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sábado, 13 de agosto de 2011

Missão a Marte, de Brian De Palma (2000)

É verdade que a carreira de Brian De Palma já teve melhores dias e por estes dias é cada vez mais raro estrear um novo filme deste grande cineasta, que fez grandes obras primas durante as décadas de 1970 e 1980. Na primeira década deste século o currículo de De Palma apenas conta com quatro filmes, sendo «Missão a Marte» o primeiro a chegar às salas, logo em 2000. E a par de «Mulher Fatal» será talvez o seu filme mais fraco deste período, durante o qual apenas nos deu a ver «Dália Negra» e «Censurado».

Tal como o próprio nome indica, o filme relata uma missão de uma equipa de astronautas ao planeta Marte. O objectivo é resgatar o sobrevivente de uma outra equipa de exploradores espaciais, que foi apanhado no meio de um estranho fenómeno que acabou por matar os seus companheiros. Além de ser um filme de ficção científica, género raro, se não mesmo inexistente na restante obra de De Palma, «Missão a Marte» é também um drama sobre as relações, de amizade e amor, entre os astronautas que se conhecem há vários anos e se vêem envolvidos numa missão de vida ou de morte, num ambiente em condições hostis e pouco amigáveis para o ser humano.

Mesmo estando num território pouco comum, De Palma consegue levar o filme a bom porto, mas está bem longe do seu melhor. «Missão a Marte» não é uma obra para os fãs de ficção científica pura e dura, antes um filme que apela ao público em geral, que não goste deste género, o que acaba por jogar contra o filme, que às tantas não consegue encontrar equilíbrio entre os dois mundos e perde-se um pouco. Mas podemos contar com bons efeitos especiais e uma história que podia ser melhor (o fim é uma pequena desilusão), bem diferente do que o realizador nos habituou há muitos anos atrás.

Nota: 3/5

Site oficial do filme

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Banda Sonora: Somebody Super Like You, de The Undead

«Somebody Super Like You», de The Undead - Banda Sonora de «Fantasma do Paraíso», de Brian De Palma

sábado, 2 de julho de 2011

Maus como as cobras: Winslow / The Phantom

Winslow / The Phantom (William Finley), músico atraiçoado em «O Fantasma do Paraíso», de Brian De Palma

sábado, 29 de janeiro de 2011

Com quem gostaria de beber um copo: Robert De Niro ou Al Pacino?

Os convidados desta semana são dois actores que ainda hoje, apesar de alguns papéis menos dignos da sua faceta de mito, continuam a ser duas grandes figuras do Cinema. Apesar de se terem estreado nos anos 1960, foi a partir da década seguinte que começaram a dar cartas.

De um lado Robert De Niro, que foi durante muitos anos o actor fétiche de Martin Scorcese, tendo representado para o nova-iorquino as personagens de Johnny Boy («Os Cavaleiros do Asfalto»), Travis Bickle («Taxi Driver»), Jimmy Doyle («New York, New York»), Jake La Motta («Touro Enraivecido»), Rupert Pupkin («O Rei da Comédia»), James 'Jimmy' Conway («Tudo Bons Rapazes»), Max Cady («O Cabo do Medo») e Sam 'Ace' Rothstein («Casino»). Além destes papéis, destacou-se também em inúmeras outras obras, como «1900», de Bernardo Bertolucci, «O Padrinho II», de Francis Ford Coppola, ou «O Caçador», de Michael Cimino, entre outras. Durante a primeira década deste século continuou presente nos grandes ecrãs, mas com poucas personagens tão míticas como as que nos apresentou nas décadas anteriores.

Do outro lado Al Pacino, que também teve o seu período de ouro durante as últimas décadas do século XX, com a participação na saga «O Padrinho» e a interpretação de um outro gangster famoso: Tony Montana, no filme «A Força do Poder», de Brian De Palma. Além destes dois papelões, Al Pacino ascendeu ao estatuto de lenda pelas suas interpretações em «Serpico» e «Um Dia de Cão», de Sidney Lumet, «Perseguido Pelo Passado», também de Brian De Palma, ou «Heat - Cidade sob pressão», de Michael Mann. Nos filmes menores onde participou, conseguiu sempre sobressair, como no caso de «Perfume de Mulher», quando venceu o único Óscar até à data.

Apesar de serem dois dos grandes actores da geração de 1970/1980, por incrível que pareça os dois apenas contracenaram juntos em dois filmes: «Heat - Cidade sob Pressão» e em «A Dupla Face da Lei», de Jon Avnet. Os dois participaram no segundo episódio episódio de «O Padrinho», mas nunca contracenaram juntos.

Apresentações feitas, chega o momento da verdade. Com qual destes dois cavalheiros gostariam de tomar um copo? E porquê? E já agora, que copo acham que os senhores gostariam de beber.

A minha resposta é: Al Pacino. Apesar de apreciar o trabalho dos dois, opto por escolher o que tem um trabalho mais irregular e cuja presença no grande ecrã é menor do que o outro. Convidava-o para beber um copo de vinho tinto e perguntava-lhe qual foi o realizador com quem mais gostou de trabalhar.