segunda-feira, 4 de julho de 2011

Banda Sonora: Somebody Super Like You, de The Undead

«Somebody Super Like You», de The Undead - Banda Sonora de «Fantasma do Paraíso», de Brian De Palma

domingo, 3 de julho de 2011

Vamos levar «José e Pilar» aos Óscares

É esta a proposta que partiu do blogue «Split Screen» ao lançar uma petição pública on-line para levar o documentário «José e Pilar», de Miguel Gonçalves Mendes, a ser a escolha do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) para ser o próximo candidato português ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Além da petição em si, o blogue está a iniciar também uma campanha para divulgar esta iniciativa em várias vertentes, nomeadamente num blogue dedicado à causa e no Facebook, onde o objectivo será debater a validade da escolha.

No Split Screen lê-se que «este é um movimento independente, de fãs e admiradores do filme, que têm particular confiança e respeito pelo seu potencial, que se sente verdadeiramente comovido pela sua imensa força emocional, humanista, motivadora».

Assinem e divulguem, pois o sucesso desta iniciativa vai depender muito do passa a palavra. Mais informações nos seguintes links:

Petição "José e Pilar aos Óscares"
Blogue "José e Pilar aos Óscares"
Facebook "José e Pilar aos Óscares"
Twitter "Petição José e Pilar"
Email da iniciativa: joseepilaraososcares@gmail.com
Facebook: José e Pilar
Sítio: José e Pilar

Belle du Jour: Anna Maria Alberghetti

Anna Maria Alberghetti em «Cinderelo dos Pés Grandes», de Frank Tashlin

sábado, 2 de julho de 2011

A Última Sessão fora de portas: Tertúlia de Cinema

«A Última Sessão» voltou a participar em mais uma iniciativa promovida na blogosfera. Desta vez a participação faz parte da iniciativa «Tertúlia de Cinema», um blogue de cinema criado pelos membros de um grupo de cinéfilos no Facebook onde o objectivo é divulgar e debater filmes sobre um determinado tema por mês. Apesar de ter sido criada por um grupo restrito, todos os amantes da Sétima Arte são convidados a participar e comentar as propostas apresentadas.

Depois do Cinema Noir, Terror Italiano, Nouvelle Vague e Samuel Fuller, neste mês o tema escolhido foi o Cinema Brasileiro. As propostas foram apresentadas por Paulo Soares («Limite», de Mario Peixoto), Danilo Donzelli Alves, do blogue «A falha de Obi-Wan» («Deus e o Diabo na Terra do Sol», de Glauber Rocha) e por mim («Macunaíma», de Joaquim Pedro de Andrade), a quem coube a tarefa de encerrar o ciclo.

Espero que gostem das propostas e aproveito para vos convidar a participar e comentar neste ciclo e nos próximos organizados pela «Tertúlia de Cinema».

X-Men, de Bryan Singer (2000)

Se nos dias que correm estão a estrear inúmeros filmes baseados em super-heróis de banda desenhada, «X-Men» de Bryan Singer pode ser considerado um dos responsáveis, pois foi dos primeiros a explorar o filão com algum sucesso. Realizado no mesmo ano em que surge também o «Homem Aranha» de Sam Raimi, outro dos filmes que alavancou este género, o primeiro filme de «X-Men» acompanha a chegada de Wolverine (Hugh Jackman) e Rogue (Anna Paquin) à escola de mutantes do Professor Xavier (Patrick Stewart). A dupla chega num momento em que o arqui-rival de Xavier, o vilão Magneto (Ian McKellen), se prepara para declarar guerra à Humanidade.

Mesmo não sendo grande fã do género, como já por aqui referi, acho que o filme está muito bem conseguido e merece todos os créditos que teve há 11 anos quando foi considerado uma lufada de ar fresco nos filmes baseados em super-heróis de banda desenhada. A história está bem construída, pois quem apanha esta questão dos mutantes vs. humanos a meio, sem conhecer a BD, não fica à toa, tem boas personagens, tanto de um lado como do outro das facções rivais, e é um bom filme de entretenimento que conseguiu envelhecer bem. Mesmo os efeitos especiais continuam bons. Uma vez mais fiquei maravilhado com o trabalho feito com a personagem de Mystique (Rebecca Romijn-Stamos).

Por fim, no campo das interpretações, o grande destaque vai para os veteranos Stewart e McKellen, que além de estarem muito bem dão um outro ar a uma fita que se diria para um público mais novo. Pelo contrário Hugh Jackman, que parece tal e qual o mítico Wolverine, uma das personagens preferidas dos fãs da série, parece algo inseguro em algumas cenas. Talvez se deva ao facto de o seu Wolverine ser uma das suas primeiras grandes personagens. Hoje em dia, 11 anos após a estreia de «X-Men», é curioso ver a evolução do actor australiano, bem melhor do que na altura.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

Maus como as cobras: Winslow / The Phantom

Winslow / The Phantom (William Finley), músico atraiçoado em «O Fantasma do Paraíso», de Brian De Palma

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Frase(s) que marcam um filme: O Gigante, de George Stevens (1956)

Leslie Benedict: Money isn't everything, Jett.
Jett Rink: Not when you've got it.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Em Cartaz: Semana 30/06/2011

Pequenas Mentiras Entre Amigos, de Guillaume Canet
Transformers 3, de Michael Bay
Rumo à Liberdade, de Peter Weir
O Atalho, de Kelly Reichardt

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um filme, vários posters: Inadaptado, de Spike Jonze (2002)

Eslovénia

Espanha

Irão


Japão

Japão

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cinco curtas portuguesas no Teatro do Bairro

Se há coisa que sempre me intrigou foi a falta de presença de curtas-metragens nas sessões de cinema. Salvo nos festivais de cinema e num ou noutro filme que vem acompanhado com uma curta-metragem (por vezes bem melhor do que a longa que deveria ser o prato principal), é muito raro ver uma curta-metragem no cinema. Por isso é de louvar iniciativas que nos dão a ver estas obras.

A próxima vai acontecer já na próxima quinta-feira no Teatro Do Bairro, em Lisboa, a partir das 23:30 e consiste na projecção de cinco curtas-metragens portuguesas. Além da projecção dos filmes vão estar presentes no WATX (assim se chama o evento) membros das equipas para falar com o público. Segundo a página do Facebook da iniciativa esta primeira sessão destina-se a «divulgar, formar e angariar receitas para o novo Cinema Português, em formato Curta-Metragem».

A lista dos primeiros cinco filmes a exibir no âmbito das sessões WATX é a seguinte:

«Assim, Assim», de Sérgio Graciano

«F.r.u.n.c.», de Paulo Prazeres

«Justino», de Carlos Amaral

«A Cova», de Luís Alves

«Bats in the Belfry», de João Alves

O bilhete para a sessão custa cinco euros ou três euros para estudantes de Cinema, Vídeo e Multimédia, sendo que as receitas vão para a produção dos filmes exibidos e à produção WATX. Mais informações aqui.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Juno, de Jason Reitman (2007)

Há filmes que nos passam completamente ao lado até os vermos uma segunda vez. Foi isso que me aconteceu com «Juno». Quando estreou e toda a gente falava nele, sobretudo de muito bom para cima, não achei nada de especial. Apesar de ter gostado, lembro-me de não ter achado nada de especial. Agora que o revi, a minha opinião mudou completamente e adorei a história de Juno (Ellen Page), a adolescente de 16 anos que depois de uma noite aborrecida, em que se lembra de fazer sexo com o melhor amigo, Paulie Bleeker (Michael Cera, num dos seus papéis habituais que tão bem sabe interpretar), acaba grávida.

A solução para Juno, que se sente demasiado nova para tomar conta de uma criança (ou a coisa, como ela trata o bebé) e depois de ficar traumatizada por uma visita a uma clínica de abortos, passa por dar o filho para adopção a um casal que procura um filho. E esse casal não podia ser mais diferente: Mark (Jason Bateman), uma estrela de rock falhada, e Vanessa (Jennifer Garner), que quer à força ser mãe.

O que podia ser uma comédia adolescente parva ou um dramalhão daqueles de fazer chorar as pedras da calçada escapa a esse fatídico destino para se tornar uma excelente comédia sobre a adolescência e o amor, não apenas entre o jovem casal, mas também dos 'crescidos', se assim se pode dizer. Sempre acompanhada por uma excelente banda sonora, que termina com um belo dueto entre Juno e Paulie (uma cover de «All I Want Is You», original dos Moldy Peaches), Ellen Page tem aqui uma das suas melhores personagens até à data. Mesmo sendo alguns anos mais velha do que a personagem, tinha 20 anos quando o filme estreou, mais quatro do que Juno, consegue encarnar na perfeição a desbocada jovem, que tem sempre resposta para tudo. A nomeação ao Óscar de Melhor Actriz nesse ano foi mais do que merecida.

O argumento de Diablo Cody, que lhe valeu a estatueta dourada para Melhor Argumento Original logo na estreia, é também maravilhoso e simples, como todas as boas histórias.

Nota: 5/5

Site oficial do filme

Banda Sonora: Like a Rolling Stone, de Bob Dylan

«Like a Rolling Stone», de Bob Dylan - Banda Sonora de «Histórias de Nova Iorque», de Woody Allen, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese

domingo, 26 de junho de 2011

Histórias de Nova Iorque, de Woody Allen, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese (1989)

Os filmes em episódios em torno de cidades, como «Paris, Je T'aime» ou «New York, I Love You» não vêm de agora. Já em 1989 três realizadores da Big Apple se juntaram para apresentar «Histórias de Nova Iorque». E foram nem mais nem menos do que três dos maiores génios da Sétima Arte, a quem coube contar uma história nova-iorquina: Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Woody Allen. Não é um grande filme, mas consegue captar a essência da cidade que foi cenário de tantas histórias realizadas pelo trio. Aliás, os três episódios quase que podem ser analisados como um exemplo da obra de cada um deles.

Lições de Vida, de Martin Scorsese

O primeiro episódio é da autoria de Martin Scorsese e foca a relação entre o pintor Lionel Dobbie (Nick Nolte) e a sua assistente Paulette (Rosanna Arquette). Ele, mais velho, já tem uma carreira feita, enquanto ela está a tentar chegar a esse patamar. Os dois estão a viver uma fase de ruptura da sua relação amorosa e é essa a história captada por Scorsese. Com uma excelente banda sonora e duas óptimas interpretações, este é um dos melhores episódios do filme, a par do de Woody Allen. Com aquela forma de filmar vemos logo que é um filme de Scorsese, que apenas precisava de um argumento um bocado melhor para ser excelente. Nota: 4/5

A Vida Sem Zoe, de Francis Ford Coppola
No meio está a virtude, diz o ditado. Infelizmente não é o caso de «Histórias de Nova Iorque», onde o episódio de Francis Ford Coppola é o menos conseguido dos três. Escrito a meias com a filha Sofia, «A Vida Sem Zoe» relata a história de uma rapariga sem amigos, filha de pais ricos separados, que vive num hotel onde os empregados acabam por ser a família que Zoe (Heather McComb) não tem. Conhecendo a carreira de Sofia Coppola enquanto realizadora, podemos ver aqui quase como que um primeiro filme da filha de Francis, realizado pelo pai. A história pouco muda em relação aos dois últimos filmes de Sofia e não desperta tanto interesse quanto os outros dois episódios. Nota: 3/5

