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terça-feira, 17 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Best of

Para finalizar os posts sobre o IndieLisboa 2011, e para não vos maçar muito mais com o assunto, resta apresentar a lista daqueles que foram os meus 10 filmes preferidos da última edição do festival. Fazendo um balanço dos últimos dias, apesar de algumas desilusões, acho que este foi um dos anos em que os filmes que tive oportunidade de ver estavam acima da média. Espero que tenham gostado de acompanhar as sessões comigo e para o ano haverá mais.

«Gravity Was Everywhere Back Then», de Brent Green

«Neds», de Peter Mullan

«Finisterrae», de Sergio Caballero

«América», de João Nuno Pinto

«Morgen», de Marian Crisan

«Simon Werner a Disparu...», de Fabrice Gobert

«O Atalho», de Kelly Reichardt

«The Agony And The Ecstasy Of Phil Spector», de Vikram Jayanti

«Johnnie Got His Gun!», de Yves Montmayeur

«Lemmy», de Greg Olliver e Wes Orshoski

segunda-feira, 16 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: The Agony and the Ecstasy of Phil Spector, de Vikram Jayanti (2009)

A segunda e última sessão do IndieMusic de Sábado foi dedicada a um documentário sobre o produtor Phil Spector, um dos maiores génios da música popular e ao mesmo tempo uma das figuras mais estranhas e polémicas de sempre. O documentário de Vikram Jayanti baseia-se sobretudo numa longa entrevista que o ex-produtor deu ao realizador em sua casa antes de um primeiro julgamento onde Phil Spector era acusado de ter assassinado a actriz Lana Clarkson, num incidente com contornos que continuam por explicar. E continuará a ser um daqueles episódios da cultura popular que nunca se saberá o que aconteceu. Nesse primeiro julgamento o resultado foi inconclusivo, mas num segundo Phil Spector acabou por ser condenado a uma pena pesada.

O primeiro julgamento é uma das partes do documentário, com algumas imagens do mesmo a serem mostradas, incluindo as audições de algumas das testemunhas e a apresentação das provas por parte dos advogados. Em paralelo surge a entrevista de Phil Spector, onde o criador da técnica do Wall of Sound aborda o caso, conta inúmeros episódios (por exemplo, como a utilização da música «Be My Baby», sem autorização, no início de «Mean Streets» poderia ter ditado o fim da carreira de Martin Scorsese) e sobretudo, a melhor parte, quando explica como produziu algumas das melhores pérolas da música pop dos anos 1960 e 1970, para nomes como Ike e Tina, os Beatles, John Lennon, George Harrison ou as Ronettes.

«The Agony and the Ecstasy of Phil Spector» é um retrato sincero de um homem solitário, extravagante, que teve inúmeros problemas e lutou contra tudo e contra todos. Mas foi um génio e como todos os génios um incompreendido no seu tempo. O próprio não deixa de o referir ao longo da entrevista, quando se compara inúmeras vezes com Leonardo Da Vinci. Apesar de não ser um daqueles documentários que maravilham, o filme de Vikram Jayanti não deixa de ser uma grande lição de história da música popular.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB