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terça-feira, 17 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Best of

Para finalizar os posts sobre o IndieLisboa 2011, e para não vos maçar muito mais com o assunto, resta apresentar a lista daqueles que foram os meus 10 filmes preferidos da última edição do festival. Fazendo um balanço dos últimos dias, apesar de algumas desilusões, acho que este foi um dos anos em que os filmes que tive oportunidade de ver estavam acima da média. Espero que tenham gostado de acompanhar as sessões comigo e para o ano haverá mais.

«Gravity Was Everywhere Back Then», de Brent Green

«Neds», de Peter Mullan

«Finisterrae», de Sergio Caballero

«América», de João Nuno Pinto

«Morgen», de Marian Crisan

«Simon Werner a Disparu...», de Fabrice Gobert

«O Atalho», de Kelly Reichardt

«The Agony And The Ecstasy Of Phil Spector», de Vikram Jayanti

«Johnnie Got His Gun!», de Yves Montmayeur

«Lemmy», de Greg Olliver e Wes Orshoski

sábado, 14 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Gravity Was Everywhere Back Then, de Brent Green (2010)

Até agora «Gravity Was Everywhere Back Then», do norte-americano Brent Green, foi o filme que mais gostei de ver na edição deste ano do IndieLisboa. O filme é daquelas pérolas que nós nem sequer sabíamos que existem e é uma enorme surpresa quando as vemos. Mas também é daqueles filmes que se gosta ou não se gosta. Na sessão a que assisti várias pessoas abandonaram a sala. Filmado em stop motion (o currículo de Brent Green no cinema resume-se a umas quantas experiências no universo da animação, daí o recurso a esta técnica) e no quintal do realizador, com a ajuda dos amigos, «Gravity Was Everywhere Back Then» ficciona a história verídica de Leonard Wood, que resolveu criar uma casa para tentar curar a sua esposa, quando o casal descobriu que ela tinha cancro. O filme relata a aproximação do casal, a forma como se conhecem, num dos mais estranhos acidentes de automóvel de sempre, a sua história de amor e o período da doença da esposa de Leonard.

Com cenários bastante artesanais, criados por Brent Green, o filme é simplesmente fantástico e narra uma das mais belas histórias de amor que vi nos últimos tempos no cinema. Além desta bela história de amor, o narrador do filme (uma vez mais, o próprio realizador) aproveita para fazer diversos apartes bastante emotivos e por vezes irónicos onde filosofa sobre a vida, o amor e deus. São filmes destes, que parecem tão simples, mas devem ter dado um enorme trabalho a fazer, que nos fazem acreditar que às vezes só é preciso vontade e paixão para fazer um filme, que no fundo é uma bela obra de arte e demonstra um enorme amor pela arte. E «Gravity Was Everywhere Back Then» é um daqueles objectos cheios de tudo isso. E deixa-nos sem palavras, se nos deixarmos ir.

Nota: 5/5

Site do filme

Gravity Was Everywhere Back Then from Brent Green on Vimeo.