Mostrar mensagens com a etiqueta Dario Argento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dario Argento. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Masters of Horror: Jenifer, de Dario Argento (2005)

Quando o polícia Frank Spivey (Steven Weber) salvou uma mulher de morte certa, quando esta estava prestes a ser atacada por um sem-abrigo munido de um cutelo, mal sabia o que o esperava. Depois de descobrir que Jenifer (Carrie Fleming), a mulher com a cara desfigurada que salvou, não tinha sítio onde ficar a não ser uma instituição para pessoas perturbadas, Frank resolve levá-la para casa. É a partir daqui que tudo se vai alterar na vida do polícia, quando descobre que Jenifer tem um apetite por sangue tão forte como o seu apetite sexual.

«Jenifer» é a contribuição de Dario Argento, o famoso mestre italiano do Giallo, para a série «Masters of Horror» e apesar de não ser necessariamente passado nos cenários que nos habituou, este episódio tem vários pontos de contacto com o universo que o tornou popular dentro do Terror Italiano. Nomeadamente a banda sonora, tão simples quanto perturbadora, e uma personagem principal que vai enlouquecendo ao longo do filme, fruto das circunstâncias. Há também uma enorme carga erótica em algumas das sequências. Estes pequenos elementos acabam por remeter para o imaginário de Argento, que apesar de ter atingido o pico da popularidade há alguns anos atrás, mostra que ainda sabe o que faz, mesmo com poucos meios.

Este episódio é mais um bom telefilme, pena ser tão previsível, o que indica que a qualidade da série tem vindo a aumentar a cada novo episódio e faz crescer também as expectativas face ao que virá a seguir. «Jenifer» pelo menos já conseguiu provocar algum friozinho no estômago. Aguardam-se novos episódios desta fantástica série, que até ver está a cumprir o esperado.

Nota: 4/5

Site da série

Site do episódio no IMDB

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cisne Negro, de Darren Aronofsky (2010)

O mundo do ballet nunca foi tão perturbador como no mais recente filme de Darren Aronofsky. Tirando talvez o «Suspiria», de Dario Argento, que não tem praticamente nada a ver com este, apesar de tudo o que se tem dito. Protagonizado por Natalie Portman, «Cisne Negro» é a história de uma bailarina que conquista o papel principal no célebre «Lago dos Cisnes»: a Rainha dos Cisnes. O filme começa praticamente quando Nina é escolhida para o papel e vai até à sublime actuação final. Pelo meio vamos acompanhando a jovem bailarina, que vai sucumbindo aos poucos à pressão.

A pressão da mãe controladora (Barbara Hershey), do encenador (Vincent Cassel) que recorre ao imaginário sexual para a ajudar a libertar-se, da antiga bailarina estrela da companhia (uma Winona Ryder como há muito não a tinha visto) que se vê ultrapassada pela idade e de uma estranha colega (Mila Kunis) que chega de fora para se tornar a grande rival de Nina. É sobretudo a relação entre as duas colegas que torna «Cisne Negro» tão perturbador, pois nunca chegamos a perceber se tudo o que se vai passando está mesmo a acontecer ou é fruto da imaginação de Nina.

Darren Aronofsky consegue filmar muito bem as cenas dos bailados e a diferença entre as duas protagonistas: uma sempre de branco (a angélica Nina) e outra sempre vestida de negro (a diabólica Lily). Mas o filme é todo de Natalie Portman, que consegue uma das suas interpretações mais assombrosas de sempre. A personagem de Nina, com as suas alucinações e as pressões de tudo o que a rodeia, vê-se à prova por diversas vezes o que acaba naquele final, muito semelhante ao que o realizador nos tem habituado. Não há heróis nos filmes de Aronofski e Natalie Portman é bem capaz de estar a caminho de vencer a sua primeira estatueta dourada, apesar da concorrência de peso.

Nota: 4/5

Site oficial do filme