Se nos dias que correm estão a estrear inúmeros filmes baseados em super-heróis de banda desenhada, «X-Men» de Bryan Singer pode ser considerado um dos responsáveis, pois foi dos primeiros a explorar o filão com algum sucesso. Realizado no mesmo ano em que surge também o «Homem Aranha» de Sam Raimi, outro dos filmes que alavancou este género, o primeiro filme de «X-Men» acompanha a chegada de Wolverine (Hugh Jackman) e Rogue (Anna Paquin) à escola de mutantes do Professor Xavier (Patrick Stewart). A dupla chega num momento em que o arqui-rival de Xavier, o vilão Magneto (Ian McKellen), se prepara para declarar guerra à Humanidade.Mesmo não sendo grande fã do género, como já por aqui referi, acho que o filme está muito bem conseguido e merece todos os créditos que teve há 11 anos quando foi considerado uma lufada de ar fresco nos filmes baseados em super-heróis de banda desenhada. A história está bem construída, pois quem apanha esta questão dos mutantes vs. humanos a meio, sem conhecer a BD, não fica à toa, tem boas personagens, tanto de um lado como do outro das facções rivais, e é um bom filme de entretenimento que conseguiu envelhecer bem. Mesmo os efeitos especiais continuam bons. Uma vez mais fiquei maravilhado com o trabalho feito com a personagem de Mystique (Rebecca Romijn-Stamos).
Por fim, no campo das interpretações, o grande destaque vai para os veteranos Stewart e McKellen, que além de estarem muito bem dão um outro ar a uma fita que se diria para um público mais novo. Pelo contrário Hugh Jackman, que parece tal e qual o mítico Wolverine, uma das personagens preferidas dos fãs da série, parece algo inseguro em algumas cenas. Talvez se deva ao facto de o seu Wolverine ser uma das suas primeiras grandes personagens. Hoje em dia, 11 anos após a estreia de «X-Men», é curioso ver a evolução do actor australiano, bem melhor do que na altura.
Nota: 4/5
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