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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dave - Presidente Por Um Dia, de Ivan Reitman (1993)

Nos últimos anos Jason Reitman tem-se imposto como um dos melhores realizadores da nova fornada de Hollywood. Mas já antes o seu pai, Ivan Reitman, tinha dado cartas, sobretudo nas décadas de 1980 e 1990, período durante o qual foi responsável por um conjunto de comédias que alcançaram algum sucesso.

Em 1993 realiza «Dave - Presidente Por Um Dia», com Kevin Kline e Sigourney Weaver. Neste filme singular sobre os meandros da política norte-americana, Kevin Kline interpreta duas personagens, o presidente dos EUA Bill Mitchell e um sósia do Chefe de Estado David Kovic. Mas é a personagem de Dave que está no centro do filme, como se nota logo no próprio título. Dave é o dono de uma empresa de trabalho temporário que devido às suas semelhanças com o presidente dos EUA é chamado a substituí-lo durante uma noite, para que o inquilino da Casa Branca tenha uma noite de sexo com a sua secretária (a então ainda desconhecida Laura Linney). Só que esta noite acaba mal e Bill Mitchell acaba por ter um enfarte. Dave é uma vez mais chamado, desta vez para tomar o lugar do presidente durante mais algum tempo, até à sua recuperação.

Se até aqui já tínhamos visto um cheirinho de como se faz política, com as falsas aparências do Chefe de Estado norte-americano, a chegada de Dave à Casa Branca os bastidores do cargo acaba por ser um excelente exercício sobre o tema, o que resulta do argumento de Gary Ross, que lhe valeu uma nomeação para Óscar de Melhor Argumento Original nesse ano. Dave não é a marioneta que o seu conselheiro (Frank Langella, que tem aqui uma boa prestação) quer que seja e acaba por mudar as regras do jogo, revelando os podres da política. E a sua experiência naqueles dias acaba por ser fundamental para o desfecho do filme, que não vou aqui revelar.

Não sendo um exemplo típico das comédias de Ivan Reitman, «Dave - Presidente Por Um Dia», que foi realizado entre «Um Polícia no Jardim-Escola» e «Júnior», é um filme sério com alguns tons cómicos, que nos faz pensar um pouco mais na questão da liderança nos dias de hoje. É óbvio que uma pessoa como Dave e as suas ideias nunca chegaria à Casa Branca, pois haveria sempre alguém para lhe cortar as pernas, como acontece no filme. Mas talvez fosse uma alternativa bem melhor do que Bill Mitchell, que pode ser confundido por muitos governantes que por aí andam.

Nota: 4/5

Site do filme no IMDB

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Avatar, de James Cameron (2009)

Como referi no último post, tive oportunidade de ver «Avatar», aquele que é sem sombra de dúvidas um dos filmes mais aguardados do ano. E de facto o filme é muito bom do ponto de vista técnico e dos efeitos especiais. James Cameron conseguiu levar o espectador ao planeta Pandora, que está no centro da acção, tal como há uns anos Peter Jackson nos levou à Terra Média de Tolkien. Só por esta razão já vale a pena investir para ir ver o filme, de preferência numa sala com projecção 3D.

Mas infelizmente, os efeitos especiais não são tudo num filme. E «Avatar» peca por não ser tão forte no argumento como é na vertente técnica. É pena, porque o regresso de James Cameron merecia melhor. Talvez o facto de não ter optado por uma grande figura no papel principal (Sam Worthington) não ajude muito. Mas mesmo os secundários de luxo, como Sigourney Weaver, Giovanni Ribisi ou Michelle Rodriguez, para focar os mais conhecidos, não estão ao seu melhor nível. Mas gostei da presença de Sigourney Weaver.

Em «Avatar» James Cameron conta-nos a história de Jake Sully, um marine paraplégico que decide participar numa missão anteriormente desempenhada pelo seu irmão, um cientista que morreu no planeta Pandora. É em Pandora que se desenrola a acção do filme, durante a missão de Jake Sully (Sam Worthington)no programa Avatar, que permite aos humanos serem uma criatura com genes humanos e da tribo Navi, corpo esse que foi criado para poderem respirar o ar do planeta.

Paralelamente a esta missão de descoberta da vida de Pandora e dos Navi, uma grande empresa está no planeta com o objectivo de explorar um minério bastante valioso no planeta Terra. O problema acontece quando descobrem que uma grande fonte desse minério está debaixo de uma aldeia dos Navi e decidem encontrá-la a todo o custo, recorrendo a força militar. Pelo meio Jake é aliciado, na sua condição de Avatar, a tornar-se amigo dos indígenas para um outro fim que não a simples investigação dos seus hábitos: afastar a população Navi em troca de umas pernas novas.

E não vale a pena contar mais para não estragar a história, que de facto merecia ser melhor. Algumas pessoas que também já viram o filme e com quem já falei dizem-me que de facto o importante de «Avatar» são mesmo os efeitos especiais. Eu nestes aspectos ainda sou tradicionalista, gosto de uma verdadeira história. E a nível de efeitos podemos comparar este filme à trilogia do «Senhor dos Anéis», que considero estar bem mais conseguida precisamente por ter uma grande história por detrás.

De qualquer maneira, recomendo muito ver este filme a quem gosta de cinema. Sobretudo para os adeptos dos filmes de acção e efeitos especiais não irão de certo ficar defraudados.

Nota: 3/5

Site oficial do filme

domingo, 8 de novembro de 2009

Alien na RTP

Para comemorar os 30 anos da estreia de Alien, a RTP está a passar os três primeiros filmes da série de ficção científica protagonizada pela Tenente Ripley, interpretada por Sigourney Weaver. O primeiro episódio, o Oitavo Passageiro, realizado por Ridley Scott, passou na passada sexta-feira. Seguem-se Aliens - O Reencontro Final, de James Cameron, e Alien 3 - A Desforra, de David Fincher, sempre às sextas-feiras.

Uma boa oportunidade para ver o início de uma das grandes sagas do universo da ficção científica, que poderá voltar às salas de cinema num futuro próximo, num projecto de prequela que está a ser preparado pelo realizador do primeiro filme da saga.