri vão ser divulgados em Abril.

Aos 51 anos Tim Burton, realizador que criou um ambiente muito peculiar nos seus filmes, entre os quais as duas primeiras grandes adaptações de Batman ao grande ecrã, vê a sua carreira atingir o reconhecimento entre os pares. Em 2007 recebeu um Leão de Ouro em Veneza pela sua carreira e no final de 2009 o Museum of Modern Art de Nova Iorque inaugurou uma exposição, patente até ao próximo dia 28 de Abril, dedicada ao realizador, com ilustrações, pinturas e fotografias.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Banda Sonora: Smoke on the Water, de Deep Purple

A banda sonora desta semana é um clássico. E serve para comemorar o anúncio do regresso dos velhinhos Deep Purple a Portugal, banda nascida no final dos anos 1960, para um concerto no Coliseu de Lisboa a 14 de Julho. Smoke on the Water não deverá ficar de fora do alinhamento.

domingo, 24 de janeiro de 2010

5 - Actrizes que dá gosto ver trabalhar: Dominique Sanda

Dominique Sanda, em 1900

sábado, 23 de janeiro de 2010

Um Profeta lidera nomeações aos César

«Um Profeta», o mais recente filme de Jacques Audiard, está na pole position para ser o grande vencedor da edição deste ano dos prémios César, os galardões atribuídos pela Academia de Cinema de França, ao ter para já 13 nomeações. A par de «O Laço Branco», este foi um dos grandes filmes saídos da colheita de Cannes do ano passado e tudo indica que vai ser coroado o melhor do ano para o cinema francês a 27 de Fevereiro, quando forem conhecidos os vencedores.

As 13 nomeações incluem melhor filme, actor, realizador, argumento original, banda sonora, fotografia e montagem. Na categoria de melhor filme concorrem ainda "Bem-vindo" (Philippe Lioret), "Le concert" (Radu Mihaileanu), "As ervas daninhas" (Alain Resnais), com estreia por cá prevista para 25 de Março, "A l´origine" (Xabier Giannoli), "Rapt" (Lucas Belvaux) e "O dia da saia" (Jean-Paul Lilienfeld).

A cerimónia de apresentação dos vencedores dos César vai ter lugar a 27 de Fevereiro e ficará a cargo da actriz Marion Cotillard. Durante a cerimónia vai decorrer uma homenagem póstuma a Éric Rohmer, recentemente falecido.

Mais informações sobre os prémios aqui.

Obituário: Jean Simmons (1929-2010)

Faleceu a actriz britânica Jean Simmons, nomeada para Óscar de Melhor Actriz Principal em 1969 por «Amar Sem Amor» de Richard Brooks e para o Óscar de Melhor Actriz Secundária em 1949 pelo seu papel de Ofélia na adaptação de «Hamlet» realizada por Laurence Olivier. Estreou-se no cinema aos 15 anos e teve um dos seus primeiros grandes papéis numa outra adaptação, desta vez de «Grandes Esperanças» de Charles Dickens, assinada por David Lean («Doutor Zhivago» e «Lawrence da Arábia»).

Ao longo da sua carreira entrou ainda em filmes como «Spartacus» de Stanley Kubrick ou «A Túnica» de Henry Coster. A sua última participação no grande ecrã foi «Shadows in the Sun» de David Rocksavage. Jean Simmons faleceu na sua residência em Santa Mónica, onde lutava contra um cancro no pulmão.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Nova Conversa no Cinedica

O site brasileiro sobre cinema Cinedica vai organizar mais uma sessão de chat cinematográfica. Depois de no passado domingo ter organizado uma conversa sobre os Globos de Ouro, em simultâneo com a entrega dos galardões, no próximo sábado vai realizar outra sessão, desta vez dedicada aos prémios da Screen Actors Guild, os prémios de cinema atribuídos pelos actores.

A sessão do Cinedica começa às 23 horas de Brasilia.

Mais informações sobre o chat neste link.

