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domingo, 19 de fevereiro de 2012

George Harrison: Living in the Material World, de Martin Scorsese (2011)

Martin Scorsese é mais conhecido pelas suas obras de ficção, mas na já longa obra do realizador nova-iorquino também podemos encontrar um bom punhado de incursões no universo dos documentários, que se debruçam tanto pelo Cinema como pela Música. É esse o caso de «George Harrison: Living in the Material World», filme do ano passado dedicado à vida de George Harrison, um dos quatro membros dos Beatles. Ao contrário de filmes como «A Letter to Elia» ou as duas viagens cinematográficas de Scorsese (ao Cinema clássico italiano e norte-americano), desta vez o realizador não apresenta o documentário na primeira pessoa, optando pelo modelo de colocar os intervenientes a falar sobre George Harrison.

Dividido em duas partes, na primeira acompanhamos a vida de Harrison no seio dos Fab Four, desde que foi convidado por Paul McCartney para entrar na banda até à separação do grupo. Numa segunda parte, Scorsese aborda o fim dos Beatles e a vida de George Harrison na sua carreira a solo e projectos onde esteve envolvido, assim como alguns aspectos da sua personalidade. Como não podia deixar de ser, a música está bastante presente em «George Harrison: Living in the Material World». Mas é o retrato de Harrison enquanto pessoa, para além do artista e músico, o que mais fascina neste documentário, onde ficamos a conhecer um pouco mais sobre aquele que foi o mais reservado dos quatro Beatles. Sobretudo por descobrirmos uma personalidade fantástica, que tinha uma forma muito particular de estar na vida e de conviver com os outros.

E é um belo retrato, contado por aqueles que conviveram de perto com Harrison, desde os dois companheiros de banda sobreviventes a pessoas das mais variadas áreas que se cruzaram com o autor de «While My Guitar Gently Weeps» e, como é o caso do antigo piloto de Fórmula 1 de Jackie Stewart, são capazes de admitir que mesmo não sendo os melhores amigos, sentiram a sua morte como a perda de alguém especial. A juntar a estes relatos temos várias imagens de arquivo do próprio George Harrison em discurso directo onde aborda alguns episódios. Um bom documento, obrigatório para os fãs dos Beatles e de Harrison, assim como para todos os que gostam de conhecer um pouco mais sobre a história da cultura popular.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Banda Sonora: Two of Us, de The Beatles

«Two of Us», de The Beatles - Banda Sonora de «Inquietos», de Gus van Sant

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Banda Sonora: Across The Universe, de Rufus Wainwright

Across The Universe, de Rufus Wainwright (original de The Beatles) - Banda Sonora de «I Am Sam - A Força do Amor», de Jessie Nelson

domingo, 8 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: John Lennon - Love Is All You Need, de Alan Byron (2010)

Foi da secção IndieMusic que veio a minha primeira desilusão na presente edição do IndieLisboa. «John Lennon - Love Is All You Need» é um documentário sobre a vida de John Lennon, realizado no ano em que passaram 30 anos da morte do lendário músico, membros dos geniais Beatles, defensor do pacifismo e personalidade controversa da cultura popular do século XX. O filme é uma quase biografia de Lennon contada por quem viveu de perto com ele, em entrevistas actuais e de arquivo, desde os seus companheiros da banda a um crítico de música, passando pelas suas duas esposas: Cynthia Lennon e Yoko Ono, a artista plástica que para sempre ficou conhecida como a responsável pela separação da banda de Liverpool.

Tirando uma entrevista televisiva feita pelo casal John e Yoko, onde o par aborda a sua relação e Lennon fala sobre a forma como conheceu Ono e explica a forma como vê a arte, o filme pouco acrescenta à história já conhecida de John Lennon. A música em si, mesmo no período dos Beatles, é pouco abordada, as manifestações pacíficas na cama é um assunto mais que analisado, e mesmo a questão da relação entre John e Cynthia acaba por não trazer nada de novo, pois é baseada em imagens de arquivo, já conhecidas. Talvez Cynthia não quisesse voltar a abordar o tema, mas é pena, pois daria uma maior força ao filme.

Nota: 2/5

sábado, 6 de novembro de 2010

I Am Sam - A Força do Amor, de Jessie Nelson (2001)

Com «I Am Sam - A Força do Amor» Sean Penn tem aquilo a que se pode chamar a lotaria para chegar aos Óscares: o papel de um autista que tem de lutar nos tribunais pela tutela da filha, que lhe foi parar aos braços depois da mãe, uma sem abrigo, fugir de Sam. A interpretação de Sean Penn está irrepreensível, sem nada a apontar, mas o filme acaba por cair nos clichés deste tipo de fitas, sempre a puxar pela lágrima, fazendo o espectador ter pena de Sam. Valeu-lhe a nomeação para os galardões, mas quem levou a estatueta para casa foi Denzel Washington, por «Dia de Treino».

Ao lado de Sean Penn na segunda obra de Jessie Nelson, que desde este filme não voltou a realizar, encontramos Michelle Pfeiffer (a advogada Rita Williams) e Dakota Fanning (a filha de Sam, Lucy), ambas bastante bem. O grande problema em «I Am Sam», que não deixa de ser um bom drama familiar, é o pouco espaço que as restantes personagens têm. Por exemplo, a advogada de Michelle Pfeiffer tem diversos problemas, sobretudo com o marido, que são mal explorados. E Laura Dern, que interpreta a mãe adoptiva de Lucy está quase ridícula, mais valia não ter participado. O próprio fim é ambíguo, pois de facto não ficamos a saber quem fica com Lucy. Ao menos tem um plano muito belo: Sam com a filha ao colo perseguido por uma legião de miúdos.

Por fim, a assinalar a banda sonora, que na altura em que filme saiu foi bastante falada. Ao longo de «I Am Sam» vamos ouvindo diversas covers dos Beatles cantadas por diversos artistas. Estas músicas surgem devido ao amor que Sam tem pelos Fab Four e o resultado, apesar de original, nem sempre alcança os melhores resultados. Se Jessie Nelson quisesse arriscar um bocadinho mais, poderia ter aqui um grande filme.

Nota: 3/5

Site oficial do filme

sábado, 21 de novembro de 2009

David Lynch filme documentário sobre guru dos Beatles

O realizador norte-americano David Lynch vai filmar um documentário sobre Maharishi Mahesh Yogi, o guru indiano que integrou algumas sessões de meditação dos Beatles. Segundo a New York Magazine, as filmagens deverão arrancar no próximo mês na Índia.

A admiração de David Lynch pelo mestre da meditação já tinha sido tornada pública há alguns anos, nomeadamente quando lhe dedicou em 2006 o seu livro Em Busca do Grande Peixe, escrito com base nas experiências de meditação transcendental do cineasta.

Um dos objectivos de David Lynch é tentar encontrar um antigo companheiro de Maharishi Mahesh Yogi, que actualmente terá 97 anos. Em declarações à publicação o realizador de «INLAND EMPIRE» refere que o seu objectivo com este encontro é «conseguir histórias que não ficaram bem gravadas».