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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Banda Sonora: Satisfaction, de The Rolling Stones

«Satisfaction», de The Rolling Stones - Banda Sonora de «O Homem das Estrelas», de John Carpenter

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Homem das Estrelas, de John Carpenter (1984)

Quem conhece a obra de John Carpenter poderá achar «O Homem das Estrelas» um filme um pouco estranho, pois na altura o realizador norte-americano apenas se tinha aventurado em filmes de terror ou acção. Ainda hoje, dando uma vista de olhos pelo conjunto da cinematografia de Carpenter, à primeira vista este «O Homem das Estrelas» pode ser considerado quase como uma carta fora do baralho. O único ponto em comum é o facto de ser um filme de ficção científica, território que já tinha sido visitado pelo cineasta na excelente estreia («Estrela Negra») e em «Veio do Outro Mundo», um dos seus melhores filmes.

Mas se calhar até nem será assim tão estranho, se atentarmos a alguns pormenores, como a crítica a uma certa autoridade, patente em vários filmes de Carpenter. O homem das estrelas que dá título ao filme é um extra-terrestre (Jeff Bridges) que vem ter à Terra depois de o seu planeta ter recebido uma sonda espacial com mensagens terrestres em várias línguas e com algumas músicas que representam a nossa cultura. A premissa não é nada de especial, este tipo de sondas foram mesmo lançadas para o espaço e este foi o pretexto utilizado para o filme. À chegada à Terra o extra-terrestre assume a forma do falecido marido de Jenny Hayden (Karen Allen) e quando o governo dos EUA começa uma perseguição ao homem das estrelas, ela acaba por ajudá-lo a ir ter com os seus companheiros. Esta fuga vai decorrer ao longo de todo o filme.

Não sendo uma obra típica dentro do universo carpenteriano, e talvez muitos dos fãs do realizador não gostem tanto dele como de outras obras, «O Homem das Estrelas» é um belo filme sobre alguém inadaptado em fuga. A crítica ao comportamento das autoridades, que basicamente não sabem o que fazer perante algo estranho a não ser tentar destruí-lo, é um dos aspectos que podemos ver noutros filmes do cineasta. Mas ao contrário de «Veio do Outro Mundo», por exemplo, este ser alienígena não vem para causar nada de mal, antes em descoberta, tal como os humanos fizeram ao lançar a sonda, o que faz com que a decisão do exército seja ainda mais incompreensível.

Além de uma história de amor que acaba por nascer entre as duas personagens principais, «O Homem das Estrelas» conta com duas grandes interpretações, sobretudo a de Jeff Bridges, que lhe garantiu a terceira nomeação para os Óscares. Outro dos destaques do filme são os efeitos especiais, que curiosamente, quase 30 anos depois da estreia, parece que não envelheceram. Este é um daqueles filmes que poderá não agradar assim tanto aos fãs de Carpenter, mas de certeza que quem não gosta das principais obras do realizador é capaz de gostar.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Masters of Horror: John Carpenter's Cigarette Burns, de John Carpenter (2005)

Há alguns meses atrás acompanhei aqui uma série televisiva chamada «Masters of Horror». Muito resumidamente, este foi um projecto para TV criado em 2005/2006, dividido em duas temporadas, onde grandes realizadores com provas dadas no género do terror foram convidados a filmar episódios com cerca de uma hora. Na altura consegui assistir a todos os filmes da primeira temporada com uma excepção: «Queimaduras de Cigarro», logo o filme de um dos meus realizadores favoritos. Falo do mestre John Carpenter, que assina o episódio mais cinéfilo desta primeira série, tal é a quantidade de referências feitas ao longo do filme.

«Queimaduras de Cigarro» conta-nos a história de Kirby (Norman Reedus), o dono de uma sala de cinema com algumas dívidas para pagar, que aceita procurar a única cópia existente de um filme maldito chamado «Le Fin Absolue du Monde» em troca da quantia que irá servir para pagar o que deve. Apesar da aura misteriosa que rodeia o filme (supostamente só foi projectado uma vez e a sessão terminou tragicamente), e dos avisos que recebe, Kirby resolve levar a sua missão avante até encontrar a dita cópia. Mas não é só a busca que o atormenta, mas também outros aspectos do passado deste caçador de tesouros improvisado.

Este episódio foi o primeiro de dois que Carpenter filmou para a série e foi também o primeiro trabalho a seguir ao desastre (para alguns, pois para mim o filme não é mau de todo) chamado «Fantasmas de Marte». E nota-se a marca do realizador, logo na sequência inicial, com a banda sonora do piano a remeter para os seus títulos mais clássicos. O que vem a seguir é uma bela homenagem ao cinema de terror (e ao ver este filme só tive pena de não conhecer mais o género para conseguir apanhar todas as referências espalhadas) e mesmo à cinefilia levada ao extremo, que consegue ser mais violento do que a maioria dos filmes que passaram nesta primeira temporada, incluindo o muito badalado filme de Takashi Miike, «A Maldição». Não é o melhor episódio desta primeira temporada, mas anda lá perto. E assim chega ao fim a ronda pela série «Masters of Horror», que uma vez mais volto a aconselhar a todos os que se interessam pelo género. Talvez um dia também passe por aqui a segunda temporada.

