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domingo, 1 de maio de 2011

Thor, de Kenneth Branagh (2011)

Os filmes de super heróis estão na moda e enquanto a moda dura, continuam a surgir novos filmes. E por estes dias quem está a capitalizar o sucesso da banda desenhada é a Marvel, que continua a invadir os ecrãs com as suas personagens. A mais recente a chegar ao cinema foi Thor, num filme que integra uma série dedicada aos Vingadores. Realizado por Kenneth Branagh, «Thor» acompanha o exílio forçado do deus do Trovão no planeta Terra, depois de ter desobedecido a Odin (Anthony Hopkins), o seu pai, provocando uma guerra iminente com os gigantes de gelo. Mas durante o exílio de Thor (Chris Hemsworth) as coisas não correm da melhor maneira em Asgard, com a chegada ao poder de Loki (Tom Hiddleston), o seu irmão.

«Thor» não é um mau filme de acção, com bons efeitos especiais sem cair em grandes exageros, mas tem alguns pormenores que desiludem. A história é boa, com alguns momentos cómicos, mas as interpretações não são convincentes, escapando apenas Anthony Hopkins e Tom Hiddleston, que cumprem bem os respectivos papéis. Pelo contrário o actor escolhido para interpretar Thor, o australiano Chris Hemsworth, parece pouco à vontade no papel. Também aquém das expectativas ficou Natalie Portman, que interpreta o papel de uma das jovens que encontra Thor e acaba por se apaixonar pelo herói, que está claramente a picar o ponto.

Por fim, uma coisa que irrita em «Thor» é a utilização, em grande parte das sequências, de planos em que a câmara está propositadamente torta. Não sei se o recurso a este tipo de ´técnica' é comum nos filmes de super heróis (confesso que vi poucos ou então não reparei nisto), mas passado algum tempo torna-se enfadonho. Em suma, é um filme para os fãs da banda desenhada, que decerto ficarão a salivar por novas fitas deste universo. Um conselho: para quem gostar do filme convém ficar até ao final dos créditos de «Thor», pois têm uma cena inteira. E mais não digo, para não estragar a surpresa.

Nota: 2/5

Site oficial do filme

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Com quem gostaria de beber um copo: Natalie Portman ou Scarlett Johansson?

Para terminar o mês dedicado às actrizes nesta rubrica, nada melhor do que juntar duas das mulheres mais belas que apareceram no cinema nos últimos anos: Natalie Portman e Scarlett Johansson.

Comecemos pela mais velha. Natalie Portman, nascida em 1981 começou a dar nas vistas logo na estreia (não contando com um curta-metragem anterior), ao participar no filme de culto «Léon, o Profissional», de Luc Besson. Aos 13 anos provou de imediato que era uma actriz criança bastante dotada. Felizmente não se perdeu, como muitos outros. Apesar de ter entrado sempre em filmes de grandes cineastas (Tim Burton, Michael Mann, Woody Allen) é em 1999 que volta a ter algum protagonismo, quando interpreta o papel de Amidala/Padme no primeiro episódio da série «Guerra das Estrelas: Ameaça Fantasma». A sua presença no grande ecrã tem sido uma constante e quase sempre em grandes interpretações. Conta com duas nomeações para os Óscares. A primeira recebida em 2005 para Melhor Actriz Secundária, pela sua participação em «Perto Demais», de Mike Nicholls. A segunda foi atribuída na edição deste ano, que vai ter lugar amanhã, e vem coroar a sua participação em «Cisne Negro», de Darren Aronofsky. Com ou sem cabelo, é uma das mais belas actrizes dos EUA e já experimentou estar por detrás das câmaras em duas ocasiões: na curta «Eve» e no segmento «Natalie Portman» do filme colectivo «New York, I Love You».

Do outro lado, mais uma das maiores belezas de Hollywood. Ao contrário de Natalie Portman, Scarlett Johansson ainda não caiu nas graças da Academia, mas não deixa de ser uma grande actriz. Curiosamente chegou ao grande ecrã no mesmo ano que a sua colega de profissão, ao participar no filme «North, o Puto Maravilha», de Rob Reiner. Mas foi apenas em 1997 que surge com algum destaque, quando entra no filme «O Encantador de Cavalos», de Robert Redford. No início da primeira década deste século começa a entrar em filmes um pouco mais alternativos que lhe dão um certo estatuto. Começou por uma breve e ousada participação em «O Barbeiro», dos irmãos Coen. Nesse mesmo ano entra no filme de culto «Ghost World - Mundo Fantasma», de Terry Zwigoff, ao lado de Thora Birch (actriz meio desaparecida que deu nas vistas em «Beleza Americana», de Sam Mendes). Desde então protagonizou filmes como «O Amor é um Lugar Estranho», de Sofia Coppola, ou «A Rapariga com Brinco de Pérola», de Peter Webber. Na segunda metade da década tornou-se uma das musas de Woody Allen, ao participar em três filmes do cineasta nova-iorquino. Tal como Portman, filmou uma curta-metragem: «These Vagabund Shoes».

