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terça-feira, 17 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Best of

Para finalizar os posts sobre o IndieLisboa 2011, e para não vos maçar muito mais com o assunto, resta apresentar a lista daqueles que foram os meus 10 filmes preferidos da última edição do festival. Fazendo um balanço dos últimos dias, apesar de algumas desilusões, acho que este foi um dos anos em que os filmes que tive oportunidade de ver estavam acima da média. Espero que tenham gostado de acompanhar as sessões comigo e para o ano haverá mais.

«Gravity Was Everywhere Back Then», de Brent Green

«Neds», de Peter Mullan

«Finisterrae», de Sergio Caballero

«América», de João Nuno Pinto

«Morgen», de Marian Crisan

«Simon Werner a Disparu...», de Fabrice Gobert

«O Atalho», de Kelly Reichardt

«The Agony And The Ecstasy Of Phil Spector», de Vikram Jayanti

«Johnnie Got His Gun!», de Yves Montmayeur

«Lemmy», de Greg Olliver e Wes Orshoski

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Banda Sonora: Ghost Rider, de Suicide

«Ghost Rider», de Suicide - Banda Sonora de «Finisterrae», de Sergio Caballero (2010)

domingo, 8 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Finisterrae, de Sergio Caballero (2010)

Que dizer de «Finisterrae», de Sergio Caballero? Tal como foi explicado na apresentação da sessão, este é daqueles filmes que é uma experiência para o espectador e que se gosta ou não se gosta. Não há meio termo. Realizado pelo catalão Sergio Caballero, um dos directores do Festival Sonar, o filme acompanha a saga de dois fantasmas (com os tradicionais lençóis brancos e dois buracos a fazer de olhos) que querem deixar de o ser e pretendem voltar a ter uma vida terrena.

Esta surrealíssima aventura que vamos acompanhando remete-nos para «Honra de Cavalaria», do também catalão Albert Serra, mas em vez de devaneios filosóficos que tinham aquelas personagens representando Dom Quixote e Sancho Pança, em longos planos aborrecidos, estes dois fantasmas, que falam em russo (pormenor delicioso), levam-nos quase para um universo absurdo, mas não menos fantástico. Tem episódios completamente tontos, como quando ambos discutem se um deles continua a ir ao psiquiatra, mas também cenas belas, como o final, que não vou desvendar.

Até ver «Finisterrae» é das melhores surpresas do IndieLisboa 2011 e um dos filmes que irá de certo ficar nas minhas memórias do festival. Mas fica o alerta: é um filme para se ver com a mente bem aberta e para nos deixarmos ir na onda, sem pensar em grandes convenções terrenas, pois este é um objecto bastante estranho.

Nota: 4/5

Site oficial do filme