Nota: 4/5

Site da série

Site do episódio no IMDB

domingo, 11 de setembro de 2011

MOTELx: Burke and Hare, de John Landis (2010)

Se John Carpenter esteve 10 anos sem realizar, um outro John, de seu apelido Landis e também com alguns bons momentos cinematográficos realizados na década de 1980, também esteve uma boa temporada afastado da cadeira de realizador. Pelo menos para cinema, pois tal como Carpenter, também Landis filmou dois episódios para a série «Masters of Horror». Além destas duas aventuras John Landis esteve entretido com outros projectos para TV e um documentário. O seu regresso ocorreu no ano passado com a comédia negra «Burke and Hare», um dos últimos filmes a ser projectado na edição deste ano do MOTELx.

Protagonizado por William Burke (Simon Pegg) e William Hare (Andy Serkis, que desta vez interpreta uma personagem de carne e osso), o filme aborda um episódio real ocorrido na Escócia do século XIX, quando esta dupla de fura vidas descobre que consegue ganhar dinheiro a vender cadáveres para os docentes da Universidade de Medicina de Edimburgo dissecarem nas suas aulas. Os problemas começam a surgir quando as mortes naturais escasseiam na cidade escocesa e Burke e Hare têm de arranjar um 'produto' que é cada vez mais procurado.

Através de um humor negro, bastante ao estilo britânico, John Landis conta as desventuras destes pobres diabos à medida que o negócio prospera até que as autoridades começam a desconfiar. A premissa para «Burke and Hare» e o elenco reunido, muitos deles conhecidos de quem está habituado a produções britânicas para TV e mesmo para Cinema, mereciam melhor resultado. O filme consegue arrancar algumas boas gargalhadas e está exagerado q.b. para que tal aconteça, mas a forma como Landis conta esta história peca pela falta de fluidez, tornando o filme quase um amontoado de cenas mal ligadas ou ligadas um pouco à pressa. Ao contrário de Carpenter, este era também um regresso aguardado, mas o resultado final acaba por desiludir.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Hospício, de John Carpenter (2010)

Dez anos depois de «Fantasmas de Marte» chega às salas de Cinema um novo filme de John Carpenter. Sem contar com os dois telefilmes realizados para a série «Masters of Horror» («Cigarrette Burns» e «Pro-Life»), este longo interregno marca o regresso de um dos grandes mestres do cinema norte-americano. E que regresso! Apesar de chegar às salas com um ano de atraso, «O Hospício» é também o regresso de John Carpenter aos seus bons tempos de grande Cinema de terror, mostrando a muitos que não é preciso sangue a rodos nem cenas que chocam para fazer um bom filme dentro do género.

Em «O Hospício» Carpenter conta-nos a história de Kristen (Amber Heard), uma jovem que nos idos anos 1960 está a ser procurada pelas autoridades e é encontrada depois de incendiar uma casa. Depois de apanhada pela polícia Kristen é enviada para um hospital psiquiátrico e remetida para uma ala onde se encontram também internadas outras quatro raparigas. Estas escondem um segredo relativamente a uma anterior paciente e a pouco e pouco as cinco jovens começam a ser perseguidas e mortas por uma estranha criatura à solta no hospital.

Com este filme John Carpenter consegue juntar o melhor de dois tipos de filmes de terror: o terror mais visual e forte, que encontramos sobretudo nas cenas da morte das raparigas, e um terror psicológico, fruto da situação em que se encontra Kristen, um hospício onde os médicos recorrem a métodos pouco ortodoxos para curar os pacientes. Sem nunca cair no facilitismo de abusar no sangue nas cenas de tortura mais visual, algo que é muito comum nos filmes de terror actuais, Carpenter alterna com mestria entre os dois ambientes, com uma banda sonora que nos remete para os filmes mais clássicos do género e com algumas sequências que nos fazem dar saltos na cadeira. E o resultado é um dos melhores filmes deste pobre ano cinematográfico, quando se fala em estreias. Talvez pudesse acabar um pouco mais cedo (não vou revelar como para não estragar a surpresa), mas o twist final também não ficou mal. Bem-vindo de volta, Senhor Carpenter, já sentíamos a sua falta.