Conhecidos os nomeados para os BAFTA

A Academia Britânica para as Artes do Cinema e Televisão (BAFTA) apresentou os nomeados para os BAFTA de 2009. «Avatar» de James Cameron, «Estado de Guerra» de Kathryn Bigelow, e «An Education» da dinamarquesa Lone Scherfig (realizadora de «Wilbur Quer Se Matar» e «Italiano para Principiantes») são os principais candidatos a ter uma grande noite, ao terem conseguido oito nomeações cada.

Outro filme que alcançou bastantes nomeações foi «Distrito 9» de Neill Blomkamp, com sete nomeações. Seguem-se «Sacanas Sem Lei» de Quentin Tarantino, e «Nas Nuvens» de Jason Reitman, com seis nomeações cada.

Na corrida para melhor filme estrangeiro em língua não inglesa está o vencedor do Globo de Ouro na mesma categoria, «O Laço Branco» de Michael Haneke, que concorre contra «Abraços Desfeitos» de Pedro Almodóvar, «Coco Avant Chanel» de Anne Fontaine, «Deixa-me Entrar» de Tomas Alfredson e «Um Profeta» de Jacques Audiard.

Os vencedores vão ser conhecidos em Londres no dia 08 de Fevereiro. A lista com todos os nomeados é a seguinte:

BEST FILM
AVATAR James Cameron, Jon Landau
AN EDUCATION Finola Dwyer, Amanda Posey
THE HURT LOCKER Nominees TBC
PRECIOUS: BASED ON THE NOVEL PUSH BY SAPPHIRE Lee Daniels, Sarah Siegel-Magness, Gary Magness
UP IN THE AIR Ivan Reitman, Jason Reitman, Daniel Dubiecki

OUTSTANDING BRITISH FILM
AN EDUCATION Finola Dwyer, Amanda Posey, Lone Scherfig, Nick Hornby
FISH TANK Kees Kasander, Nick Laws, Andrea Arnold
IN THE LOOP Kevin Loader, Adam Tandy, Armando Iannucci, Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Tony Roche
MOON Stuart Fenegan, Trudie Styler, Duncan Jones, Nathan Parker
NOWHERE BOY Robert Bernstein, Douglas Rae, Kevin Loader, Sam Taylor-Wood, Matt Greenhalgh

OUTSTANDING DEBUT BY A BRITISH WRITER, DIRECTOR OR PRODUCER
LUCY BAILEY, ANDREW THOMPSON, ELIZABETH MORGAN HEMLOCK, DAVID PEARSON Directors, Producers –
Mugabe and the White African
ERAN CREEVY Writer/Director – Shifty
STUART HAZELDINE Writer/Director – Exam
DUNCAN JONES Director – Moon
SAM TAYLOR-WOOD Director – Nowhere Boy

DIRECTOR
AVATAR James Cameron
DISTRICT 9 Neill Blomkamp
AN EDUCATION Lone Scherfig
THE HURT LOCKER Kathryn Bigelow
INGLOURIOUS BASTERDS Quentin Tarantino

ORIGINAL SCREENPLAY
THE HANGOVER Jon Lucas, Scott Moore
THE HURT LOCKER Mark Boal
INGLOURIOUS BASTERDS Quentin Tarantino
A SERIOUS MAN Joel Coen, Ethan Coen
UP Bob Peterson, Pete Docter

ADAPTED SCREENPLAY
DISTRICT 9 Neill Blomkamp, Terri Tatchell
AN EDUCATION Nick Hornby
IN THE LOOP Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci, Tony Roche
PRECIOUS: BASED ON THE NOVEL PUSH BY SAPPHIRE Geoffrey Fletcher
UP IN THE AIR Jason Reitman, Sheldon Turner

FILM NOT IN THE ENGLISH LANGUAGE
BROKEN EMBRACES Agustín Almodóvar, Pedro Almodóvar
COCO BEFORE CHANEL Carole Scotta, Caroline Benjo, Philippe Carcassonne, Anne Fontaine
LET THE RIGHT ONE IN Carl Molinder, John Nordling, Tomas Alfredson
A PROPHET Pascal Caucheteux, Marco Cherqui, Alix Raynaud, Jacques Audiard
THE WHITE RIBBON Stefan Arndt, Veit Heiduschka, Margaret Menegoz, Michael Haneke