Apesar de serem actrizes da mesma geração, apenas entraram juntas num filme: «Duas Irmãs, Um Rei», de Justin Chadwick.

Apresentações feitas, chega o momento da verdade. Com qual destas duas senhoras gostariam de tomar um copo? E porquê? E já agora, que copo acham que as senhoras gostariam de beber.

A minha resposta: esta dupla é das mais difíceis de escolher. Mas, como tem mesmo de ser, a escolher uma delas para beber um copo teria de optar por Natalie Portman, por ser uma das melhores actrizes da actualidade (não descurando a Scarlett) e porque a acompanho praticamente desde «A Ameaça Fantasma», filme onde 'me apaixonei' por ela. A pergunta era quando é que se lança a sério na realização. Para beber, uma garrafa de vinho branco.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Belle du Jour, especial «Cisne Negro»: Natalie Portman e Mila Kunis

Natalie Portman em «Cisne Negro», de Darren Aronofsky

Mila Kunis em «Cisne Negro», de Darren Aronofsky

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cisne Negro, de Darren Aronofsky (2010)

O mundo do ballet nunca foi tão perturbador como no mais recente filme de Darren Aronofsky. Tirando talvez o «Suspiria», de Dario Argento, que não tem praticamente nada a ver com este, apesar de tudo o que se tem dito. Protagonizado por Natalie Portman, «Cisne Negro» é a história de uma bailarina que conquista o papel principal no célebre «Lago dos Cisnes»: a Rainha dos Cisnes. O filme começa praticamente quando Nina é escolhida para o papel e vai até à sublime actuação final. Pelo meio vamos acompanhando a jovem bailarina, que vai sucumbindo aos poucos à pressão.

A pressão da mãe controladora (Barbara Hershey), do encenador (Vincent Cassel) que recorre ao imaginário sexual para a ajudar a libertar-se, da antiga bailarina estrela da companhia (uma Winona Ryder como há muito não a tinha visto) que se vê ultrapassada pela idade e de uma estranha colega (Mila Kunis) que chega de fora para se tornar a grande rival de Nina. É sobretudo a relação entre as duas colegas que torna «Cisne Negro» tão perturbador, pois nunca chegamos a perceber se tudo o que se vai passando está mesmo a acontecer ou é fruto da imaginação de Nina.

Darren Aronofsky consegue filmar muito bem as cenas dos bailados e a diferença entre as duas protagonistas: uma sempre de branco (a angélica Nina) e outra sempre vestida de negro (a diabólica Lily). Mas o filme é todo de Natalie Portman, que consegue uma das suas interpretações mais assombrosas de sempre. A personagem de Nina, com as suas alucinações e as pressões de tudo o que a rodeia, vê-se à prova por diversas vezes o que acaba naquele final, muito semelhante ao que o realizador nos tem habituado. Não há heróis nos filmes de Aronofski e Natalie Portman é bem capaz de estar a caminho de vencer a sua primeira estatueta dourada, apesar da concorrência de peso.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

New York, I Love You, vários realizadores (2009)

Depois de «Paris, Je t'aime», que se pode dizer obteve um sucesso razoável, chega agora «New York, I Love You» e o próximo destino é Xangai. A ideia é a mesma. Juntam-se alguns realizadores conhecidos, actores que o grande público conhece à légua e vai de filmar várias curtas metragens que contam histórias de amor cujo cenário é uma grande cidade, de preferência romântica.

Esta ideia agrada-me bastante, e não posso dizer que não gostei de nenhum destes dois filmes, mas sinto sempre que não acrescenta nada a não ser duas horas bem passadas. E se estivermos bem acompanhados, ainda cai melhor. No fundo as histórias de amor são sempre belas e neste caso apenas muda o cenário. Contudo uma das mudanças é que aqui não há paragens entre as curtas e as personagens vão aparecendo em curtas distintas, dando uma ideia de interligação e um conjunto unido que o anterior passado em Paris não tinha.

As curtas contam-nos um pequenas histórias de amor na cidade que nunca dorme. Gostei particularmente da presença de actores que há muito não via, como James Caan, que está brilhante como dono de uma farmácia, ou Eli Wallach, o mítico Vilão do filme «O Bom, o Mau e o Vilão», que pensava já não estar entre nós, no papel de um velhote rabugento que está sempre a resmungar com a sua também idosa esposa.

E depois temos de tudo. Curtas bastante românticas, como a que foi realizada Shekhar Kapur, passada num hotel e com uma interpretação que me agradou bastante, a cargo de Shia LaBeouf, cómicas, como a realizada por Brett Ratner, outro dos nomes que me surpreendeu, e até uma história filmada por Natalie Portman. Mas se estiver aqui a falar de todos estes nomes o post fica enorme. Se estiverem apaixonados, é uma boa fita para levar o vosso par.

Nota: 3/5

Site oficial do filme