Mostrar mensagens com a etiqueta Kevin Spacey. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Kevin Spacey. Mostrar todas as mensagens

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Homens Que Matam Cabras Só Com o Olhar, de Grant Heslov (2009)

«Homens Que Matam Cabras Só Com o Olhar» é um filme peculiar e não estou a falar apenas do nome. Se no genérico não estivesse escrito realizado por Grant Heslov, eu era capaz de jurar que era um filme de Spike Jonze. Baseado numa história verídica, este filme conta a história de Bob Wilton (Ewan McGregor) um jornalista norte-americano de um jornal regional que para provar o seu valor parte para o Iraque em busca da reportagem da sua vida.

E consegue-o, mas não necessariamente da forma esperada. A oportunidade da sua vida surge quando se cruza com Lyn Cassady (um genial George Clooney), um antigo membro de uma unidade secreta do exército dos EUA dedicada ao paranormal chamada o Exército da Nova Terra, liderada por um hippie (Jeff Bridges a merecer uma nomeação para Óscar de Melhor Actor Secundário) que viu a luz no Vietname. À medida que vamos acompanhando Bob e Lyn no Iraque, vamos também conhecendo a história desta unidade, que ao que tudo indica existiu mesmo.

Por isso «Homens Que Matam Cabras Só Com o Olhar» é um filme peculiar, com personagens bastante estranhas. No fundo estamos perante uma unidade militar que não acredita na guerra e baseada em princípios hippies. E apresenta um forte elenco, onde ainda surge Kevin Spacey a fazer de mau da fita ou Stephen Lang (que vimos recentemente como vilão em Avatar) a representar um alto oficial que defende esta unidade com unhas e dentes. A cena em que o vemos ir contra uma parede para testar os seus super poderes é delirante. Infelizmente a terceira obra de Grant Heslov falhou os Óscares, o que é mais uma das provas que a Academia tem medo de arriscar em filmes originais.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

domingo, 15 de novembro de 2009

Moon - O Outro Lado da Lua, de Duncan Jones (2009)

Grandes filmes não precisam de ser muito complicados. É o caso deste «Moon - O Outro Lado da Lua», a primeira obra de Duncan Jones, filho de David Bowie. E se Duncan continuar a assinar pérolas como esta, bem se pode começar a levar à letra o ditado «quem sai aos seus não degenera». Se bem que neste caso os dois pertencem a áreas distintas.

Mas falemos de «Moon», para mim um dos melhores filmes do ano e já tem um cantinho reservado no top 10 de 2009. É difícil falar da história deste filme sem desvendar muito. Por isso penso que basta referir que esta é a história de Sam Bell (Sam Rockwell), um astronauta ao serviço de uma empresa que controla a exploração de uma fonte de energia para o planeta Terra. A missão de três anos de Sam está prestes a terminar, faltam duas semanas, e estranhos acontecimentos ocorrem a bordo da estação lunar onde o astronauta se encontra, acompanhado apenas por um robot que muito provavelmente é familiar do computador HAL, de «2001: Odisseia no Espaço».

São apenas estas as duas personagens do filme. No caso do robot, apenas se houve uma voz, uma vez mais incrivelmente parecida com a de HAL, mas que pertence a Kevin Spacey. E mais não vale a pena contar, pois perdia o efeito surpresa do filme. E quem for à espera de encontrar um filme de ficção cientifica filosófico, ao género do já citado «2001» ou «Solaris», desengane-se, pois «Moon» faz-nos puxar pela cabecinha mas não tanto.

Em relação à interpretação, Sam Rockwell está muito bem, quase ao nível da sua presença em «Confissões de uma Mente Perigosa», de George Clooney. E seria um crime não nomeá-lo para Óscar para melhor actor. Mas isso já sou eu a exagerar, ou não. Quanto a Kevin Spacey, só o facto de nos fazer recordar o HAL, desta vez com expressões à smiley num ecrã, já vale a pena pagar o bilhete.

Uma grande estreia para Duncan Jones, que espero venha a provar estar à altura do pai no futuro.

Nota: 5/5

Site oficial do filme