ANIMATED FILM
CORALINE Henry Selick
FANTASTIC MR FOX Wes Anderson
UP Pete Docter

LEADING ACTOR
JEFF BRIDGES Crazy Heart
GEORGE CLOONEY Up in the Air
COLIN FIRTH A Single Man
JEREMY RENNER The Hurt Locker
ANDY SERKIS Sex & Drugs & Rock & Roll

LEADING ACTRESS
CAREY MULLIGAN An Education
SAOIRSE RONAN The Lovely Bones
GABOUREY SIDIBE Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
MERYL STREEP Julie & Julia
AUDREY TAUTOU Coco Before Chanel

SUPPORTING ACTOR
ALEC BALDWIN It’s Complicated
CHRISTIAN McKAY Me and Orson Welles
ALFRED MOLINA An Education
STANLEY TUCCI The Lovely Bones
CHRISTOPH WALTZ Inglourious Basterds

SUPPORTING ACTRESS
ANNE-MARIE DUFF Nowhere Boy
VERA FARMIGA Up in the Air
ANNA KENDRICK Up in the Air
MO’NIQUE Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
KRISTIN SCOTT THOMAS Nowhere Boy

MUSIC
AVATAR James Horner
CRAZY HEART T-Bone Burnett, Stephen Bruton
FANTASTIC MR FOX Alexandre Desplat
SEX & DRUGS & ROCK & ROLL Chaz Jankel
UP Michael Giacchino

CINEMATOGRAPHY
AVATAR Mauro Fiore
DISTRICT 9 Trent Opaloch
THE HURT LOCKER Barry Ackroyd
INGLOURIOUS BASTERDS Robert Richardson
THE ROAD Javier Aguirresarobe

EDITING
AVATAR Stephen Rivkin, John Refoua, James Cameron
DISTRICT 9 Julian Clarke
THE HURT LOCKER Bob Murawski, Chris Innis
INGLOURIOUS BASTERDS Sally Menke
UP IN THE AIR Dana E. Glauberman

PRODUCTION DESIGN
AVATAR Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair
DISTRICT 9 Philip Ivey, Guy Potgieter
HARRY POTTER AND THE HALF-BLOOD PRINCE Stuart Craig, Stephenie McMillan
THE IMAGINARIUM OF DOCTOR PARNASSUS Nominees TBC
INGLOURIOUS BASTERDS David Wasco, Sandy Reynolds Wasco

COSTUME DESIGN
BRIGHT STAR Janet Patterson
COCO BEFORE CHANEL Catherine Leterrier
AN EDUCATION Odile Dicks-Mireaux
A SINGLE MAN Arianne Phillips
THE YOUNG VICTORIA Sandy Powell

SOUND
AVATAR Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson, Tony Johnson, Addison Teague
DISTRICT 9 Brent Burge, Chris Ward, Dave Whitehead, Michael Hedges, Ken Saville
THE HURT LOCKER Ray Beckett, Paul N. J. Ottosson
STAR TREK Peter J. Devlin, Andy Nelson, Anna Behlmer, Mark Stoeckinger, Ben Burtt
UP Tom Myers, Michael Silvers, Michael Semanick

SPECIAL VISUAL EFFECTS

AVATAR Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham, Andrew R. Jones
DISTRICT 9 Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros, Matt Aitken
HARRY POTTER AND THE HALF-BLOOD PRINCE John Richardson, Tim Burke, Tim Alexander, Nicolas Aithadi
THE HURT LOCKER Richard Stutsman
STAR TREK Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh, Burt Dalton

MAKE UP & HAIR

COCO BEFORE CHANEL Thi Thanh Tu Nguyen, Jane Milon
AN EDUCATION Lizzie Yianni Georgiou
THE IMAGINARIUM OF DOCTOR PARNASSUS Sarah Monzani
NINE Peter ‘Swords’ King
THE YOUNG VICTORIA Jenny Shircore

