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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quando o Cinema inspira videoclips: The Universal, de Blur



Música: «The Universal»
Artista: Blur
Álbum: «The Great Escape»
Ano: 1995
Realizador: Jonathan Glazer
Inspiração: «Laranja Mecânica», de Stanley Kubrick

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A.I. Inteligência Artificial, de Steven Spielberg (2001)

É por causa de filmes destes que eu gosto de Cinema. «A.I. Inteligência Artificial» foi um dos muitos projectos que Stanley Kubrick deixou por fazer e seria o filme a seguir a «Eyes Wide Shut» se não tivesse morrido antes de finalizar este último filme. Dois anos após a morte do génio que nos deu «Shining», Steven Spielberg resolveu abraçar o projecto em jeito de homenagem e o resultado é um dos melhores filmes da primeira década deste século. Sem nunca sair do terreno do universo preferido de Spielberg, a família, «A.I. Inteligência Artificial» é um filme negro para os padrões do pai de «ET».

No centro deste magnífico conto de fadas de ficção científica está David (Haley Joel Osment), um menino robot de última geração criado para amar como um filho. David é testado por um casal que tem um filho doente, com uma doença incurável. Tudo corre bem até que o filho do casal regressa a casa e as diferenças entre humanos e robots acabam por vir ao de cima. Mas também aí já é tarde, pois Monica, a mãe (Frances O'Connor), já se afeiçoou a David e quando chega a altura de o entregar à empresa que o criou não consegue e opta por deixá-lo em liberdade. Inspirado na história de Pinóquio o pequeno robot resolve partir em busca da fada azul para o tornar um menino humano para ser amado pela mãe.

É esta saga e o seu desenrolar que fazem de «A.I.» uma das mais belas histórias, mesmo que em tons de certa forma sombrios, da obra de Spielberg. Com uma bela fotografia e excelentes cenários que recriam um mundo futurista que tanto nos remete para Blade Runner, como para cenários mais apocalípticos, o filme é uma fantástica obra sobre o amor e a procura dos nossos sonhos. Haley Joel Osment tem aqui uma das suas maiores e talvez últimas grandes interpretações. De certeza que nas mãos de Kubrick este seria um filme completamente diferente. Infelizmente nunca o vamos conseguir saber.

Nota: 5/5

Site do filme no IMDB

terça-feira, 5 de abril de 2011

Biblioteca cinematográfica: Lolita, de Vladimir Nabokov

O livro: Há muitos livros que causam polémica e «Lolita» foi um deles, por abordar uma relação amorosa entre um adulto e uma rapariga antes de chegar à adolescência. O próprio autor chegou a ponderar publicá-lo sob pseudónimo e o manuscrito foi rejeitado por algumas editoras. Daí o livro ter sido publicado primeiro em França, em 1955, e só depois, em 1958, nos EUA, apesar de ter sido escrito originalmente em inglês. Estes episódios não deixaram contudo de evitar que «Lolita» deixasse de ser considerado um dos grandes romances do século XX, apesar da controvérsia gerada.

O livro conta a história do professor Humbert Humbert, um homem de meia idade que se apaixona por uma rapariga de 12 anos, Dolores Haze, com quem acaba por se relacionar. O título vem do nome lolita, que é dado pelo professor à rapariga. Ao longo de 69 capítulos (número curioso, diria um conhecido político nosso) vemos o evoluir da relação entre as duas personagens. Primeiro o casamento entre Humbert Humbert com a mãe de Dolores, cujo único objectivo por parte do professor era precisamente aproximar-se da jovem. A mãe apenas descobre a paixão quando lê o diário do seu marido, mas quando tenta fugir com a filha tem um acidente e morre. A tragédia leva Humbert Humbert a tomar conta de Lolita e nasce o romance entre os dois.

