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sábado, 9 de abril de 2011

Sidney Lumet (1924-2011)

Morreu o realizador norte-americano Sidney Lumet aos 86 anos. Nascido em Filadélfia, filho de artistas, Lumet estreou-se no cinema 1957 com «12 Homens em Fúria», um filme de tribunal, que lhe garantiu a primeira nomeação para o Óscar de Melhor Realizador, num total de quatro. As restantes três foram para «Um Dia de Cão» (1975), «Escândalo na TV» (1976) e «O Veredicto» (1982), tendo recebido uma outra nomeação para Melhor Argumento Adaptado por «O Príncipe da Cidade» (1981), escrito a meias com Jay Presson Allen. Apenas em 2005 a Academia resolveu premiar o realizador com uma estatueta honorária.

Com cerca de 40 filmes realizados, assim como a presença em inúmeras séries de televisão como realizador, sobretudo durante na década de 1950 e início de 1960, a obra de Sidney Lumet centrou-se muito em algumas questões sociais, como se pode ver em dois dos seus filmes mais conhecidos, ambos protagonizados por Al Pacino: «Serpico» e «Um Dia de Cão». E mesmo no último filme que realizou, e que infelizmente passou bastante despercebido, «Antes que o Diabo Saiba que Morreste», isso se apercebe um pouco.

Sidney Lumet faleceu hoje, vítima de linfoma.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Elizabeth Taylor (1932-2011)

Morreu Elizabeth Taylor, uma das maiores divas de Hollywood, conhecida tanto pelo seu talento e beleza como pela polémica vida que levou ao longo de 79 anos.

Nascida a 27 de Fevereiro de 1932 no Reino Unido, apesar de ser filha de pais americanos, Elizabeth Taylor estreou-se no cinema aos 10 no filme «There's One Born Every Minute», de Harold Young. Posteriormente começou a participar em séries para um público juvenil, nomeadamente a célebre «Lassie». Na década de 1950 começa a ter alguns papéis em filmes de relevo, como «Ivanhoe», de Richard Thorpe, «Quo Vadis», de Mervyn LeRoy, «O Gigante», de George Stevens, ou «Gata em Telhado de Zinco Quente», de Richard Brooks. Nessa mesma década consegue as primeiras três de cinco nomeações para os Óscares.

Na década seguinte tem mais algumas das suas interpretações memoráveis, nomeadamente «BUtterfield 8», de Daniel Mann, «Cleopatra», de Joseph L. Mankiewicz, ou «Quem Tem Medo de Virginia Woolf?», de Mike Nichols. O primeiro e o último papel deram-lhe os seus dois únicos Óscares da carreira. A partir dos anos 1970 a sua presença no grande ecrã começa a diminuir e a sua última aparição dá-se em 2001, quando entra na série de TV «God, the Devil and Bob» e no telefilme «These Old Broads».

Apesar da sua beleza e talento, a vida fora das luzes da ribalta sempre foi polémica, em grande parte devido aos seus inúmeros casamentos e divórcios. Nos últimos anos tinha dado a cara em campanhas a favor da luta contra a Sida, tendo mesmo sido uma das primeiras celebridades a defender esta causa. As causas da morte de Elizabeth Taylor, que sofria de problemas cardíacos há alguns anos, ainda não foram desvendadas. Ficará para sempre na memória de muitos cinéfilos.





sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Lena Nyman (1944-2011)

Morreu Lena Nyman. Um dia após ter sido noticiada a morte de Maria Schneider, actriz de «O Último Tango em Paris», chega-nos o anúncio da morte de Lena Nyman, actriz sueca que ficou conhecida pelo papel de Helena desempenhado no filme «Sonata de Outono», de Ingmar Bergman. Tal como o mestre realizador sueco, Lena Nyman teve uma carreira dividida entre o Cinema e o Teatro. A estreia no grande ecrã ocorre em 1955, quando entra no filme «Farligt löfte», de Håkan Bergström, mas apenas em 1967 dá nas vistas, ao participar em «Continuo a Ser Curiosa», de Vilgot Sjoeman. Tanto por esta prestação como pela participação em «Jag är nyfiken - en film i blått», um ano mais tarde, realizado pelo mesmo cineasta, ganhou um prémio de Melhor Actriz, atribuído pelo Instituto do Cinema da Suécia.

