quarta-feira, 15 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Terra dos Mortos, George A. Romero (2005)
George Romero pode não ser o melhor realizador do mundo, mas é sem sombra de dúvidas um dos maiores quando se fala em cinema de terror com C grande. E «Terra dos Mortos», apesar de não ser o melhor da sua obra, não deixa os fãs do cineasta desiludidos. Uma vez mais as personagens principais aqui são os zombies, desta vez um bocado mais inteligentes do que o habitual, pois conseguem ter alguma autonomia e ultrapassam alguns problemas que a sua espécie enfrenta relativamente bem. Isso não é bem explicado como (por exemplo, na questão do fogo de artifício), mas isso também não interessa nada.O que interessa é que «Terra dos Mortos» é um dos filmes de terror mainstream realizados na primeira década deste século que não se deixa cair nos facilitismos que o género tem vindo a enfrentar. Leia-se: um grupo de jovens na mira de um serial killer sádico. Neste filme Romero leva-nos a acompanhar um grupo de humanos que tenta evitar a chegada dos zombies a uma cidade fechada liderada por Kaufman (Dennis Hopper), que vive num edifício de luxo junto de uma elite escolhida por ele próprio. Os restantes humanos vivem nessa colónia, mas com menos condições. É a tentativa de um deles chegar ao edifício (Cholo - John Leguizamo) e de outro fugir dos EUA (Riley - Simon Baker), ambos antigos companheiros de armas, que faz avançar a narrativa.
E o que resulta bem em «Terra dos Mortos» é precisamente a história, um factor que tem escapado ao género nos últimos anos e que mesmo os grandes mestres, como Carpenter ou Wes Craven, parece terem perdido. Neste caso, Romero consegue marcar pontos, apesar de mesmo assim não ser a melhor história de sempre. Mas está bem conseguida e acaba por tornar o filme entretenimento interessante, sobretudo para os fãs do cinema de terror mais clássico.
Nota: 3/5
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Vencedores do Festróia 2011
Termina hoje a 27ª edição do Festróia - Festival Internacional de Cinema de Setúbal. Os vencedores foram conhecidos ontem, durante a cerimónia de encerramento do evento, consagrando o filme Tirza, de Rudolf van den Berg, como o Melhor Filme em competição.A lista completa dos premiados do Festróia 2011 é a seguinte:
Melhor Filme - Golfinho de Ouro
Tirza, de Rudolf van den Berg
Prémio Especial do Júri - Golfinho de Prata
Só Entre Nós, de Rajko Grlic
Melhor Realizador - Golfinho de Prata
Oleg Novkovic, por Mundo Branco
Melhor Actor - Golfinho de Prata
Nebojsa Glogovac, por A Mulher Com o Nariz Partido, de Srdjan Koljevic
Melhor Actriz - Golfinho de Prata
Florence Loiret Caille, por O Pequeno Quarto, de Stéphanie Chuat e Véronique Reymond
Melhor Argumento - Golfinho de Prata
Julio Rojas e Matias Bize, por A Vida dos Peixes, de Matias Bize
Melhor Fotografia - Golfinho de Prata
Pini Hellstedt, por Odisseia na Lapónia, de Dome Karukoski
Prémio do Público
Mamã Gógó, de Fridrik Thor Fridriksson
Prémio Homem e a Natureza
Severn, a Voz das Nossas Crianças, de Jean-Paul Jaud
Menções Especiais
Princesa, de Arto Halonen
Eu Consigo, de Susana Pilgrim
Prémio Primeiras Obras
O Abandonado, de Adis Bakrac
Menções Especiais
Preto e Branco, de Ahmet Boyacioglu
Magdalena Poplawska, pelo desempenho no filme Entre Dois Fogos, de Agnieszka Lukasiak
Prémio Fipresci
Cabelo, de Tayfun Pirselimoglu
Prémio Signis
O Pequeno Quarto, de Stéphanie Chuat e Véronique Reymond
Menção Especial
Ridículo, de Audrey Najar e Fréderic Perrot
Prémio Cicae
O Sussuro, de Heidi Maria Faisst
Prémio Mário Ventura
O Papel Mais Difícil, de Olivier Refson
sábado, 11 de junho de 2011
Carlos, de Oliver Assayas (2010)
Há já alguns meses que «Carlos», de Olivier Assayas, era um dos filmes bastante aguardados por estes lados, sobretudo pela curiosidade histórica que esta personagem mítica do século XX desperta. A desilusão surge logo no início do filme, quando uma mensagem alerta para o facto de dificilmente a vida de uma personalidade destas poder ser conhecida com detalhe. Mas ao menos não nos podemos queixar que não nos avisaram. «Carlos» é de facto um retrato do terrorista de origem venezuelana, também conhecido como Chacal, que serviu a causa palestiniana (ou a sua própria causa, nunca se chega a perceber, muito menos com o filme de Assayas).Talvez um dos problemas de «Carlos» para cinema, filme que se baseia numa mini-série para televisão com mais de cinco horas, seja mesmo o que ficou de fora. Não o posso comparar, pois apenas vi a versão curta de duas horas e meia, que foi a que chegou às salas. E nota-se que falta muita coisa, mas que não sei se estará na versão televisiva. A começar, o filme apenas se centra nos anos 1970, passa ao de leve pelo início dos anos 1990 com a queda do Muro de Berlim e as consequências de um novo mundo que resultam desse acontecimento histórico e tem uma longa parte final em 1994, no Sudão, onde Carlos é apanhado pelas autoridades francesas que o levam preso. O resto não é abordado, inclusive os anos 1980, como se nesse período Carlos e o seu grupo estivesse inactivo, o que não aconteceu de facto. Aliás, praticamente só uma das suas acções, talvez a mais espectacular (se assim se pode designar um acto terrorista) é que é explorada: o rapto dos ministros da OPEP em Viena. Ou seja, mesmo que fosse um retrato completo do terrorista, seria incompleto.
De louvar a interpretação de Édgar Ramírez no papel de Carlos, num daqueles papéis que apenas aparecem uma vez na vida e que o actor, curiosamente também venezuelano como o terrorista, protagoniza de forma magistral, com falas em várias línguas e com caracterizações diferentes consoante a fase do terrorista. Pena que o retrato acabe por se tornar quase como uma caricatura de Carlos, o que justifica as palavras pouco simpáticas que o visado proferiu quando visualizou a sua história contada por Olivier Assayas. Menos mal no retrato fica a banda sonora e a forma como «Carlos» está filmado, quase sempre de câmara na mão. Falta agora ver a versão longa para saber se o retrato de Carlos ficou de facto bastante bom, como muitos dizem que ficou. A versão para cinema falha o objectivo de contar um período bastante interessante do século XX que continua nebuloso.
Nota: 3/5
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Get Low - A Lenda de Felix Bush, de Aaron Schneider (2009)
Com «Get Low - A Lenda de Felix Bush» Aaron Schneider estreia-se na cadeira de realizador. E para o ajudar conta com a ajuda de dois actores gigantes: um irreconhecível Robert Duvall e Bill Murray. O elenco também conta com Sissy Spacek, mas num papel bastante secundário. Só estes três nomes e a premissa - um idoso com poucos amigos que vive isolado numa terreola nos EUA e resolve fazer uma festa como funeral, antes de morrer - são suficientes para despertar a atenção. Mas, como muitos filmes que nascem de boas ideias, nem sempre o resultado final atinge as expectativas. «Get Low - A Lenda de Felix Bush» até começa bem, com apresentação das personagens, mas sempre centrado em Felix Bush (Duvall) e na forma como é visto na vila que o desprezou durante anos. Apesar de ser um isolamento voluntário, só no fim sabemos porque razão o fez, esse isolamento levou ao surgimento de inúmeras histórias sobre o estranho ancião, na sua maioria pouco abonatórias. O objectivo da festa fúnebre é desmistificar essas lendas.