Além da dupla protagonista e da mãe de Dolores, «Lolita» tem ainda uma grande personagem, que persegue o professor durante a sua fuga com a jovem amante: Clare Quilty. Escrito num estilo por vezes irónico, narrado por um Humbert Humbert que caminha sempre na fronteira entre o amor e os remorsos, com recurso a alguns truques de linguagem por parte de Nabokov, «Lolita» pode também ser visto como uma certa crítica à cultura americana.

Os filmes: Até à data foram feitas duas adaptações de «Lolita». A primeira, e talvez a mais conhecida, foi filmada em 1962 por Stanley Kubrick, que escolheu James Mason e Sue Lyon para os papéis principais. A Lolita de Sue Lyon e os seus óculos escuros em forma de coração ficaram como um dos ícones da obra de Kubrick. Desta adaptação há ainda a destacar a presença do genial Peter Sellers, que interpretou a personagem de Clare Quilty, que teve no cinema mais protagonismo do que no livro. Uma das curiosidades desta adaptação reside no facto de o argumento original ter sido assinado por Vladimir Nabokov, que chegou a ser nomeado para os Óscares, na categoria de Melhor Argumento Adaptado. Mas reza a lenda que esta versão do argumento acabou por não chegar ao resultado final, pois o que foi filmado terá sido um argumento trabalhado por Kubrick e James Harris, apesar de não o terem creditado.

A segunda adaptação foi filmada por Adrian Lyne em 1997 e o resultado foi um pouco diferente do primeiro filme, não chegando aos calcanhares da obra de Kubrick, sobretudo por dar mais ênfase às cenas amorosas e menos às personagens. Nos papéis principais encontramos Jeremy Irons (Humpert Humpert), Dominique Swain (Lolita) e Melanie Griffith (Charlotte Haze). Para a personagem de Clare Quilty foi escolhido Frank Langella. Na altura falou-se muito da presença de Dominique Swain, mas a carreira da actriz, que apenas tinha participado em Face Off, de John Woo, nunca chegou a levantar voo. Podemos vê-la em breve no filme «Road To Nowhere», de Monte Hellman.



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um filme, vários posters: Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick (1971)

Espanha

Espanha

EUA

EUA

EUA

EUA

EUA

EUA

EUA

EUA

EUA

Japão

Polónia

sábado, 23 de janeiro de 2010

Obituário: Jean Simmons (1929-2010)

Faleceu a actriz britânica Jean Simmons, nomeada para Óscar de Melhor Actriz Principal em 1969 por «Amar Sem Amor» de Richard Brooks e para o Óscar de Melhor Actriz Secundária em 1949 pelo seu papel de Ofélia na adaptação de «Hamlet» realizada por Laurence Olivier. Estreou-se no cinema aos 15 anos e teve um dos seus primeiros grandes papéis numa outra adaptação, desta vez de «Grandes Esperanças» de Charles Dickens, assinada por David Lean («Doutor Zhivago» e «Lawrence da Arábia»).

Ao longo da sua carreira entrou ainda em filmes como «Spartacus» de Stanley Kubrick ou «A Túnica» de Henry Coster. A sua última participação no grande ecrã foi «Shadows in the Sun» de David Rocksavage. Jean Simmons faleceu na sua residência em Santa Mónica, onde lutava contra um cancro no pulmão.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Bom cinema de volta à RTP 2

O Cinco Noites Cinco Filmes da RTP 2 deixou muitas saudades aos cinéfilos portugueses e foi uma grande perda para a televisão em Portugal. Mas parece que está de volta. Não sei se é para voltar ou não, mas tanto nesta como na semana passada o segundo canal do Estado passou filmes todos os dias, há hora do antigo programa. Na semana passada foi a vez de filmes como «Outland», «No Limiar da Realidade» ou «Terra da Abundância».

Esta semana começou já com «Harry, o Implacável» e vai prosseguir com «Lolita», «Blow-Up», «Laranja Mecânica» e «THX 1138», o filme de culto de George Lucas. Esperemos que estes ciclos sejam para continuar, pois ver cinema em televisão por cá é cada vez mais complicado. E na 2 sempre temos a vantagem de não sermos incomodados com publicidade.