Mostrar mensagens com a etiqueta Ryan Phillippe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ryan Phillippe. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de maio de 2011

Cliente de Risco, de Brad Furman (2011)

Matthew McConaughey é um daqueles actores que tem andado um pouco perdido nos últimos anos. Sem ser um actor extraordinário, é um actor que quando quer e não entra em comédias românticas ou filmes de acção de pouca qualidade, até consegue sacar boas interpretações. Basta ver o caso de «Amistad», de Steven Spielberg. Em «Cliente de Risco», a segunda longa metragem de Brad Furman, também não fica nada mal. Aliás, a sua interpretação é o que acaba por safar o filme.

Tal como no filme de Spielberg, neste caso a personagem de Matthew McConaughey também é um advogado. Mick Haller, que tem como escritório um automóvel Lincoln (que dá o nome ao título original do filme), é um advogado que recebe uma proposta para defender um jovem na casa dos 20 anos, descendente de boas famílias, acusado de ter espancado violentamente uma mulher. Passado pouco tempo descobrimos que nem tudo é como parece e Mick Haller vê-se metido num embrulho daqueles em que não sabe bem o que fazer.

«Cliente de Risco» vale sobretudo pela interpretação de Matthew McConaughey, que está bem acima da média. Apesar de estar bem acompanhado no capítulo dos secundários (Marisa Tomei, Ryan Phillippe, William H. Macy e John Leguizamo, para referir os mais conhecidos), estes praticamente não têm espaço. Nota-se sobretudo nas personagens de Marisa Tomei e William H. Macy, que parecem estar lá só para marcar presença. A história em si também não é nada de especial e como filme de tribunal está uns furos abaixo dos melhores do género. As cenas passadas no julgamento são mesmo do pior do filme. «Cliente de Risco» acaba por ser um bom entretenimento, mas nada mais.

Nota: 3/5

Site oficial do filme

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Filmes sobre tecnologias para esquecer, segundo a CNN

Na semana em que se estreia «Avatar», o regresso de James Cameron à ficção científica com um espectáculo de efeitos especiais, a CNN lembrou-se de fazer uma lista dos piores filmes relacionados com o tema das tecnologias. Para a estação de tv norte-americana este é um género onde os grandes estúdios tendem a falhar.

A lista foi feita com a ajuda de dois críticos de cinema e o autor de um filme com o curioso título de «Hollywood Science: Movies, Science and the end of the World», qualquer coisa como Ciência de Hollywood: filmes, ciência e o fim do Mundo em português.

A encabeçar o top 9 está «Antitrust», um filme de 2001 realizado por Peter Howitt e com Ryan Phillippe e Tim Robbins no elenco. O filme conta a história de um jovem hacker que é contratado por uma grande empresa cujo patrão quer desenvolver um sistema de comunicações para transformar o mundo. Ao que tudo indica a inclusão na lista resulta do facto de representar a empresa como algo maléfico.

Segue-se «Feardotcom», realizado em 2002 por William Malone com Stephen Rea a interpretar um médico sádico que tortura mulheres em directo num site. O argumento centra-se na morte de quatro pessoas que visitaram o site e apareceram mortas 48 depois.

Em terceiro lugar surge «Hackers», que em Portugal teve o título de «Piratas Cibernéticos, e ficou para história como um dos primeiros filmes protagonizados por Angelina Jolie, rezam os críticos. Penso que há uns tempos atrás este filme de 1995 era presença assídua na programação do canal Hollywood.

Continuando a lista encontramos «Dia da Independência», o filme em que Roland Emmerich começou a testar o seu gosto pela destruição dos EUA. Quem não se lembra das gigantescas naves a sobrevoar várias cidades norte-americanas com os seus raios azuis? Foi também este filme que consolidou a fama de Will Smith, um ano depois de ter entrado em «Bad Boys».

Em 1995 foi realizado o filme seguinte. «Johnny Mnemonic» («O Fugitivo do Futuro», em Portugal), de Robert Longo. Muito antes de encarnar Neo em «Matrix», Keanu Reeves apareceu na tela como um correio humano com capacidade de armazenar 80 GB de informação no cérebro. Pelo meio tinha de se cruzar com Takeshi Kitano, Dolph Lundgreen, Ice-T e Henry Rollins. Já o vi há algum tempo, mas penso que também aqui a personagem de Keanu era visto como um salvador. Ou seria o golfinho? Confesso que já não me recordo.

Em sexto lugar surge uma adaptação de um conto de Stephen King: «The Lawnmaker Man» («Realidade Virtual - A Cobaia», em português), por Brett Leonard em 1992 e segundo os autores da lista um dos primeiros filmes a abordar a temática da realidade virtual. No elenco encontramos Pierce Brosnan, antes da fase James Bond, que interpreta um cientista que resolve fazer experiências com um jardineiro com problemas mentais.

Segue-se «The Net» («A Rede»), de Irwin Winkler, com Sandra Bullock a fazer de especialista em informática que tem o azar de receber uma disquete (estávamos em 1995, ainda não haviam pens nem coisas parecidas) que contém segredos de uma conspiração criminosa. Para a apanhar um grupo de gente mal intencionada apaga a identidade de Sandra Bullock que passa o filme todo a fugir.

De 2001 é o filme que se segue: «Swordfish» («Operação Swordfish»), de Dominic Sena. Com uma boa dupla de actores (John Travolta a fazer de criminoso e Hugh Jackman de hacker que já teve melhores dias) que tentam roubar dinheiro de uma conta controlada pelo governo dos EUA.

Para finalizar esta lista um filme dos anos 1980. Trata-se de «Weird Science» («Que Loucura de Mulher», excelente tradução para português, sem dúvida), realizado em 1985 pelo recentemente falecido John Hughes, que conta a história de dois nerds que tentam criar através de experiências no computador a mulher perfeita, que no filme é Kelly LeBrock.