Destroços de Édipo, de Woody Allen
Se em «Lições de Vida» reconhecemos o estilo de Scorsese, «Destroços de Édipo» tem tudo o que um filme de Woody Allen na sua melhor fase nova-iorquina tem. A começar pela personagem principal, interpretada pelo próprio realizador: o neurótico advogado Sheldon, com problemas por resolver com a mãe. Quando o conhecemos ele conta ao psiquiatra um sonho onde a mãe morreu e ele vai a conduzir o carro funerário a caminho do cemitério com a mãe a resmungar no caixão. Mais tarde, um incidente faz desaparecer a mãe de Sheldon e passados uns dias esta reaparece no céu de Nova Iorque para atormentar o pobre advogado. É uma comédia Alleniana em estado puro, que mesmo numa pequena dose consegue agradar aos fãs do realizador. E ansiar pelo seu regresso à cidade que nunca dorme. Nota: 4/5

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

Belle du jour: Helen Mirren

Helen Mirren em «Excalibur», de John Boorman

sábado, 25 de junho de 2011

Twin Peaks: Os Últimos Sete Dias de Laura Palmer, de David Lynch (1992)

No início dos anos 1990, as mentes de David Lynch e Mark Frost deram ao mundo uma das melhores e mais estranhas séries televisivas de sempre: Twin Peaks. A história passava-se na cidade fictícia com o mesmo nome, onde a morte de Laura Palmer (Sheryl Lee)investigada pelo agente especial do FBI Dale Cooper (Kyle MacLachlan) dá o mote para o enredo que vem levantar os inúmeros fantasmas da comunidade. A série foi um sucesso na altura e continua a ser de culto, apesar de ter sido cancelada a meio da segunda temporada, quando a estação que a emitia, a ABC, quis que fosse revelado o autor da morte da jovem, contra vontade dos seus dois criadores. A partir daí, a série perdeu audiência e só depois de muitas queixas foram emitidos os últimos episódios da temporada.

Em 1992, um ano depois do fim da série, David Lynch realiza «Twin Peaks: Os Últimos Sete Dias de Laura Palmer», filme que retrata, como o título em português muito bem indica, os últimos dias antes da morte da misteriosa adolescente que estava no centro da série. E tem tudo o que um bom filme de Lynch tem, nomeadamente os elementos estranhos que remetem para sonhos e cenários oníricos, e a banda sonora (de Angelo Badalamenti, como não podia deixar de ser)que adensa ainda mais o ambiente já de si pesado . Tal como na série, aqui nada é o que parece e a inocência de uma comunidade perdida no interior dos EUA acaba por não ser tão inocente quanto isso.

Apesar de não ser considerado pelos fãs do realizador como um dos seus melhores filmes, «Twin Peaks: Os Últimos Sete Dias de Laura Palmer» não deixa de ser uma boa obra, que serve sobretudo para aprofundar um pouco a mitologia em torno da série e desvendar alguns dos mistérios. E mostra que esta era uma daquelas séries que podiam ter continuado por muitas e muitas temporadas, tal era a quantidade de linhas narrativas que podiam ser exploradas. A pressão das audiências assim o ditou e desde então poucas foram as séries de televisão que conseguiram ser tão atractivas e misteriosas ao mesmo tempo.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

Maus como as cobras: One Eye

One Eye (Mads Mikkelsen), guerreiro silencioso em «Valhalla Rising - Destino de Sangue», de Nicolas Winding Refn

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A.I. Inteligência Artificial, de Steven Spielberg (2001)

É por causa de filmes destes que eu gosto de Cinema. «A.I. Inteligência Artificial» foi um dos muitos projectos que Stanley Kubrick deixou por fazer e seria o filme a seguir a «Eyes Wide Shut» se não tivesse morrido antes de finalizar este último filme. Dois anos após a morte do génio que nos deu «Shining», Steven Spielberg resolveu abraçar o projecto em jeito de homenagem e o resultado é um dos melhores filmes da primeira década deste século. Sem nunca sair do terreno do universo preferido de Spielberg, a família, «A.I. Inteligência Artificial» é um filme negro para os padrões do pai de «ET».

