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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Com quem gostaria de beber um copo: Kim Basinger ou Michelle Pfeiffer?

Mais uma semana, mais duas convidadas. Para hoje as actrizes disponíveis são duas estrelas loiras que começaram a dar nas vistas nos anos 1980: Kim Basinger e Michelle Pfeiffer.

A primeira estreou-se em 1981, ao entrar no filme «Uma Mulher Ambiciosa», de David Greene, participando dois anos mais tarde em «Nunca Mais Digas Nunca», filme não oficial da série James Bond realizado pelo recentemente falecido Irvin Kershner. Durante essa década entrou ainda em filmes de Robert Altman, Barry Levinson, Adrian Lyne (no célebre «Nove Semanas e Meia») e Blake Edwards, entre outros. No final da década participa no primeiro «Batman» de Tim Burton. Continuou presente no grande ecrã durante grande parte da primeira metade da década de 1990 e em 1997 tem uma das suas melhores interpretações, que lhe valeu o seu único Óscar até hoje: Lynn Bracken, em «LA Confidential», de Curtis Hanson. Desde então a sua carreira tem sido de certa forma irregular.

Do outro lado temos Michelle Pfeiffer, outra actriz que chegou ao Cinema nos anos 1980, tendo participado em filmes icónicos como «Scarface - A Força do Poder», de Brian de Palma, «A Mulher Falcão», de Richard Donner, «Viúva...Mas Não Muito», de Jonathan Demme, ou «Os fabulosos Irmãos Baker», de Steve Kloves. Tal como Kim Basinger, também Pfeiffer entra num dos filmes da saga de Batman realizados por Tim Burton, interpretando o papel de Catwoman. Durante a década de 1990 e até ao início dos anos 2000 a sua presença no grande ecrã foi também regular e surge em filmes como «A Idade da Inocência», de Martin Scorcese, «Lobo», de Mike Nichols, ou «Mentes Perigosas», de John N. Smith. Enre 2003 e 2007 esteve afastada das telas, mas desde então têm sido vários os filmes onde dá um ar de sua graça. Um dos últimos papéis de relevo data de 2009, quando entrou em «Chéri», de Stephen Frears, onde mostrou que a beleza não tem idade. Ao longo da sua carreira foi nomeada para três Óscares («Contra Tudo», «Os Fabulosos Irmãos Baker» e «Ligações Perigosas») e saiu da cerimónia sempre de mãos a abanar.

Apresentações feitas, chega o momento da verdade. Com qual destas duas senhoras gostariam de tomar um copo? E porquê? E já agora, que copo acham que as senhoras gostariam de beber.

A minha resposta: Michelle Pfeiffer, por ser uma das actrizes que sobreviveu, e bem, aos anos 1980, continuando hoje a ser um símbolo de beleza em Hollywood. A pergunta que gostava de fazer era qual o papel que mais gostou de desempenhar ou gostaria de ter interpretado. Para beber, um copo de vinho tinto.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Biblioteca Cinematográfica: A Idade da Inocência, de Edith Wharton

O livro: No início da década de 1920 a escritora norte-americana Edith Wharton já tinha uma boa carreira atrás. Foi precisamente em 1920 que escreve «A Idade da Inocência», um retrato da alta sociedade nova-iorquina do final do século XIX, com os seus defeitos e feitios, que pode ser comparada ao que hoje designamos de jet set. A personagem principal do romance é Newland Archer, um advogado em início de carreira, oriundo de boas famílias, que prestes a casar-se com May Welland, uma jovem mulher do mesmo meio. Tudo se altera com a chegada da condessa Ellen Olenska, uma prima de May, mais velha, que regressa Nova Iorque depois de um divórcio escandaloso para os padrões da época. Esta personagem feminina, de certa forma, acaba por levar Newland a apaixonar-se e a começar a duvidar do seu amor pela esposa.

