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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Banda Sonora: Have Love Will Travel, de The Sonics

«Have Love Will Travel», de The Sonics - Banda Sonora de «Tournée - Em Digressão», de Mathieu Amalric

domingo, 24 de abril de 2011

Tournée - Em Digressão, de Mathieu Amalric (2010)

Por estes lados já começava a queixar-me da falta de qualidade das estreias recentes, mas este fim-de-semana cinéfilo veio compensar as últimas semanas. Depois de «Rio» e «O Código Base», mais um bom filme que é possível ver por estes dias nas salas portuguesas. Trata-se de «Tournée - Em Digressão», a terceira longa-metragem realizada por Mathieu Amalric, um dos melhores actores franceses da actualidade, e que lhe valeu o prémio de Melhor Realizador na última edição do Festival de Cannes. O filme conta a história de Joachim Zand, interpretado pelo próprio Amalric, um empresário que regressa a França para promover a digressão de um grupo de strippers que criou um espéctaculo de cabaret burlesco.

À medida que o filme avança as mulheres começam a reparar que o objectivo de Joachim não é tanto promover a digressão, mas antes regressar a Paris, onde fez carreira no universo da televisão. Pelo caminho o empresário aproveita para ajustar contas com esse passado, mas o passado parece não querer nada com ele. Paralelamente a digressão prossegue por outras cidades francesas e temos oportunidade para assistir a alguns bons momentos protagonizados pela trupe de strippers.

O filme é uma boa oportunidade para conhecer uma outra faceta de Amalric, que tem aqui mais um excelente papel e uma boa interpretação, dominando praticamente todas as cenas em que entra. As próprias strippers, vão muito bem. De realçar também a banda sonora, com alguns bons clássicos do rock and roll dos anos 1960, que cativa os adeptos daquela época. Exemplo disso é a música final «Have Love, Will Travel», dos The Sonics, mais uma bela descoberta.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Em Cartaz: Semana 21/04/2011

Invasão Mundial: Batalha Los Angeles, de Jonathan Liebesman
A Última Noite, de Massy Tadjedin
Medos 3D, de Joe Dante
Tournée - Em Digressão, de Mathieu Amalric
Gritos 4, de Wes Craven
48, de Susana Sousa Dias
Jane Eyre, de Cary Fukunaga

sábado, 12 de março de 2011

As Múmias do Faraó: As Aventuras de Adèle Blanc-Sec, de Luc Besson (2010)

Uma bela surpresa este «As Múmias do Faraó: As Aventuras de Adèle Blanc-Sec». Realizado por Luc Besson, cineasta que pensava que já se tinha retirado destas andanças, o filme baseia-se numa banda desenhada franco-belga protagonizada por Adèle Blanc-Sec, uma jornalista do princípio do século XX que bem podia passar por uma Indiana Jones de saias. Nesta aventura a heroína tenta salvar a irmã, que sofreu um insólito acidente durante uma partida de ténis, recorrendo aos poderes de um cientista que consegue ressuscitar os mortos.

E esta missão leva-a ao Antigo Egipto onde vai buscar uma múmia que a poderá ajudar a salvar a irmã. O problema é que enquanto Adèle (Louise Bourgoin) se ausentou o cientista Marie-Joseph Esperandieu (Jacky Nercessian) treinou os seus poderes com um pterodáctilo, que por sua vez começou a semear o terror pelas ruas de Paris. Não sendo um daqueles filmes extraordinários, «As Múmias do Faraó: As Aventuras de Adèle Blanc-Sec» é um filme de aventuras bem simpático, que se vê de uma assentada e sem nos deixar desiludidos. Os efeitos especiais estão muito bons, pois foram utilizados meios digitais e na animação do pterodáctilo parece que foi utilizado mesmo um boneco, o que nos faz lembrar certas técnicas utilizadas nos anos 1980 nos filmes de monstros.

«As Múmias do Faraó: As Aventuras de Adèle Blanc-Sec» acaba por ser puro entretenimento, tal como os filmes de Indiana Jones o eram quando recuperaram os filmes de aventuras mais clássicos. E os pontos de contacto entre Adèle e o personagem criado por George Lucas e Steven Spielberg são vários. Desde a procura por relíquias antigas, neste caso é a múmia, às bocas que a heroína vai mandando ao longo do filme, passando pelo vilão Dieuleveut, protagonizado por um irreconhecível Mathieu Amalric. E o final é de tal forma ambíguo que não sabemos se vai continuar ou não. Mas depois desta aventura, esperemos que a heroína venha a ser resgatada no futuro.

Nota: 4/5

Site oficial do filme