Lena Nyman entrou em mais de 50 filmes, em TV e Cinema, o último dos quais em 2006: «Att göra en pudel», de Anette Winblad. A actriz faleceu hoje de manhã, vítima de doença.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Maria Schneider (1952-2011)

Morreu Maria Schneider, actriz francesa que ficou célebre pelas suas participações em «O Último Tango em Paris», de Bernardo Bertolucci, e em «Profissão: Repórter», de Michelangelo Antonioni. O primeiro, protagonizado quando tinha 19 anos, ficou para sempre na História do Cinema devido às cenas tórridas com Marlon Brando, que levaram mesmo o filme a ser comparado a pornografia aquando da sua estreia, em 1972. Este papel acabou por ser prejudicial para actriz, que passou anos a tentar fazer esquecer a personagem. Ao longo da sua carreira conta com mais de 50 participações em longas e curtas metragens, assim como em algumas séries de televisão. A última vez que apareceu no grande ecrã foi no ano de 2008, com o filme «Cliente», de Josiane Balasko.

A causa da morte de Maria Schneider não foi divulgada.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

John Barry (1933-2011)

Morreu John Barry, compositor de bandas sonoras que terá sido responsável por um dos temas míticos da História do Cinema: a banda sonora de James Bond. A autoria do tema dos filmes de 007 tem sido alvo de polémica, pois Monty Norman sempre clamou os direitos pela tal música. Controvérsias à parte, John Barry, que ontem faleceu aos 77 anos, o compositor nascido na cidade inglesa de York foi o compositor de mais de 100 bandas sonoras, desde «Never Let Go» (filme realizado por John Guillermin em 1960) a «Enigma» (Michael Apted, 2001).

Ao longo dos seus 41 anos de carreira conquistou cinco Óscares em sete nomeações: «Uma Leoa Chamada Elsa» (banda sonora e melhor música), «The Lion in Winter» (banda sonora), «África Minha» (banda sonora) e Danças com Lobos (banda sonora). Além de ter assinado estas bandas sonoras, tem no currículo as partituras de filmes como «O Cowboy da Meia Noite», «A Flecha e a Rosa» ou o remake de «King Kong» filmado em 1976 por John Guillermin.

As causas da morte de John Barry não foram divulgadas pela família.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Susannah York (1939-2011)

Morreu Susannah York, actriz nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Secundária em «Os Cavalos Também Se Abatem», de Sydney Pollack. Actriz de origem britânica Susannah York estreou-se no Cinema em 1960 no filme «There Was a Crooked Man», realizado por Stuart Burge, tendo antes participado numa série televisiva ao lado de Sean Connery. Sempre com um pé no pequeno ecrã e outro grande, a actriz participou numa centena de filmes e séries, incluindo «Freud», de John Huston, «Tom Jones, Romântico e Aventureiro», de Tony Richardson, e três filmes da série «Super Homem». A sua última aparição dá-se em 2009 ao entrar em «The Calling», de Jan Dunn. No ano passado participou em duas séries televisivas. Faleceu aos 72 anos, vítima de cancro.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Peter Yates (1929-2011)

Morreu o realizador britânico Peter Yates. Vítima de doença prolongada o cineasta morreu em Londres aos 81 anos deixando como legado pelo menos um grande filme que fica na memória dos cinéfilos: «Bullitt», o policial protagonizado por Steve McQueen que tem uma das melhores cenas, se não mesmo a melhor, de perseguição automóvel da História do Cinema. Além de «Bullitt», realizado em 1968 e que foi apenas a sua quarta obra, recebeu quatro nomeações para os Óscares, ambas para Melhor Filme e Melhor Realizador: em 1980 com «Os Quatro da Vida Airada» e em 1984 com «O Companheiro».

A carreira de Peter Yates começou no final dos anos 1950, princípio dos anos 1960, quando foi realizador assistente em vários filmes, entre os quais «Os Canhões de Navarone», de J. Lee Thompson. A sua estreia na realização dá-se em 1963 com «Mocidade em Férias», musical interpretado por Cliff Richard. Até se tornar realizador de cinema a tempo inteiro, em 1967, Peter Yates realiza ainda episódios das séries de televisão «Danger Man» e «O Santo».

Em 1968 dá o grande salto para os EUA para filmar o já referido «Bullit». A partir daí dirige nomes como Mia Farrow e Dustin Hoffman, Peter O'Toole, Robert Mitchum, Raquel Welch e Jacqueline Bisset, entre outros. Teve uma carreira de 28 títulos nas várias décadas, até 1999 quando filma «Curtain Call». Na primeira década deste século realiza apenas dois telefilmes: «Don Quixote» e «A Separate Peace». Para recordar Peter Yates a tal cena de «Bullitt».