Edith Wharton aproveita esta relação e as dúvidas do jovem advogado para escrutinar a moralidade de uma sociedade que abominava o comportamento de uma certa nobreza europeia, que representa o Velho Mundo, mas que no fundo acaba por se comportar da mesma maneira, mas com outras ideias. O resultado é sublime, um autêntico fresco da sociedade daquela altura que acabou por levar a escritora a receber um Prémio Pulitzer, tornando-se a primeira mulher da História a receber tal distinção.

O(s) Filme(s): Apesar de a adaptação de Martin Scorcese ser talvez a mais conhecida, pelo menos do grande público, «A Idade da Inocência» foi levada ao grande ecrã pelo menos mais duas vezes: em 1924, num filme dirigido por Wesley Ruggles, e dez anos mais tarde, numa obra realizada por Philip Moeller, baseada no próprio livro e numa peça teatral de 1928. Em 1993 foi a vez de Martin Scorcese meter as mãos na massa para levar de novo «A Idade da Inocência» ao Cinema.

Na obra do cineasta este é um filme diferente de tudo o que tinha feito até então e desde então apenas se aventurou a filmar a mesma época histórica quando realizou «Gangues de Nova Iorque», filme que pode ser visto como um negativo de «A Idade da Inocência». Se o primeiro mostra o que se passa nas ruas pobres da Big Apple do final do século XIX, o último entra para dentro das casas e mansões dos banqueiros e ricos da cidade. Com um elenco de luxo encabeçado por Daniel Day-Lewis (Newland), Michelle Pfeiffer (Condessa Olenska) e Winona Ryder (May) o filme teve uma recepção fria e continua a não ser um dos filmes preferidos dos grandes fãs da obra de Scorcese. O que não quer dizer que não seja um grande filme. Prova disso são as cinco nomeações para os Óscares, que apenas resultaram numa estatueta: Melhor Guarda-Roupa.

(Nota: o último vídeo é a última cena do filme, por isso não aconselho quem não viu o filme a ver)





sábado, 6 de novembro de 2010

I Am Sam - A Força do Amor, de Jessie Nelson (2001)

Com «I Am Sam - A Força do Amor» Sean Penn tem aquilo a que se pode chamar a lotaria para chegar aos Óscares: o papel de um autista que tem de lutar nos tribunais pela tutela da filha, que lhe foi parar aos braços depois da mãe, uma sem abrigo, fugir de Sam. A interpretação de Sean Penn está irrepreensível, sem nada a apontar, mas o filme acaba por cair nos clichés deste tipo de fitas, sempre a puxar pela lágrima, fazendo o espectador ter pena de Sam. Valeu-lhe a nomeação para os galardões, mas quem levou a estatueta para casa foi Denzel Washington, por «Dia de Treino».

Ao lado de Sean Penn na segunda obra de Jessie Nelson, que desde este filme não voltou a realizar, encontramos Michelle Pfeiffer (a advogada Rita Williams) e Dakota Fanning (a filha de Sam, Lucy), ambas bastante bem. O grande problema em «I Am Sam», que não deixa de ser um bom drama familiar, é o pouco espaço que as restantes personagens têm. Por exemplo, a advogada de Michelle Pfeiffer tem diversos problemas, sobretudo com o marido, que são mal explorados. E Laura Dern, que interpreta a mãe adoptiva de Lucy está quase ridícula, mais valia não ter participado. O próprio fim é ambíguo, pois de facto não ficamos a saber quem fica com Lucy. Ao menos tem um plano muito belo: Sam com a filha ao colo perseguido por uma legião de miúdos.

Por fim, a assinalar a banda sonora, que na altura em que filme saiu foi bastante falada. Ao longo de «I Am Sam» vamos ouvindo diversas covers dos Beatles cantadas por diversos artistas. Estas músicas surgem devido ao amor que Sam tem pelos Fab Four e o resultado, apesar de original, nem sempre alcança os melhores resultados. Se Jessie Nelson quisesse arriscar um bocadinho mais, poderia ter aqui um grande filme.

Nota: 3/5

Site oficial do filme