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terça-feira, 21 de junho de 2011

Rapariga: Código 6, de Spike Lee (1996)

Este é capaz de ser um dos filmes menos conhecidos de Spike Lee. Pelo menos eu desconhecia a sua existência. Mas tive a sorte de me atravessar com ele durante sessão de zapping, essa excelente actividade televisiva. «Rapariga: Código 6» é a história de uma jovem negra (Theresa Randle), como não podia deixar de ser nesta primeira fase da carreira do nova-iorquino, que não consegue vingar como actriz e passa a vida em busca de trabalho. A sua sorte muda quando resolve candidatar-se a um posto numa linha erótica onde recebe o nome de Código 6.

Quando começa a ter algum sucesso, leia-se clientes que lhe ligam, e a ganhar algum dinheiro, deixa de perseguir os seus sonhos e embrenha-se demasiado no seu trabalho, perdendo pelo caminho alguns amigos. «Rapariga: Código 6» não é o melhor dos filmes de Spike Lee, mas é um filme simpático, onde se destaca a interpretação de Theresa Randle. O filme é todo dela. Mas a história, que acaba por ser um círculo, não se aguenta muito, mesmo com um bom elenco secundário, composto pelo próprio Lee, no papel do melhor amigo da jovem, Isaiah Washington, que interpreta o cleptomaníaco ex-marido da jovem e que tenta regressar aos seus braços. A título de curiosidade, logo a abrir encontramos Quentin Tarantino a fazer de realizador durante um casting que não acaba muito bem. Isto num filme realizado um ano antes de «Jackie Brown».

Esta é apenas uma das referências cinematográficas de «Rapariga: Código 6», que no fundo não deixa de ser um filme sobre a busca interior de uma candidata a actriz, que depois de tentar a sua sorte em Nova Iorque parte para a Califórnia, terra dos sonhos de Hollywood. Mas a aventura não terá grandes resultados, prevê-se com aquele filme. Para quem gosta, uma das melhores partes do filme acaba por ser também a banda sonora, assinada por Prince.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Banda Sonora: Sometimes It Snows In April, de Prince

«Sometimes It Snows In April», de Prince - Banda Sonora de «A Rapariga: Código 6», de Spike Lee

sexta-feira, 18 de março de 2011

Frase(s) que marcam um filme: Infiltrado, de Spike Lee (2006)


Dalton Russell: My name is Dalton Russell. Pay strict attention to what I say because I choose my words carefully and I never repeat myself. I've told you my name: that's the Who. The Where could most readily be described as a prison cell. But there's a vast difference between being stuck in a tiny cell and being in prison. The What is easy: recently I planned and set in motion events to execute the perfect bank robbery. That's also the When. As for the Why: beyond the obvious financial motivation, it's exceedingly simple... because I can. Which leaves us only with the How; and therein, as the Bard would tell us, lies the rub.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Spike Lee cria videoclip para Michael Jackson

O realizador Spike Lee, autor de «Infiltrado», «Verão Escaldante» ou «A Última Hora», criou um videoclip para a música «This is it» de Michael Jackson, lançada na sequência do cantor que chegou a ser considerado o Rei da Pop. Esta é nova parceria de Spike Lee com Michael Jackson, depois de ter realizado o video de «They Don't Care About Us», em 1996.

Para o novo videoclip o realizador nova-iorquino recorreu a imagens de arquivo do cantor, desde a sua infância ao lado dos Jackson Five até a fotografias alusivas às homenagens dos seus fãs na altura da morte de Michael Jackson, a 25 de Junho de 2009.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Milagre em Sant'Anna, de Spike Lee (2008)

O mais recente filme de Spike Lee, ou joint como o nova-iorquino gosta de chamar às suas obras, chega às salas de cinema portuguesas com um ano de atraso. Trata-se de «O Milagre em Sant'Anna», um filme que conta a história de quatro soldados negros durante a II Guerra Mundial, que integravam os chamados 'Buffalo Soldiers', durante a libertação de Itália.

Antes de chegar a território italiano, o filme arranca na Nova Iorque dos anos 1980, quando é cometido um misterioso homicídio por um empregado dos Correios (Laz Alonso, que interpreta o soldado em novo e em velho), que ficamos a saber mais tarde que é um dos soldados que integrou aquela companhia. A história é contada a um jovem jornalista (Joseph Gordon-Levitt, o miúdo da série «O Terceiro Calhau a Contar do Sol») através de flashbacks que nos enviam para a acção propriamente dita.

E nesta acção vemos a forma como os soldados negros eram tratados naquele período, quando ainda vinham longe as lutas pelos direitos civis. Esta faceta encontra-se bastante visível num episódio contado pelos soldados, passado durante a recruta no estado sulista do Luisiana, quando o dono de um café lhes recusa oferecer gelados que ganharam num concurso. Nesse mesmo café encontram-se membros da Policia Militar a guardar prisioneiros alemães (não se percebe bem como foram lá parar), todos brancos, e a comerem gelados.

Não nos podemos esquecer que este é um filme de Spike Lee, um realizador que tem lutado por mostrar a sociedade norte-americana a partir do ponto de vista dos afro-americanos, tirando algumas excepções como «Infiltrado» ou a «Última Hora». Mas este 'ódio', se assim se pode chamar, aos brancos fica um pouco de parte quando um dos soldados afirma que se sente melhor em Itália, onde não é tratado como um estranho devido à cor da sua pele.

Além desta faceta, surgem em paralelo várias histórias que se cruzam, entre as quais a do massacre da aldeia de Sant'Anna. Estas histórias incluem um rapazinho perdido que fica à guarda dos soldados, as lutas entre os resistentes italianos e até a recusa de alguns militares alemães em acatar as ordens dos superiores.

Nas cenas das batalhas, a câmara de Spike Lee está bastante bem, filmando momentos de tensão durante um cerco de uma forma simples e os momentos com mais acção recorrendo à câmara no ombro. Em ambos os casos, o realizador quase que nos leva a sentir o calor da batalha. Mas ainda assim não o suficiente como noutros filmes de guerra recentes que abordam a mesma época histórica.

Pegando numa abordagem diferente dos filmes de guerra tradicionais, em que a história se resume a batalhas famosas e a episódios de quase propaganda, Spike Lee consegue aqui fazer um filme de guerra original, contando-a do lado dos negros. Mas este não é um dos principais filmes do realizador, que na minha opinião filma melhor quando não sai de Nova Iorque.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Em Cartaz: Semana 19/11/2009

Ne Change Rien, de Pedro Costa
Cliente, de Josiane Balasko
Julie e Julia, de Nora Ephron
O Milagre em Sant'Anna, de Spike Lee
Pandemia, de Àlex Pastor e David Pastor
Tetro, de Francis Ford Coppola
Um Conto de Natal, de Robert Zemeckis