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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen (2009)

Todos os anos sai um filme de Woody Allen. Já é uma tradição como o Natal. Apesar de chegar a Portugal sempre com uns meses de atraso, o importante é que ainda vai chegando. No caso de «Tudo Pode Dar Certo» é um regresso do realizador à sua cidade de sempre: Nova Iorque. Depois das suas andanças por Londres e Barcelona Woody Allen regressa ao seu habitat natural e regressa também às grandes comédias que nos habituou no início de carreira.

Só faltava a presença do próprio realizador a desempenhar o papel principal, um físico em tempos nomeado para o Nobel, mas Larry David não lhe fica atrás pois o seu Boris está genial. E há muito tempo que não me ria tanto numa sala de cinema. Cada vez que Boris abre a boca alguém vai sofrer: seja a rapariga que fugiu de cada e lhe aparece em casa, sejam os miúdos a quem ensina a jogar xadrez ou até mesmo os amigos.

Há que realçar que Boris tem um certo ódio de estimação com a Humanidade. Para ele todos os pais deviam enviar os filhos para um campo de concentração pelo menos duas semanas por ano para que eles soubessem o que era a humanidade. Este é só um exemplo das opiniões de Boris, que é tal e qual as personagens interpretadas por Woody Allen há uns anos atrás, com as suas peculiares manias.

E também não faltam grandes personagens a este «Tudo Pode Dar Certo», uma das quais é Patricia Clarkson, que está muito bem como a mãe de Melody (Evan Rachel Wood), a rapariga que vai viver com Boris vinda directamente do Sul dos EUA. Além do regresso a Nova Iorque, que uma vez mais é filmada de uma forma sublime, podemos também contar com o regresso do jazz à banda sonora. No fundo este é mais um filme de Woody Allen vintage, que infelizmente não teve grande reconhecimento. O que até se compreende pelo feitio de Boris.

Nota: 5/5

Site oficial do filme

domingo, 15 de novembro de 2009

O Vale Proibido, de David Jacobson (2005)

Um cowboy misterioso, interpretado por Edward Norton, devaneia por Los Angeles e acaba por se cruzar com um grupo de jovens. É aqui que se apaixona por uma adolescente (Evan Rachel Wood) e tudo indica que estamos perante uma bela história de amor, em que o par não consegue viver os seus sonhos porque o que os rodeia não deixa. Mas não só isso que é abordado em «O Vale Proibido», de David Jacobson.

Tudo por causa dos segredos do cowboy, uma excelente interpretação (mais uma para a colecção de Edward Norton), que não foi bem recebido pelo pai da jovem (o britânico David Morse) mas sim pelo seu irmão mais novo (Rory Culkin, um dos irmãos de Macaulay Culkin), quiçá por ver nele uma espécie de irmão mais velho, que o ajuda quando mais ninguém o apoia.

Estes segredos e as suas ideias românticas, que de início nos fazem acreditar nesta história de duas pessoas marginalizadas pelo seu ambiente, acabam por cair por terra ao mínimo abalo. A partir tudo se transforma e a história muda de figura, mostrando a todos a verdadeira personalidade do cowboy. Com um bom elenco, centrado nestas quatro personagens, «O Vale Proibido» é um filme simples, sem grandes efeitos, e que está bastante bem conseguido. Outro ponto a destacar neste filme é a banda sonora, a cargo de Peter Sallet.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB