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terça-feira, 17 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Best of

Para finalizar os posts sobre o IndieLisboa 2011, e para não vos maçar muito mais com o assunto, resta apresentar a lista daqueles que foram os meus 10 filmes preferidos da última edição do festival. Fazendo um balanço dos últimos dias, apesar de algumas desilusões, acho que este foi um dos anos em que os filmes que tive oportunidade de ver estavam acima da média. Espero que tenham gostado de acompanhar as sessões comigo e para o ano haverá mais.

«Gravity Was Everywhere Back Then», de Brent Green

«Neds», de Peter Mullan

«Finisterrae», de Sergio Caballero

«América», de João Nuno Pinto

«Morgen», de Marian Crisan

«Simon Werner a Disparu...», de Fabrice Gobert

«O Atalho», de Kelly Reichardt

«The Agony And The Ecstasy Of Phil Spector», de Vikram Jayanti

«Johnnie Got His Gun!», de Yves Montmayeur

«Lemmy», de Greg Olliver e Wes Orshoski

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Banda Sonora: Schizophrenia, de Sonic Youth

«Schizophrenia», de Sonic Youth - Banda Sonora de «Simon Werner A Disparu...», de Fabrice Gobert

domingo, 15 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Simon Werner A Disparu..., de Fabrice Gobert (2010)

Quando «Simon Werner A Disparu...» começa, parece que estamos num filme de terror adolescente norte-americano. Mas não é. Tudo começa numa festa, com música em altos berros, quando dois jovens resolvem sair. Passado pouco tempo, numa floresta, descobrem um cadáver. O filme recua então para duas semanas atrás e descobrimos que os jovens são colegas de escola e há um dos seus amigos que não aparece nas aulas, precisamente o Simon Werner do título. O resto do filme encontra-se dividido em sequências centradas em alguns dos jovens, que nos vão dando uma perspectiva sobre a história, a partir do que vê cada um deles, até sabermos o que aconteceu realmente a Simon Werner.

A partir daqui já «Simon Werner A Disparu...» se tornou um filme de mistério, onde começam a surgir as suspeitas sobre o sucedido a Simon Werner. Será que fugiu ou foi raptado? Neste caso quem será o responsável? As suspeitas de rapto aumentam quando desaparecem outros colegas. O final acaba por ser de certa forma óbvio, apenas serve para desenrolar algumas pontas soltas do argumento. Mas não deixa de ser curioso e bem conseguido.

Bem filmado, com uma banda sonora fabulosa, com músicas dos Sonic Youth (nunca as músicas da banda norte-americana se adequou tanto a um filme deste género) que conseguem captar bem a essência da época retratada, o início dos anos 1990, esta é uma boa estreia de Fabrice Gobert, que apenas tinha realizado séries para televisão em França, país de origem do realizador. No elenco também surgem bons valores, que poderão indicar que o cinema francês, que nem sempre salta de fronteiras do país, tem bons tesouros para descobrir.

Nota: 4/5

Site oficial do filme