Nota:4/5

Site oficial do filme

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Em Cartaz: Semana 08/09/2011

Colombiana, de Olivier Megaton
O Guarda do Zoo, de Frank Coraci
Noite de Medo, de Craig Gillespie
O Hospício, de John Carpenter
Cisne, de Teresa Villaverde
Rubber - Pneu, de Quentin Dupieux
A Nossa Vida, de Daniele Luchetti

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Masters of Horror: The Fair Haired Child, de William Malone (2005)

Depois de um breve interregno, fruto da falta de tempo e não só, a primeira temporada da série «Masters of Horror» está de volta ao «A Última Sessão». Devido a um pequeno problema um dos episódios da série, o oitavo («Cigarrette Burns», de John Carpenter), não foi visionado, por isso tive de saltar por cima. Mas fica prometido uma crítica sobre este episódio, que era um dos que mais vontade tinha de ver.

«A Criança Loira» é o nono filme de «Masters of Horror». Realizado por William Malone, esta é a história de uma adolescente, vítima de bullying, que é raptada a caminho de casa. Depois de um tempo adormecida a jovem Tara (Lindsay Pulsipher) acorda no que aparenta ser um quarto de hospital, longe de casa. Cedo se apercebe que o sítio onde se encontra não um hospital católico, mas sim a mansão de um estranho casal que mais tarde a aprisiona na cave. Aqui Tara trava conhecimento com um rapaz prestes a suicidar-se, que acaba por salvar. Mas aos poucos, uma vez mais, a jovem apercebe-se que nada é o que parece e corre perigo de vida.

Este é mais um episódio que faz jus ao nome da série. William Malone, realizador de «A Casa do Passado» e «Medo.com», brinda os fãs do cinema de terror com uma boa história e alguns bons sustos. O final acaba por ser um bocado previsível, mas a forma como a história se desenrola e os efeitos especiais utilizados para criar o monstro são suficientes para colocar «A Criança Loira» entre os melhores episódios desta primeira temporada.

Nota: 4/5

Site da série

Site do episódio no IMDB

sábado, 13 de agosto de 2011

Maus como as cobras: Desolation Williams

Desolation Williams (Ice Cube) em «Fantasmas de Marte», de John Carpenter

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um filme, vários posters: Halloween: O Regresso do Mal, de John Carpenter (1978)

Bélgica

Canadá

EUA

EUA

EUA

EUA

Itália

Ex-Jugoslávia


Reino Unido

domingo, 3 de abril de 2011

Fuga de Los Angeles, de John Carpenter (1996)

«Fuga de Los Angeles» foi a segunda e talvez a última aventura de Snake Plissken, o anti-herói criado por John Carpenter e interpretado por Kurt Russell, protagonista do anterior «Nova Iorque 1997», realizado em 1981. Depois de no primeiro filme Snake ter entrado à socapa numa Nova Iorque transformada em prisão para salvar o presidente dos EUA, desta vez a missão do antigo militar que virou criminoso e a quem o Governo gosta de dar segundas oportunidades é entrar na ilha de Los Angeles para recuperar uma misteriosa arma roubada pela filha do presidente dos EUA, chamada Utopia (A.J. Langer), que se juntou aos rebeldes liderados por Cuervo Jones (Georges Corraface), uma imitação (literalmente) de Che Guevara que pretende invadir os EUA com a ajuda dos países do terceiro mundo.

A acção tem lugar em 2013 e a cidade de Los Angeles transformou-se em ilha depois de um violento sismo. O facto de a cidade da Califórnia ser considerada um antro levou o Governo dos EUA a enviar para lá todos os que não se enquadram nos padrões morais vigentes. As semelhanças com a primeira aventura de Snake Plissken são tantas que este mais parece ser um remake, passado numa outra cidade, do que uma sequela. Isto tira alguns pontos ao filme, na minha opinião.

A julgar pelo final, esta foi mesmo a última aparição do herói, que se devia ter ficado por Nova Iorque. Talvez se tivesse feito ainda durante os anos 1980 o resultado fosse outro. Apesar de na altura da estreia de «Fuga de Los Angeles» se ter falado numa sequela, denominada qualquer coisa como «Fuga do Planeta Terra», os maus resultados deste filme levaram o projecto a cair. Ainda houve uma tentativa de recuperar a personagem numa série de televisão, mas também este projecto não foi em frente. O que é certo é que já nesta altura a carreira de John Carpenter, realizador que muito admiro, estava em queda livre.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Christine, O Carro Assassino, de John Carpenter (1983)

Se há cineasta que passou os anos 1980 imaculado tem de ser John Carpenter. Em 1983, quando filma «Christine» já tem no currículo oito filmes, dois dos quais filmados para televisão. E quase todos grandes filmes de culto, se pensarmos em obras como «O Assalto à 13ª Esquadra», «Halloween - O Regresso do Mal» ou «O Nevoeiro». E tal como este último, «Christine, O Carro Assassino» é baseado num conto de Stephen King, talvez o escritor que mais vezes foi adaptado ao cinema.