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Anne Francis (1930-2011)

A semana cinematográfica volta a ser assombrada com mais uma morte depois de Pete Postlethwaite, foi a vez de partir Anne Francis, também vítima de cancro. Tal como o actor britânico, Anne Francis veio dos palcos, onde se estreou aos 11 anos. Ao longo da sua carreira dividiu a sua presença em filmes para o grande ecrã e séries televisivas. A carreira televisiva levou-a mesmo a ganhar um Globo de Ouro em 1966 pelo seu papel na série «Honey West». Mas uma suas interpretações mais famosas surge em 1956, quando entra no filme de ficção científica «Planeta Proibido». A sua última aparição teve lugar em 2004, num episódio da série «Sem Rasto».

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Pete Postlethwaite (1946-2011)

O ano cinematográfico de 2011 começa mal com a morte de Pete Postlethwaite, actor inglês nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário em 1993 pelo seu papel no filme «Em Nome do Pai», de Jim Sheridan. Tal como grande parte dos actores britânicos, Pete Postlethwaite veio do Teatro, onde chegou a fazer parte da Royal Shakespeare Company durante os anos 1980. A sua estreia na Sétima Arte dá-se em 1977 no filme «O Duelo», de Riddley Scott, mas apenas 11 anos mais tarde, em 1988 que vê reconhecido o seu talento, ao participar em «Vozes Distantes, Vidas Suspensas», de Terence Davies.

Foi nesse ano que deu o salto para Hollywood e começa a acumular papéis em filmes de realizadores bastante diversos, como «Hamlet», de Franco Zeffirelli, «Alien 3», de David Fincher, «O Último dos Moicanos», de Michael Mann, «Os Suspeitos do Costume», de Bryan Singer, «Romeu + Julieta», de Baz Luhrmann, ou «O Mundo Perdido: Jurassic Park» e «Amistad», de Steven Spielberg. As suas últimas aparições de relevo foram ainda em 2010 nos filmes «A Cidade», de Ben Affleck, e «A Origem», de Christopher Nolan. Para 2011 está prevista a estreia de «Killing Bono», uma comédia de Nick Hamm que será a sua interpretação.

Pete Postlethwaite morreu aos 64 anos, vítima de cancro.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Blake Edwards (1922-2010)

Morreu Blake Edwards, realizador de «Boneca de Luxo» («Breakfast at Tiffany's») e de vários filmes da série «Pantera Cor de Rosa». Ao longo de uma longa carreira, o cineasta realizou cerca de 40 produções e escreveu mais de meia centena de argumentos, para Cinema e TV. Nascido em 1922, Blake Edwards cresceu nos plateaus depois da sua mãe se casar, em segundas núpcias, com um produtor.

Antes de se sentar atrás das câmaras chegou a ser actor secundário. Começou a dar nas vistas em 1956 com a criação da série televisiva «Petter Gunn», com a qual foi nomeado para os Emmys. Foi também nessa série que travou conhecimento com o compositor Henry Mancini, o autor da célebre banda sonora da Pantera Cor de Rosa, uma das músicas mais reconhecidas de sempre.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Virgílio Teixeira (1917-2010)

Morreu o actor Virgílio Teixeira, aos 93 anos, actor madeirense que participou em 92 produções e é considerado por muitos como o mais internacional dos actores nascidos na Madeira. Um dos seus papéis mais conhecidos foi Júlio, o guitarrista de «Fado - História de uma Cantadeira» por quem a personagem de Amália Rodrigues se apaixona no filme. Também participou em alguns filmes nos EUA, entre os quais «O Regresso dos Sete Magníficos», a sequela de «Os Sete Magníficos», realizada por Burt Kennedy, ou «Doutor Jivago», de David Lean. Faleceu ontem, no Hospital João de Almada, no Funchal.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mario Monicelli (1915-2010)

2010 parece estar a ser um ano em que o mundo do cinema morre todo ao mesmo tempo. No final de Setembro numa semana morreram vários mitos da Sétima Arte. Esta semana são já três os nomes ligados ao Cinema que deixam este mundo. O mais recente foi Mario Monicelli, realizador italiano considerado o Pai da comédia italiana, que teve um fim trágico: suicidou-se no hospital onde se encontrava à espera da morte, pois tinha cancro na próstata já em fase terminal.

