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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Os Tenenbaums - Uma Comédia Genial, de Wes Anderson (2001)

Um dos realizadores norte-americanos da actualidade que mais aprecio, como já aqui tive oportunidade de referir quando escrevi sobre «O Fantástico Sr. Raposo», é Wes Anderson. E o grande culpado é este grande (para não dizer enorme) filme, realizado no início da década passada e que deve ser, muito provavelmente, o filme que mais vezes vi e há-de ser sempre um dos meus favoritos. Não só é um grande filme sobre uma família disfuncional, cujo 'chefe de família' Royal Tenenbaum é um dos melhores personagens a quem Gene Hackman deu vida (apenas uma no historial deste actor que tem andado um pouco afastado da ribalta), mas também porque todo o filme faz parte de um universo muito bem criado. Esta capacidade de criar universos bastante peculiares é precisamente uma das características que mais me agrada na obra de Wes Anderson.

Falando particularmente de «Os Tenenbaums - Uma Comédia Genial», esta é a história de uma família meio estranha cujos alicerces começam a ruir quando Royal decide separar-se da esposa Etheline (Angelica Huston), decisão que vai ter grande influência negativa no crescimento dos três filhos prodígio do casal: Chas (Ben Stiller), um génio da alta finança, Richie (Luke Wilson), um ás precoce do ténis, e Margot (Gwyneth Paltrow), filha adoptiva do casal e autora de diversas peças de teatro. Depois de um genial início onde a história da família é contada como se fosse o prólogo de um livro (aliás o filme está precisamente separado por capítulos como se fosse mesmo um livro que estamos a ver em vez de ler), regressamos ao presente, quando Royal descobre que a sua esposa (o casal nunca se chegou a divorciar de facto) está prestes a receber uma proposta de casamento de Henry Sherman (Danny Glover), o contabilista da família. Royal planeia então regressar a casa e tentar redimir-se e recuperar o tempo perdido, inventando um cancro que lhe daria poucos dias de vida.

É este regresso do pai 'pródigo' que espoleta um conjunto de reacções em cadeia que mexe com todos os três filhos e faz deste filme um daqueles momentos mágicos de cinema onde tudo está no lugar certo. A história, os personagens, a fotografia, a banda sonora e por aí fora. Até Owen Wilson, actor que não consigo ser grande fã, a não ser precisamente nos filmes filmes de Wes Anderson, e que aqui assina também o argumento (o que não é inédito na obra do realizador), consegue estar à altura do filme. E tem um dos finais que mesmo sendo triste consegue ser ao mesmo tempo belo e irónico (e não são todos os filmes de Anderson um pouco irónicos?) como poucos conseguem ser. Que nos deixa com uma lágrima no canto do olho e com um sorriso nos lábios. Este é mesmo um daqueles filmes para ver e rever, vezes sem conta.

Nota: 5/5

Site do filme no IMDB

sábado, 16 de julho de 2011

Maus como as cobras: Little Bill Daggett

Little Bill Daggett (Gene Hackman), em «Imperdoável», de Clint Eastwood

sábado, 9 de abril de 2011

Maus como as cobras: Jimmy "Popeye" Doyle

Jimmy "Popeye" Doyle (Gene Hackman), polícia de «Os Incorruptíveis Contra a Droga», de William Friedkin, e «Os Incorruptíveis Contra a Droga II», de John Frankenheimer

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Formiga Z, de Eric Darnell e Tim Johnson (1998)

Com «Formiga Z» a Dreamworks estreou-se em 1998 no campo da animação. E a estreia fica marcada pela presença de um enorme elenco de nomes conhecidos para dar voz às personagens. De Woody Allen na neurótica formiga Z, a personagem principal, a Sylvester Stallone (o melhor amigo de Z, Weaver), passando por Gene Hackman (General Mandible), Anne Banncroft (Queen), Danny Glover (Barbatus), Sharon Stone (Princess Bala) ou Christopher Walken (Colonel Cutter).

Z é a formiga protagonista do filme. Pertencente à classe operária, Z apaixona-se pela Princesa Bala quando esta foge da sua vida de realeza para se divertir num bar. Este encontro de uma noite só acaba por levar a formiga Z a fazer tudo por tudo para voltar a ver a sua paixão. E para tal pede ajuda ao seu amigo Weaver, uma formiga soldado, para trocar de posto por um dia para poder rever Bala. Só que precisamente nesse dia em que Z entra para o exército, o vilão General Mandible resolve partir para a guerra contra as térmitas. Nessa batalha Z acaba por ser a única formiga que sobrevive e começam os equívocos que acabam por levar a um rapto forçado e a uma revolução no mundo da colónia.

«Formiga Z» é mais um exemplo do filme de animação para crianças que tenta piscar o olho a um público mais adulto. De início até consegue, pois a escolha de Woody Allen para dar voz à formiga protagonista com os seus dilemas existenciais, que às tantas parecem mesmo tirados de um filme do nova-iorquino, assenta bem. Mas aos poucos o argumento perde um pouco a chama e acaba por se tornar um pouco confuso e em algumas partes parece que alguém tirou algumas cenas que dariam alguma coerência à história. E a revolução das formigas é demasiado instantânea, se assim se pode dizer, para convencer.

O resultado é um filme fraco, que poderia ter aproveitado melhor o elenco e as vozes que reuniu para arranjar um argumento mais forte. A própria animação digital ainda não estava muito desenvolvida, mas se nos lembrarmos que dois anos antes, em 1996, a Pixar já tinha feito maravilhas com o primeiro «Toy Story», esta espécie de resposta por parte da Dreamworks tinha 'obrigação' de tentar fazer melhor.

Nota: 2/5

Site do filme no IMDB