SHORT ANIMATION

THE GRUFFALO Michael Rose, Martin Pope, Jakob Schuh, Max Lang
THE HAPPY DUCKLING Gili Dolev
MOTHER OF MANY Sally Arthur, Emma Lazenby
SHORT FILM
14 Asitha Ameresekere
I DO AIR James Bolton, Martina Amati
JADE Samm Haillay, Daniel Elliott
MIXTAPE Luti Fagbenle, Luke Snellin
OFF SEASON Jacob Jaffke, Jonathan van Tulleken

THE ORANGE RISING STAR AWARD (voted for by the public)

JESSE EISENBERG
NICHOLAS HOULT
CAREY MULLIGAN
TAHAR RAHIM
KRISTEN STEWART

Obituário: Fernando Duarte (1927-2010)

Faleceu esta semana Duarte Infante, fundador do Cineclube no distante ano de 1956. Nascido em 1927 e membro do Movimento de Unidade Democrática, foi um dos jovens que lutou contra a ditadura do Estado Novo, o que lhe valeu uma estadia na prisão por motivos políticos.

No blogue oficial do Cineclube de Faro Duarte Infante é descrito como um homem que «permaneceu, ao longo destas mais de cinco décadas, como um dos sócios mais activos [do Cineclube], interessados e participativos em todas as nossas actividades».

O Projeccionista presta homenagem a um homem que levou e promoveu o cinema, mesmo onde nem sempre este é de fácil acesso.

Em Cartaz: Semana 21/01/2009

Nas Nuvens, de Jason Reitman
Não Há Crimes Perfeitos, de James DeMonaco

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Câmara de Ouro em Cannes em Portugal para dar formação

O vencedor da Câmara de Ouro em Cannes na edição de 2007 do festival, o realizador israelita Etgar Keret, vai ser um dos profissionais a dar formação no FEST 2010 - Festival Internacional de Cinema Jovem. O autor de «Jellyfish», filme que lhe deu reconhecimento no festival de Cannes, vai ser um dos nomes presentes no programa de formação paralelo do FEST, Training Ground.

A decorrer entre 20 e 27 de Junho em Espinho a edição deste ano do FEST vai ser dedicada ao tema «Books Alive», que irá destacar adaptações literárias ao grande ecrã. As inscrições para o FEST 2010 estão abertas até 12 de Março.

Além da presença de Etgar Keret, a organização do festival já tinha anunciado em Dezembro a presença do suíço Christian Frei na mesma secção do evento.

Mas informações sobre o festival aqui.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Comentário aos Globos de Ouro

Ontem apresentei a lista com os principais vencedores dos Globos de Ouro, mas não tive tempo de fazer um comentário, apesar de ter comentado os prémios vários blogues sobre o assunto. Por isso aí vai a minha opinião sobre a 67ª edição dos Globos de Ouro.

Há muito tempo que deixei de ligar a este tipo de cerimónias, que cada vez mais me parecem ser um pouco distantes do que de melhor se faz no cinema. Mas estes prémios têm o valor que têm e às vezes acabam por ser decisivos para alguns filmes mais fracos chegarem às salas e outros com alguma qualidade irem directamente para DVD.

Por isso considero que a vitória de «Avatar» nas categorias de Melhor Filme Dramático e Melhor Realizador é um pouco bluff. E só falando em dois dos três nomeados que vi («Estado de Guerra» e «Sacanas Sem Lei»), o filme de James Cameron é claramente o mais fraco. E ainda falta estrear «Nas Nuvens», que tem vindo com grandes criticas e está a ser bem recebido um pouco por toda a parte. Se fosse para premiar um filme com grandes características técnicas, mais valia criarem uma categoria para tal e seria justo.

No que diz respeito às interpretações dramáticas, faltam-me ver todos os filmes, mas custou-me um bocado ver Sandra Bullock ganhar, pois não é das actrizes que mais aprecio. Mas o naipe de nomeadas também não era o melhor. Quanto aos actores, gostei do prémio atribuído a Jeff Bridges, um grande nome da sua geração que ainda continua a dar cartas. Ainda para mais quando tinha concorrentes de peso na categoria que venceu. Dizem que a interpretação de George Clooney em «Nas Nuvens» está muito boa.