Ao longo de 95 anos Mario Monicelli realizou 66 filmes e assinou mais de uma centena de argumentos. A sua estreia nas longas metragens dá-se em 1935 com «I ragazzi della via Paal» e atinge o auge a partir de 1958 com o genial «Gangsters Falhados» (há uma versão norte-americana recente). Um ano mais tarde conquista o Leão de Ouro de Veneza com «A Grande Guerra», filme que lhe garante também uma nomeação para Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Mario Monicelli regressaria à lista dos nomeados para a mesma estatueta em 1963, com o filme «I Compagni». A sua última realização foi este ano: a curta «La nuova armata Brancaleone».

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Irvin Kershner (1923–2010)

No mesmo dia que foi notícia a morte de Leslie Nielsen soube-se que também Irvin Kershner faleceu. Não fez carreira como actor, apesar de ter desempenhado papéis em cinco filmes, entre os quais «A Última Tentação de Cristo», de Martin Scorcese, mas como realizador. Na sua carreira conta com 15 longas metragens, as mais populares «O Império Contra-Ataca», o segundo capítulo da saga «Guerra das Estrelas» e para muitos o melhor da trilogia original, «Nunca Digas Nunca», um dos filmes de James Bond não oficiais, e «RoboCop 2», o seu último filme, estreado em 1990. Realizou ainda diversos episódios de séries para televisão e alguns telefilmes. Faleceu vítima de doença prolongada.

Leslie Nielsen (1926-2010)

Faleceu Leslie Nielsen, actor que ficou mais conhecido como comediante, sobretudo depois da sua aparição em filmes como «Aeroplano» ou na série «Aonde é que Pára a Polícia». Aos 84 anos o actor canadiano foi vítima de pneumonia num hospital da Florida. Com uma carreira de mais de 200 filmes, entre participações no grande e pequeno ecrã, onde começou na década de 1950 é nos anos 1980 que desponta em «Aeroplano» e na série de TV «Police Squad!», que mais tarde vai estar na origem dos três filmes da série «Aonde é que Pára a Polícia». A sua última aparição de relevo foi no quarto filme da saga «Scary Movie».

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dino De Laurentiis (1919-2010)

O produtor italiano Dino De Laurentiis, pertencente a uma das maiores famílias ligadas à Sétima Arte e nome sonante dessa mesma dinastia, faleceu ontem à noite em Los Angeles. Com um currículo de participações em mais de 500 filmes, incluindo como actor, e 38 nomeações para os Óscares, Dino De Laurentiis estreou-se na produção em 1939 com «Troppo tardi t'ho conosciuta», de Emanuele Caracciolo.

No início da década de 1950 funda, com a ajuda de Carlo Ponti, outro grande nome do cinema mundial recentemente falecido, a produtora Ponti-De Laurentiis que terá vida curta, pois encerra em 1957. Mais tarde vende ao Governo italiano o estúdio Dinocittà (curioso nome que é uma mistura entre o seu nome próprio e o dos populares estúdios Cinecittà). É por esta altura que parte para os EUA onde começa a trabalhar na marca Embassy Pictures e funda em 1985 o De Laurentiis Entertainment Group, onde também não permanece muito tempo.

Durante a sua longa carreira foi um dos responsáveis por obras como «Duna», de David Lynch, «A Estrada» e «Noites de Cabíria», de Federico Fellini, «Arroz Amargo», de Giuseppe De Santis, «Europa '51», de Roberto Rossellini, «O Ouro de Nápoles», de Vittorio De Sica, «Dia de Férias», de Dino Risi, «O Estrangeiro», de Luchino Visconti, «Barbarella», de Roger Vadim, «King Kong», de John Guillermin, entre muitos outros.

A última vez que produziu foi em 2007, quando produziu «Virgin Territory», de David Leland, «A Última Legião», de Doug Lefler, e «Hannibal Rising», de Peter Webber. Ganhou três Óscares, incluindo o Irving G. Thalberg Memorial Award.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tony Curtis (1925-2010)

