
«Satisfaction», de The Rolling Stones - Banda Sonora de «O Homem das Estrelas», de John Carpenter
Quem conhece a obra de John Carpenter poderá achar «O Homem das Estrelas» um filme um pouco estranho, pois na altura o realizador norte-americano apenas se tinha aventurado em filmes de terror ou acção. Ainda hoje, dando uma vista de olhos pelo conjunto da cinematografia de Carpenter, à primeira vista este «O Homem das Estrelas» pode ser considerado quase como uma carta fora do baralho. O único ponto em comum é o facto de ser um filme de ficção científica, território que já tinha sido visitado pelo cineasta na excelente estreia («Estrela Negra») e em «Veio do Outro Mundo», um dos seus melhores filmes.
Há alguns meses atrás acompanhei aqui uma série televisiva chamada «Masters of Horror». Muito resumidamente, este foi um projecto para TV criado em 2005/2006, dividido em duas temporadas, onde grandes realizadores com provas dadas no género do terror foram convidados a filmar episódios com cerca de uma hora. Na altura consegui assistir a todos os filmes da primeira temporada com uma excepção: «Queimaduras de Cigarro», logo o filme de um dos meus realizadores favoritos. Falo do mestre John Carpenter, que assina o episódio mais cinéfilo desta primeira série, tal é a quantidade de referências feitas ao longo do filme.
Se John Carpenter esteve 10 anos sem realizar, um outro John, de seu apelido Landis e também com alguns bons momentos cinematográficos realizados na década de 1980, também esteve uma boa temporada afastado da cadeira de realizador. Pelo menos para cinema, pois tal como Carpenter, também Landis filmou dois episódios para a série «Masters of Horror». Além destas duas aventuras John Landis esteve entretido com outros projectos para TV e um documentário. O seu regresso ocorreu no ano passado com a comédia negra «Burke and Hare», um dos últimos filmes a ser projectado na edição deste ano do MOTELx.
Dez anos depois de «Fantasmas de Marte» chega às salas de Cinema um novo filme de John Carpenter. Sem contar com os dois telefilmes realizados para a série «Masters of Horror» («Cigarrette Burns» e «Pro-Life»), este longo interregno marca o regresso de um dos grandes mestres do cinema norte-americano. E que regresso! Apesar de chegar às salas com um ano de atraso, «O Hospício» é também o regresso de John Carpenter aos seus bons tempos de grande Cinema de terror, mostrando a muitos que não é preciso sangue a rodos nem cenas que chocam para fazer um bom filme dentro do género.
Depois de um breve interregno, fruto da falta de tempo e não só, a primeira temporada da série «Masters of Horror» está de volta ao «A Última Sessão». Devido a um pequeno problema um dos episódios da série, o oitavo («Cigarrette Burns», de John Carpenter), não foi visionado, por isso tive de saltar por cima. Mas fica prometido uma crítica sobre este episódio, que era um dos que mais vontade tinha de ver.
«Fuga de Los Angeles» foi a segunda e talvez a última aventura de Snake Plissken, o anti-herói criado por John Carpenter e interpretado por Kurt Russell, protagonista do anterior «Nova Iorque 1997», realizado em 1981. Depois de no primeiro filme Snake ter entrado à socapa numa Nova Iorque transformada em prisão para salvar o presidente dos EUA, desta vez a missão do antigo militar que virou criminoso e a quem o Governo gosta de dar segundas oportunidades é entrar na ilha de Los Angeles para recuperar uma misteriosa arma roubada pela filha do presidente dos EUA, chamada Utopia (A.J. Langer), que se juntou aos rebeldes liderados por Cuervo Jones (Georges Corraface), uma imitação (literalmente) de Che Guevara que pretende invadir os EUA com a ajuda dos países do terceiro mundo.
Se há cineasta que passou os anos 1980 imaculado tem de ser John Carpenter. Em 1983, quando filma «Christine» já tem no currículo oito filmes, dois dos quais filmados para televisão. E quase todos grandes filmes de culto, se pensarmos em obras como «O Assalto à 13ª Esquadra», «Halloween - O Regresso do Mal» ou «O Nevoeiro». E tal como este último, «Christine, O Carro Assassino» é baseado num conto de Stephen King, talvez o escritor que mais vezes foi adaptado ao cinema.
Não sou grande habitué do Motel X, até porque os filmes de terror não são o meu género favorito, salvo algumas excepções. Mas geralmente todos os anos tento ir a uma sessão deste festival de cinema. Desta vez calhou ir ver «F», do britânico Johannes Roberts, e tive a possibilidade de assistir a um grande filme.
Semana negra em Hollywood. Depois da morte de Jennifer Jones, vencedora do Óscar para Melhor Actriz em 1942 pelo seu papel em The Song of Bernadette, de Henry King, chega a notícia do falecimento de Dan O'Bannon, argumentista que se estreou ao lado de John Carpenter em «Dark Star», que também protagoniza, e que foi responsável pelo argumento do primeiro filme da série Alien e de Desafio Total, de Paul Verhoeven a partir de um livro de Philip K. Dick. Ao longo da sua carreira escreveu ainda vários argumentos sempre dentro do género da ficção cientifica e do fantástico.