No centro deste magnífico conto de fadas de ficção científica está David (Haley Joel Osment), um menino robot de última geração criado para amar como um filho. David é testado por um casal que tem um filho doente, com uma doença incurável. Tudo corre bem até que o filho do casal regressa a casa e as diferenças entre humanos e robots acabam por vir ao de cima. Mas também aí já é tarde, pois Monica, a mãe (Frances O'Connor), já se afeiçoou a David e quando chega a altura de o entregar à empresa que o criou não consegue e opta por deixá-lo em liberdade. Inspirado na história de Pinóquio o pequeno robot resolve partir em busca da fada azul para o tornar um menino humano para ser amado pela mãe.

É esta saga e o seu desenrolar que fazem de «A.I.» uma das mais belas histórias, mesmo que em tons de certa forma sombrios, da obra de Spielberg. Com uma bela fotografia e excelentes cenários que recriam um mundo futurista que tanto nos remete para Blade Runner, como para cenários mais apocalípticos, o filme é uma fantástica obra sobre o amor e a procura dos nossos sonhos. Haley Joel Osment tem aqui uma das suas maiores e talvez últimas grandes interpretações. De certeza que nas mãos de Kubrick este seria um filme completamente diferente. Infelizmente nunca o vamos conseguir saber.

Nota: 5/5

Site do filme no IMDB

Frase(s) que marcam um filme: Pulp Fiction, de Quentin Tarantino (1994)

The Wolf: That's thirty minutes away. I'll be there in ten.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Essential Killing - Matar para Viver, de Jerzy Skolimowski (2010)

Com poucas estreias de jeito esta semana e seguindo mais ou menos este conselho (na verdade, até tinha alguma curiosidade em ver este filme), resolvi ver «Essential Killing - Matar para Viver». E por acaso até vale mesmo a pena o mais recente filme do polaco Jerzy Skolimowski, que já tinha dado um ar de sua graça há três anos com «Quatro Noites Com Ana», o seu primeiro filme em 17 anos.

«Essential Killing» é a história de Mohammed (Vincent Gallo), um guerrilheiro afegão preso pelo exército norte-americano depois de ter matado um trio nas montanhas do Afeganistão. Durante o período em que está preso Mohammed acaba por ser torturado e durante o transporte de prisioneiros num país da Europa de Leste acaba por conseguir fugir quando a carrinha tem um acidente. Segue-se uma fuga numa paisagem de neve em que o guerrilheiro tem de sobreviver aos seus captores e a uma natureza pouco amigável, recorrendo a tudo o que tem à mão.

O que podia ser um filme chato ou mesmo um panfleto contra a guerra no Afeganistão e o que acontece a quem é preso pelo exército dos EUA em nome da Guerra contra o Terrorismo, consegue estar muito acima de tal simplicidade. E como seria tão fácil ir por esse caminho, pois a fuga de um afegão, possivelmente um talibã (como referem dois soldados durante a perseguição, o homem é uma das cartas do célebre baralho dado às tropas norte-americanas para identificar os membros mais procurados da milícia) num país de Leste daria logo para retratar a história dos aviões da CIA que passaram por território europeu ou as prisões fantasma nestes mesmos países.

Mas a obra de Jerzy Skolimowski não segue esse caminho, prefere relatar a sobrevivência de alguém que tem de se submeter à natureza e aos poucos se aproxima do estado animal. A interpretação de Vincent Gallo, goste-se ou não do actor (eu confesso que não sou grande fã, mas tenho de admitir que ele de facto é um grande actor), é soberba, mesmo não falando uma única vez, e cumpre na perfeição o que lhe é pedido e o que esperamos de um homem em fuga e a lutar pela sobrevivência, num ambiente completamente estranho.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

Em Cartaz: Semana 23/06/2011

O Feitiço do Amor, de Daniel Barnz
Essential Killing - Matar para Viver, de Jerzy Skolimowski
Professora Baldas, de Jake Kasdan
Empresta-me o teu Namorado, de Luke Greenfield
Durante o Fim, de João Trabulo