A Christine que dá nome ao filme não é uma mulher, mas um carro, como nos indica o título em português. Mas podia ser um carro normal, não fosse o facto de ter vida própria e proteger o seu dono contra todos os que lhe querem mal. Em simultâneo, ao sentir ciúmes dos amigos e da namorada do seu dono, o carro também reage. Neste caso, o dono é Arnie Cunningham (Keith Gordon), um nerd vítima de bullying na escola que se apaixona, literalmente, por Christine quando vê o carro completamente destruído e à venda. Apesar dos avisos de que não deveria comprar o carro, a partir do momento em que Arnie recupera o automóvel a sua vida altera-se. E aquela personagem frágil acaba por formar com o carro uma dupla inseparável para o bem e para o mal.

Com este filme John Carpenter fez mais um grande clássico do cinema de terror dos anos 1980, sem cair nos facilitismos das séries da época, em que um personagem chega para matar todos os que lhe aparecem à frente. Aqui falo de filmes como o já citado «Halloween», «Sexta Feira 13» ou «Pesadelo em Elm Street», com as suas infindáveis sequelas. Aqui o mal está representado num simples carro, que ganha vida para proteger quem gosta dele. Quem não gosta, está em apuros. Além de ser um bom filme de terror, Carpenter consegue filmar como os clássicos que tanto aprecia. Para quem gosta de bom rock and roll, a banda sonora está excelente, apesar de as músicas aparecerem mais nas cenas de suspense, quando o rádio de Christine começa a tocar sozinho. E é pena não haver mais carros, pois os fãs das quatro rodas poderiam deliciar-se ainda mais.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um filme, vários posters: Assalto à 13ª Esquadra, de John Carpenter (1976)

Alemanha

Alemanha

Austrália

Espanha

EUA

EUA

França

Itália

sábado, 2 de outubro de 2010

F, de Johannes Roberts (2010)

Não sou grande habitué do Motel X, até porque os filmes de terror não são o meu género favorito, salvo algumas excepções. Mas geralmente todos os anos tento ir a uma sessão deste festival de cinema. Desta vez calhou ir ver «F», do britânico Johannes Roberts, e tive a possibilidade de assistir a um grande filme.

«F» é a história de um professor que é agredido por um aluno em plena aula, depois de lhe ter dado uma má nota e ter feito um comentário trocista sobre o teste. Alguns meses depois e um processo em tribunal perdido, porque os pais consideraram que o professor é que foi responsável pela agressão, o professor Robert Anderson (David Schofield) está a atravessar um mau momento: afastou-se família, os colegas de escola não o ajudaram muito a recuperar e está agarrado à garrafa de whisky.

Numa noite em que toda a gente se lembrou de ficar na escola, um gangue de encapuçados, cuja identidade nunca chegamos a conhecer, entra na escola e vai eliminando todos um a um. Neste ponto o professor só quer procurar a filha, que também estava dentro do estabelecimento porque o pai a tinha colocado de castigo.

Em linhas gerais, é disto que trata «F» e o resultado é muito bom. Johannes Roberts consegue a espaços lembrar alguns filmes de John Carpenter, o próprio realizador assumiu, num vídeo de apresentação que passou antes da projecção, que a obra do mestre foi uma inspiração, nomeadamente o saudoso «Assalto à 13ª Esquadra». Recorrendo pouco a imagens demasiado violentas, com excepção de um ou outro caso mais exagerado, «F» causa algum desconforto e prega-nos vários sustos. Não só porque estamos perante um filme bastante realista, como os atacantes se mexem nas sombras e nunca chegamos a saber quem são ou o que os move. E Johannes Roberts marca pontos ao deixar esse ponto no ar. Se todos os filmes de terror fossem assim, tinham ganho mais um fã.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

sábado, 19 de dezembro de 2009

Obituário: Jennifer Jones (1919-2009) e Dan O'Bannon (1946-2009)

Semana negra em Hollywood. Depois da morte de Jennifer Jones, vencedora do Óscar para Melhor Actriz em 1942 pelo seu papel em The Song of Bernadette, de Henry King, chega a notícia do falecimento de Dan O'Bannon, argumentista que se estreou ao lado de John Carpenter em «Dark Star», que também protagoniza, e que foi responsável pelo argumento do primeiro filme da série Alien e de Desafio Total, de Paul Verhoeven a partir de um livro de Philip K. Dick. Ao longo da sua carreira escreveu ainda vários argumentos sempre dentro do género da ficção cientifica e do fantástico.

Para quem não conhece «Dark Star», o filme que foi o primeiro realizado por John Carpenter, fica aqui uma genial e delirante cena em que um astronauta hippie que integra a tripulação da nave espacial que dá nome ao título do filme tem uma discussão filosófica com uma bomba, para evitar a sua detonação.