Mostrar mensagens com a etiqueta Vincent Price. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vincent Price. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

«Thiller» de Michael Jackson chega ao grande ecrã

Por estes dias soube-se que Michael Jackson é a celebridade morta que mais dinheiro faz. Talvez por isso não seja de estranhar uma notícia publicada pelo site Deadline que refere que está prestes a ser produzido um filme baseado no vídeo de «Thriller», filmado nos anos 1980 para o Rei da Pop por John Landis e que continua a ser um marco na área dos videoclips.

Na cadeira de realizador estará Kenny Ortega, que foi o responsável por «This Is It», o documentário com imagens dos ensaios daqueles que seriam os últimos concertos de Michael Jackson. O argumento, que vai centrar-se na personagem que no videoclip era interpretada por Vincent Price, vai ficar a cargo de Jeremy Garelick («A Ressaca»).



domingo, 29 de novembro de 2009

A Mosca, de Kurt Neumann (1958)

«A Mosca» de Kurt Neumann é um dos clássicos da série B dos anos 1950, variante ficção cientifica/terror. A sua popularidade foi tanta na altura, que não só deu lugar a duas sequelas («Return of the Fly», de Edward L. Bernds e «The Curse of the Fly», de Don Sharp) como veio mais tarde a ser alvo de uma revisão por parte de David Cronenberg, filme que ajudou o canadiano a saltar para o mainstream.

Mas voltemos atrás no tempo. Em 1958 nasce «A Mosca», que resulta de uma experiência mal sucedida feita por um cientista (Al Hedison) que inventa um desintegrador-integrador de partículas (foi ele que lhe deu o nome) que permite teletransportar objectos e seres vivos de um compartimento para outro. O problema acontece quando o próprio cientista resolve experimentar a invenção em si próprio e por azar uma mosca entra na máquina ao mesmo tempo que ele. O resultado é uma mosca com cabeça de homem e um homem com cabeça de mosca.

Esta face da história é contada através de um flashback pela esposa do cientista (Patricia Owens) ao irmão do cientista (Vincent Price) e a um polícia, depois de no início esta ter confessado que matou o marido. Não vou contar como, para não estragar a surpresa, mas a cena acontece logo a abrir o filme.

Sem lugar a grandes inovações no género, esta primeira versão de «A Mosca» não deixa de ser um clássico. Foca o tema das experiências que correm mal, numa altura em que o medo do desconhecido, nomeadamente a ameaça comunista, estava em todo o lado, e o facto de ter sido produzido por um grande estúdio (a 20th Century Fox) justifica alguns bons meios utilizados. Não no que diz respeito à caracterização, na altura ainda bastante rudimentar como se pode ver na cabeça do homem mosca, mas já podemos ver alguns efeitos curiosos. A fase da desintegração dos objectos ou seres vivos, por exemplo, está relativamente bem conseguida para a altura, com um bom jogo de luzes, e mesmo na cena em que aparece a mosca com a cabeça de homem, se metermos de parte a inverosimilhança da situação, até escapa.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB