Mostrar mensagens com a etiqueta Jennifer Jason Leigh. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jennifer Jason Leigh. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Terror na Auto-Estrada, de Robert Harmon (1986)

«Terror na Auto-Estrada» é mais um daqueles filmes de culto, que fica na memória mais pelo vilão do que pelo filme em si. E esse vilão é John Ryder (excelente personagem e interpretação de Rutger Hauer) um psicopata que se dedica a matar pessoas que lhe dão boleia numa auto-estrada deserta, daquelas que atravessam os EUA. O filme retrata a perseguição que John faz a Jim Halsey (C. Thomas Howell), um jovem destinado a ser uma das suas vítimas, mas que consegue escapar. Mas durante esta fuga Jim acaba por ser confundido pelo serial killer e começa também a fugir da polícia.

«Terror na Auto-Estrada» tinha todos os ingredientes certos para correr bem, o problema acaba por surgir nos pequenos detalhes: tiros que arrancam portas de carros, ténis que mudam de cor entre cenas e acidentes demasiado previsíveis e pouco convincentes, acabam por deitar tudo por terra. Não é à toa que Robert Harmon nunca chegou a ter uma grande carreira: ultimamente tem-se dedicado a uma série de telefilmes protagonizada por Tom Selleck.

Mas o filme acaba por ter alguns bons achados. Não só o vilão de Rutger Hauer merece destaque, mas também os ambientes tensos criados em algumas das cenas fazem deste «Terror na Auto-Estrada» um clássico dos anos 1980, bem diferente dos filmes de terror como as sagas «Sexta Feira 13» ou «Pesadelo em Elm Street». E para quem é fã de Jennifer Jason Leigh tem aqui uma oportunidade para vê-la enquanto jovem actriz a dar os primeiros passos numa já longa carreira.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

sábado, 25 de setembro de 2010

Greenberg, de Noah Baumbach (2009)

Noah Baumbach faz parte de uma nova vaga de realizadores de uma certa área mais alternativa ao mainstream, onde também se inscreve Wes Anderson com quem tem vindo a colaborar. Ambos filmam histórias passadas no presente mas que pertencem a um imaginário mais retro, muito por culpa dos cenários e alguma estética que utilizam. «Greenberg», protagonizado por Ben Stiller, foi o mais recente filme de Baumbach a estrear por cá.

Neste filme acompanhamos um adulto, que aparentemente não quis crescer e ganhar responsabilidades, acabadinho de sair de um período de internamento devido a um esgotamento. Roger Greenberg (Ben Stiller) aproveita esta crise para deixar Nova Iorque e regressa à Los Angeles natal para recuperar e encontrar um rumo, ao mesmo tempo que fica a tomar conta da casa do irmão, que partiu de férias com a família. Durante esse período de fragilidade aproveita para reencontrar velhos amigos, que se tornaram bastante diferentes do que eram, e apaixona-se pela assistente do irmão (Greta Gerwig), que também está a atravessar um período mais negativo depois de um longo relacionamento.

No fundo, «Greenberg» é uma comédia das sérias, com um bom toque de ironia, que nos faz rir com coisas que supostamente não são tão boas quanto parecem. Mas as expectativas não cumprem e algo por culpa de Ben Stiller, que parece não encaixar bem na personagem. Talvez seja por estarmos habituados a vê-lo num registo de comédia mais desbragada. Ao contrário de Jim Carrey, por exemplo, que por vezes nos consegue surpreender em papéis mais sérios, Stiller para não conseguir. Os próprios secundários, sem contar com Greta Gerwig, que funciona como par de Greenberg, parecem estar pouco à vontade no papel. E aqui falo sobretudo de Rhys Ifans e Jennifer Jason Leigh.

Destaque contudo para a excelente banda sonora, que ficou a cargo de James Murphy, o líder dos nova-iorquinos LCD Soundsystem, conhecidos por terem sonoridades que combinam música rock com tons mais electrónicos. Neste caso o frontman dos nova-iorquinos apresenta um registo completamente diferente, quase só soando uma guitarra, bateria e palminhas aqui e ali. O melhor do filme.

Nota: 3/5

Site oficial do filme