Além de duas grandes interpretações, as de Duvall e de Murray (este interpreta o dono da funerária que prepara a festa, sempre no seu estilo irónico), apesar de por vezes parecerem um pouco em modo piloto automático para o talento da dupla, «Get Low - A Lenda de Felix Bush» fica aquém das expectativas geradas, sobretudo na segunda metade, quando começam a ser revelados os pormenores da verdadeira história do idoso. E este é um daqueles casos que podia claramente ter ido mais além, mas acaba por ser uma estreia razoável para Aaron Schneider.
Nota: 3/5
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A Ressaca: Parte II, de Todd Phillips (2011)
Dois anos depois do sucesso de «A Ressaca» o grupo de amigos Phil, Stu, Alan e Doug (Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis e Justin Bartha, respectivamente) está de volta. Depois das desventuras em Las Vegas, desta vez o destino é Banguecoque, capital da Tailândia, país de origem da noiva de Stu, onde a alcateia vai parar sem saber como. Tal como no anterior filme da série, ao longo desta segunda aventura acompanhamos os quatro amigos para descobrirem o que lhes aconteceu na noite anterior e sobretudo onde é que se encontra Teddy (Mason Lee), o irmão da noiva de Stu e filho prodígio de um sogro que não gosta muito do genro.Este segundo capítulo da saga é um bocado mais do mesmo. Muda o cenário, mas continuam as piadas sobre sexo e regressa uma das melhores personagens do primeiro filme: o genial gangster Mr. Chow (Ken Jeong) que vai ajudar os quatro a encontrar Teddy no meio do submundo e é protagonista de uma mirabolante perseguição nas ruas de Banguecoque.
Mas «A Ressaca: Parte II» é pouco mais do que isto e não acrescenta quase nada ao primeiro. Tem boas piadas que conseguem provocar algumas gargalhadas em quem gosta de comédias desbocadas e demonstra uma vez mais o talento de Zach Galifianakis para a comédia, que já tinha provado o seu valor no anterior filme de Todd Philipps, «A Tempo e Horas», ao lado de Robert Downey Jr.. Fora isso, pouco há a ver nesta sequela, que tudo indica irá ter continuação. Mas irá decerto agradar aos fãs do primeiro capítulo.
Nota: 3/5
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Sonata de Outono, de Ingmar Bergman (1978)
«Sonata de Outono» juntou dois grandes nomes da Sétima Arte com o mesmo apelido: Ingmar Bergman na realização e Ingrid Bergman numa das suas últimas aparições no grande ecrã, que lhe garantiu também uma nomeação para os Óscares na categoria de Melhor Actriz, algo pouco comum quando se trata de um filme estrangeiro. A nomeação foi justíssima, pois neste filme Ingrid Bergman tem uma enorme interpretação ao lado de Liv Ullmann, que também não lhe fica atrás.O argumento centra-se na visita de Charlotte (Ingrid Bergman) a casa da sua filha Eva (Liv Ullmann), depois da morte de um dos seus amantes. Mas aquilo que parecia ser um regresso a casa depois de muitos anos, inicialmente com toda a gente bem disposta, cedo se torna um regresso odioso. Isso nota-se logo numa primeira sequência, quando Eva diz à mãe que a sua irmã doente também está a viver com ela, notícia que não é bem recebida por Charlotte. Mais tarde ao mesmo tempo que Eva tem um curioso diálogo com o marido sobre a sua mãe Charlotte, no andar de cima esta tem um monólogo que uma vez mais dá a ver a natureza da sua personagem. Tudo explode a meio da noite, quando mãe e filha, sobretudo esta, desabafam sobre fantasmas do passado.