Esta semana está a ser negra para Hollywood, com uma morte por dia. Começou com Sally Menke, editora responsável pelas montagens dos filmes de Quentin Tarantino. Ontem foi anunciado o falecimento de Arthur Penn, realizador de, entre outros filmes, «Bonnie & Clyde». Hoje chegou a notícia da morte de Tony Curtis, aos 85 anos. Pai da actriz Jamie Lee Curtis, o actor ficou conhecido nos anos 1950 e 1960, com a participação em diversas comédias, com destaque para o clássico «Quanto Mais Quente Melhor», realizado por Billy Wilder e onde contracenou com Marilyn Monroe e Jack Lemmon. Ao longo da sua carreira, iniciada em 1949,participou em filmes de outros grandes autores como Stanley Kubrick («Spartacus»), Anthony Mann («Winchester '73»), Alexander Mackendrick («Mentira Maldita») ou John Huston («As Cinco Caras do Assassino»). Em 1958 foi nomeado para o Óscar para Melhor Actor Principal pelo seu papel em «Os Audaciosos», de Stanley Kramer. Nos últimos anos a sua presença no grande ecrã era mais escassa, tendo as preferências de Curtis passado para a pintura. As causas da morte deste ícone de Hollywood não foram ainda divulgadas.

Nota: como o Sam (Keyzer Soze's Place) recorda nos comentários abaixo, esta semana foi ainda fatal para outro nome de Hollywood que não vem referido no meu post: Gloria Stuart, actriz bastante popular na década de 1930 e que entrou em «Titanic» de James Cameron, papel que lhe valeu uma nomeação para Óscar de Melhor Actriz Secundária.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Arthur Penn (1922-2010)

Morreu Arthur Penn, o realizador norte-americano que imortalizou no grande ecrã a história de Bonnie e Clyde, um dos grandes clássicos dos anos 1960 e que foi considerado um dos principais filmes a alavancar a revolução em Hollywood que veio trazer a geração dos chamados movie brats na década seguinte. Além de ter uma grande carreira na Sétima Arte, Arthur Penn teve também uma carreira de relevo no teatro e na televisão. Os seus últimos trabalhos atrás das câmaras foram feitos precisamente para o pequeno ecrã. Um excelente obituário sobre a sua carreira pode ser lido neste artigo do New York Times.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Obituário: Jean Simmons (1929-2010)

Faleceu a actriz britânica Jean Simmons, nomeada para Óscar de Melhor Actriz Principal em 1969 por «Amar Sem Amor» de Richard Brooks e para o Óscar de Melhor Actriz Secundária em 1949 pelo seu papel de Ofélia na adaptação de «Hamlet» realizada por Laurence Olivier. Estreou-se no cinema aos 15 anos e teve um dos seus primeiros grandes papéis numa outra adaptação, desta vez de «Grandes Esperanças» de Charles Dickens, assinada por David Lean («Doutor Zhivago» e «Lawrence da Arábia»).

Ao longo da sua carreira entrou ainda em filmes como «Spartacus» de Stanley Kubrick ou «A Túnica» de Henry Coster. A sua última participação no grande ecrã foi «Shadows in the Sun» de David Rocksavage. Jean Simmons faleceu na sua residência em Santa Mónica, onde lutava contra um cancro no pulmão.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Obituário: Fernando Duarte (1927-2010)

Faleceu esta semana Duarte Infante, fundador do Cineclube no distante ano de 1956. Nascido em 1927 e membro do Movimento de Unidade Democrática, foi um dos jovens que lutou contra a ditadura do Estado Novo, o que lhe valeu uma estadia na prisão por motivos políticos.

No blogue oficial do Cineclube de Faro Duarte Infante é descrito como um homem que «permaneceu, ao longo destas mais de cinco décadas, como um dos sócios mais activos [do Cineclube], interessados e participativos em todas as nossas actividades».

O Projeccionista presta homenagem a um homem que levou e promoveu o cinema, mesmo onde nem sempre este é de fácil acesso.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Obituário: Eric Rohmer (1920-2010)

Morreu Eric Rohmer, pseudónimo de Maurice Schérer, um dos nomes da Nouvelle Vague francesa e um dos membros mais velhos deste grupo de cineastas que desafiou todas as regras do cinema francês e do mundo nos anos 1960, saídos da escola dos Cahiers du Cinèma, publicação de que foi chefe de redacção entre 1957 e 1963.

Antes já tinha fundado a La Gazette du Cinèma, uma das primeiras publicações sobre cinema a surgir em França. A sua estreia na Sétima Arte deu-se com a escrita do argumento de «Tous les Garçons S'Apellent Patrick», realizado por Jean-Luc Godard. Como realizador estreia-se no ano seguinte com «Le Signe di Lion».

Para a história do cinema fica mais conhecida duas séries de seis filmes: «Os Contos Morais» e «Comédia e Provérbios». O final da sua carreira fica marcado com «Os Amores de Astrea e Celadon», realizado em 2007 e por cá estreado em 2008. O cinema fica um pouco mais pobre com a morte de um dos seus mestres.