
Jason Stone: When the Martians land, will the press have access? Can we do interviews?
Em primeiro lugar, e antes de começar o texto, uma dúvida: porque carga de água é que um filme com o título original de «Red Sonja», o nome da personagem principal, tem como título em português «Kalidor: A Lenda do Talismã»? Sendo que Kalidor é uma personagem secundária da trama, não faz muito sentido, mas as traduções dos títulos para português sempre me intrigaram. Esta é só mais uma.
Nos últimos anos a carreira de Nicholas Cage tem andado meio perdida num turbilhão de filmes de acção que nos deixam saudades dos seus bons velhos tempos. Contudo nem sempre os filmes que tem feito são de deitar fora. Pelo menos no que toca a sua interpretação. E «O Homem do Tempo», realizado por Gore Verbinski entre os dois primeiros episódios da saga «Piratas das Caraíbas», é um dos exemplos que mostram que Cage quando quer ainda consegue ser um bom actor.
«Delírio em Las Vegas», de Terry Gilliam, é a adaptação cinematográfica do livro homónimo escrito por Hunter S. Thompson, jornalista especializado num género jornalístico denominado Gonzo. O livro nasceu de duas reportagens escritas por Thompson, publicadas na Rolling Stone: a primeira sobre uma corrida de motas no deserto do Nevada, perto de Las Vegas, e a segunda sobre uma convenção de procuradores distritais sobre droga. E é droga o que alimenta as duas personagens de «Delírio em Las Vegas»: Raoul Duke (Johnny Depp), um alter-ego do jornalista, e Dr. Gonzo (Benicio del Toro), o seu advogado e companheiro de viagem.
Ben Stiller é mais conhecido pela sua carreira de actor, tendo entrado sobretudo em comédias, algumas bastante idiotas e pouco recomendáveis. Mas também tem no seu longo currículo em Hollywood quatro longas-metragens como realizador. A estreia deu-se em 1994 com «Jovens em Delírio», um filme que relata a história de quatro amigos que acabam de sair da faculdade e entram de rompante num mundo novo, onde já começam a ter algumas responsabilidades como adultos, mas ao mesmo tempo ainda são demasiado novos para terem o peso do mundo nos seus ombros.
Sete filmes. É este o currículo de Jim Sheridan, escasso número que vem provar que não são precisos muitos filmes para fazer um bom realizador. Tal como nas suas obras anteriores a «Na América», este filme remete para a Irlanda natal de Sheridan. Neste caso é a história de uma família de imigrantes (um casal com duas filhas pequenas) que chega a Nova Iorque para esquecer a morte de um outro filho e à procura de uma vida melhor.