Também nas escolhas para interpretações em comédia ou musical, se a vitória de Meryl Streep não surpreendeu (afinal, ano em que a senhora não ganhe um Óscar ou Globo de Ouro começa a soar estranho). Mas o caso muda de figura quando se fala na melhor interpretação masculina. Se Robert Downey Jr. merece ser considerado um dos melhores actores da actualidade, não o contesto. Mas o seu Sherlock Holmes nem sequer chega aos calcanhares de Matt Damon com o seu Mark Whitacre de «Delator», uma das grandes personagens do ano passado, que me choca um bocado ver nomeado na categoria de Comédia ou Musical. No caso do prémio para a interpretação secundária de Christoph Waltz, pelo seu papel em «Sacanas Sem Lei», é justíssimo e penso que este também sairá vitorioso dos Óscares.

Por fim, uma nota para três outras categorias: penso que Tarantino foi um pouco injustiçado no prémio para Melhor Argumento, mas com as criticas positivas de «Nas Nuvens», prefiro esperar para ver antes de dizer algo que me arrependa; Melhor Filme Estrangeiro, também já estava praticamente atribuído a «O Laço Branco», de Michael Haneke, mas não seria de todo mal pensado dar o prémio a «Um Profeta», que tem uma excelente dupla de actores (Tahar Rahim e Niels Arestrup); «Up - Altamente» foi mais uma prova de que a Pixar continua a dominar no campo da animação. Só tenho pena que os distribuidores portugueses tenham remetido «O Fantástico Senhor Raposo» para DVD.

Conclusão: ainda não foi desta que me redimi dos prémios de cinema e tudo leva a crer que James Cameron e o seu «Avatar», que anda a ser visto e promovido como o salvador da indústria, irá dominar a cerimónia dos Óscares. Muito sinceramente, espero que não, pois com um ano de 2009 relativamente bom a nível cinematográfico, era uma pena coroar a odisseia espacial do criador do Exterminador Implacável. A ver vamos que surpresas nos traz o dia 7 de Março.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Vencedores dos Globos de Ouro

Foram ontem entregues os Globos de Ouro, os principais prémios do cinema nos EUA, depois dos Óscares. Este ano o 'grande vencedor', pelo menos nas duas categorias mais importantes, foi «Avatar», de James Cameron, que ganhou nas categorias de Melhor Filme Drámatico e Melhor Realizador. Por outro lado, o grande perdedor é «Up In The Air», de Jason Reitman, que era um dos favoritos com seis nomeações e apenas levou para casa um prémio, para Melhor Argumento.

Nos restantes galardões destaque para os prémios atribuídos para a interpretação, que distinguiram Sandra Bullock («The Blind Side») e Jeff Bridges («Crazy Heart») como melhores actores em drama, Meryl Streep e Robert Downey Jr. como melhores actores em comédia ou musical. Os secundários foram parar ao genial Christoph Waltz pelo seu papel em «Sacanas Sem Lei», de Quentin Tarantino e a Mo'nique que entrou em «Precious: Based On The Novel Push By Sapphire».

Por fim, mais dois prémios: «Up - Altamente», da Pixar, conquistou o Globo de Ouro para Melhor Animação e Michael Haneke levou para casa o prémio para Melhor Filme Estrangeiro.

A lista completa dos premiados, incluindo os prémios para televisão, pode ser consultada aqui.

Banda Sonora: Kelly Watch The Stars, de Air

A banda sonora desta semana vai para uma banda que tocou em Lisboa este fim de semana, os Air. Nascidos no final dos anos 1990, mais precisamente em 1998 quando lançaram o álbum Moon Safari, foram uma das primeiras bandas a mostrar os sons electrónicos vindos de França. Mais tarde chegaram a colaborar com Sofia Coppola na banda sonora de Virgens Suicidas, a estreia da filha de Francis Ford Coppola na realização. As críticas não falam de um grande concerto, mas o que conta é a presença do duo gaulês por cá.

Para recordar «Kelly Watch The Stars», um dos primeiros hits da banda, saído precisamente de Moon Safari.