Apesar de não ser um dos mais conhecidos filmes de Ingmar Bergman, «Sonata de Outono» não deixa de ser um grande filme. A presença de Ingrid Bergman, e que excelente presença, é apenas um brinde para os fãs do cineasta, que têm aqui todos os ingredientes da sua obra: desde as relações destroçadas a fantasmas do passado, passando por excelentes interpretações e personagens bastante vincadas no seu modo de ver as coisas, nada falta. E o confronto entre Ingrid e Liv não podia ser uma grande despedida na carreira da primeira, que apenas iria regressar num derradeiro papel num filme para televisão em 1982, onde interpretou o papel de Golda Meir.
Nota: 4/5
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Em Cartaz: Semana 09/06/2011
O Panda do Kung Fu 2, de Jennifer Yuh
Hadewijch, de Bruno Dumont
A Vida, Acima de Tudo, de Oliver Schmitz
X-Men: O Início, de Matthew Vaughn
Hadewijch, de Bruno Dumont
A Vida, Acima de Tudo, de Oliver Schmitz
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Kalidor: A Lenda do Talismã, de Richard Fleischer (1985)
Em primeiro lugar, e antes de começar o texto, uma dúvida: porque carga de água é que um filme com o título original de «Red Sonja», o nome da personagem principal, tem como título em português «Kalidor: A Lenda do Talismã»? Sendo que Kalidor é uma personagem secundária da trama, não faz muito sentido, mas as traduções dos títulos para português sempre me intrigaram. Esta é só mais uma.A razão deve ser o facto de o tal Kalidor ser interpretado por Arnold Schwarzenneger, que em 1985 estava a dar os primeiros passos como uma das maiores lendas de acção da década, pois já tinha no currículo dois Conans e o primeiro Exterminador Implacável e no mesmo ano chegou o mítico «Comando». E Kalidor bem podia ser um primo afastado de Conan, encarregue de ajudar a heroína Red Sonja, em português Sónia de Fogo, interpretada por Brigitte Nielsen, naquele que seria o seu primeiro papel no cinema. Aqui está irreconhecível, pois tem o cabelo ruivo e não loiro, como o conhecemos.
«Kalidor: A Lenda do Talismã» segue as aventuras de Red Sonja para vingar a morte da sua família às mãos da malvada Rainha Greden (Sandahl Bergman). De realçar que a vilã também foi uma das responsáveis pela morte da irmã de Sonja, quando roubou um estranho talismã que tem poderes para destruir o mundo. Para a ajudar na missão de vingança e para salvar o mundo, Red Sonja conta com a ajuda de Kalidor, do pequeno Príncipe Tarn (Ernie Reyes Jr.) e do seu ajudante Falkon (Paul Smith).
Para quem gosta do cinema como arte, este filme é de evitar, sobretudo porque a dupla protagonista não é das melhores. O sotaque não ajuda muito. Mas para quem gosta de ver filmes e não se importa de ver filmes que sabe há partida que não são grande coisa, apenas por curiosidade, «Kalidor: A Lenda do Talismã» acaba por ser uma agradável surpresa. É um bom filme de aventuras dos anos 1980, com todos os ingredientes no sítio, desde que não seja levado muito a sério. A banda sonora assinada por Ennio Morricone é muito boa, com todos os elementos conhecidos da sua obra, e os próprios efeitos especiais estão bem conseguidos, se tivermos em conta o ano em que foi feito. Em suma, este é um filme para ver sem preconceitos. E para quem ficar fã, está prevista a estreia de um remake de «Red Sonja». Tendo em conta a qualidade média dos remakes, é de ter medo.
Nota: 4/5
Site do filme no IMDB
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Frase(s) que marcam um filme: Delírio em Las Vegas, de Terry Gilliam (1998)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Em Cartaz: Semana 02/06/2011
Carlos, de Olivier Assayas
Perigo Online, de David Schwimmer
A Lenda de Felix Bush, de Aaron Schneider
A Ressaca - Parte II, de Todd Phillips
Perigo Online, de David Schwimmer
A Lenda de Felix Bush, de Aaron Schneider
A Ressaca - Parte II, de Todd Phillips
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
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