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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Biblioteca Cinematográfica: Sin City, de Frank Miller

O Livro: «Sin City» não é propriamente um só livro, antes uma série de novelas gráficas criada por Frank Miller, autor de banda desenhada norte-americano também conhecido pelas suas obras baseadas a Batman. Os primeiros capítulos da série começaram a sair em Abril de 1991, numa edição especial da revista Dark Horse para celebrar o quinto aniversário da publicação. Entre Maio desse ano e Junho de 1992 a história evoluiu para uma série dividida em 13 partes. Mais tarde foram publicadas novas histórias que tinham em comum o mesmo cenário: Basin City, ou Sin City.

Com um estilo muito característico e imagens que remetem para o imaginário do Film Noir, em grande parte devido à utilização do preto e branco e devido às personagens misteriosas, que tanto são mulheres fatais como polícias que vivem na fronteira entre o Bem e o Mal, a banda desenhada ganhou um estatuto de culto. Desde a sua estreia e até ao ano 2000, quando foi publicado o último volume da série, foram publicados sete livros Sin City: «The Hard Goodye», «A Dame To Kill For», «The Big Fat Kill», «That Yellow Bastard», «Family Values», «Booze, Broads, & Bullets» e «Hell and Back». Em Portugal foram publicados os seis primeiros volumes da série pela Devir, com os seguintes títulos: «A Cidade do Pecado», «Mulher Fatal», «Aquele Sacana Amarelo», «A Grande Matança», «Valores Familiares» e «Copos, Balas e Gajas».

O Filme: «Sin City» o filme chega às salas cinco anos depois de encerrado o último capítulo das novelas gráficas, num filme realizado a meias por Robert Rodriguez e Frank Miller, com uma perninha de Quentin Tarantino, que dirigiu uma das cenas. Com um elenco de luxo (Bruce Willis, Mickey Rourke, Clive Owen, Jessica Alba, Benicio del Toro, Brittany Murphy, Elijah Wood, Rosario Dawson, entre outros) a adaptação é uma das melhores obras de Rodriguez e ao mesmo tempo um dos filmes esteticamente mais arrojados na primeira década dos anos 2000, transportando para o grande ecrã o imaginário criado por Frank Miller nas páginas dos comics. A luz verde dada pelo autor à adaptação do cineasta justificou em pleno a aposta feita, pois Frank Miller tinha algum receio em ver a obra chegar ao Cinema.

O filme centra-se em apenas três histórias da série: «A Cidade do Pecado», que representou o comeback de Mickey Rourke no papel de Marv, um homem que mata tudo o que lhe aparece à frente depois de acordar e encontrar a amante morta a seu lado; «A Grande Matança», que relata uma guerra entre um grupo de prostitutas e um gangue de mercenários que resolve retaliar a morte de um polícia corrupto, num episódio protagonizado por Clive Owen e com um Benicio Del Toro genial (como quase sempre); por fim, «Aquele Sacana Amarelo», conta a história de um polícia em idade de reforma (Bruce Willis) que tenta proteger uma jovem de um serial killer amarelo. Estes episódios fazem parte do meio de «Sin City». O início e o fim fazem parte da mesma história, a irónica curta «The Customer Is Always Right», protagonizada por Josh Hartnett e Marley Shelton.

Praticamente desde a estreia de «Sin City» que se tem falado num novo filme baseado na série, mas até à data, os planos não se concretizaram.






domingo, 28 de novembro de 2010

Machete, de Robert Rodriguez e Ethan Maniquis (2010)

Filmes bons a imitar os que são maus às vezes irritam-me. «Machete», que chegou esta semana às salas de cinema, é um deles. Não que o filme seja mau, até gostei. Está muito bem feito para o objectivo que pretende ser (homenagear um género que o realizador gosta) e é bom entretenimento que não deixa os fãs do género desiludidos. Tem bons personagens, daqueles que não lembram a ninguém de tão bons que são, tiros, facadas e explosões a rodos (a cena dos intestinos no hospital é um mimo), mulheres giras e diálogos geniais. Mas espremendo o sumo daquilo, por muito bom que seja o resultado, soa a falso. Já me tinha acontecido o mesmo quando vi «À Prova de Morte», para mim o filme mais fraco de Quentin Tarantino.

O Machete (Danny Trejo) que dá nome ao filme é um ex-Federale incorruptível que se mete com quem não deve: o terrível traficante Torrez (Steven Seagal). Aqui os papéis inverteram-se, pois normalmente Seagal costuma interpretar o herói de serviço e Trejo é um secundário habituado a papéis de mau. Um dos problemas de «Machete» é que esta dupla é composta por dois maus actores, que não conseguem aproveitar boas personagens por muito que tentem. Especialmente Seagal. Aquela cena final é do mais mauzinho que tenho visto, mas uma vez mais, talvez tenha sido o objectivo de Rodriguez ter uma dupla de maus actores.

A história é o habitual neste tipo de filmes. Depois de quase ser morto às mãos de Torrez, que pelo caminho matou a família do Federale, Machete tem uma oportunidade de se vingar quando é contratado por Michael Booth (Jeff Fahey) para matar o Senador John McLaughlin (Robert DeNiro), que defende políticas anti-migração mas tem uma agenda escondida, que envolve Torrez.

Como já referi não há nada que falte a esta imitação de filme chunga, que é tão perfeito que acaba por perder a piada. Confesso que prefiro mil vezes o velhinho e original El Mariachi. «Machete» vale pelo entretenimento que garante e pelos inúmeros e bons secundários, muito bem interpretados. Não só Jeff Fahey e DeNiro, mas também o elenco feminino (de Jessica Alba a Michelle Rodriguez, passando por Lindsay Lohan) e Cheech Marin, que interpreta um padre muito original.

No fundo este é o filme que fariam os realizadores preferidos de Rodriguez e Tarantino se tivessem meios para fazer uma coisa como deve ser. Mas se calhar se o tivessem feito, hoje ninguém falava neles. Ou parafraseando o anúncio, não era a mesma coisa.

Nota: 3/5

Site oficial do filme

Para recordar fica o trailer que saiu com Grindhouse:

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Em Cartaz: Semana 25/11/2010

O Americano, de Anton Corbijn
22 Balas, de Richard Berry
O Concerto, de Radu Mihaileanu
Imparável, de Tony Scott
Machete, de Ethan Maniquis e Robert Rodriguez
O Mundo é Grande e a Salvação Espreita ao Virar da Esquina, de Stephan Komandarev