terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Biblioteca Cinematográfica: A Idade da Inocência, de Edith Wharton

O livro: No início da década de 1920 a escritora norte-americana Edith Wharton já tinha uma boa carreira atrás. Foi precisamente em 1920 que escreve «A Idade da Inocência», um retrato da alta sociedade nova-iorquina do final do século XIX, com os seus defeitos e feitios, que pode ser comparada ao que hoje designamos de jet set. A personagem principal do romance é Newland Archer, um advogado em início de carreira, oriundo de boas famílias, que prestes a casar-se com May Welland, uma jovem mulher do mesmo meio. Tudo se altera com a chegada da condessa Ellen Olenska, uma prima de May, mais velha, que regressa Nova Iorque depois de um divórcio escandaloso para os padrões da época. Esta personagem feminina, de certa forma, acaba por levar Newland a apaixonar-se e a começar a duvidar do seu amor pela esposa.

Edith Wharton aproveita esta relação e as dúvidas do jovem advogado para escrutinar a moralidade de uma sociedade que abominava o comportamento de uma certa nobreza europeia, que representa o Velho Mundo, mas que no fundo acaba por se comportar da mesma maneira, mas com outras ideias. O resultado é sublime, um autêntico fresco da sociedade daquela altura que acabou por levar a escritora a receber um Prémio Pulitzer, tornando-se a primeira mulher da História a receber tal distinção.

O(s) Filme(s): Apesar de a adaptação de Martin Scorcese ser talvez a mais conhecida, pelo menos do grande público, «A Idade da Inocência» foi levada ao grande ecrã pelo menos mais duas vezes: em 1924, num filme dirigido por Wesley Ruggles, e dez anos mais tarde, numa obra realizada por Philip Moeller, baseada no próprio livro e numa peça teatral de 1928. Em 1993 foi a vez de Martin Scorcese meter as mãos na massa para levar de novo «A Idade da Inocência» ao Cinema.

Na obra do cineasta este é um filme diferente de tudo o que tinha feito até então e desde então apenas se aventurou a filmar a mesma época histórica quando realizou «Gangues de Nova Iorque», filme que pode ser visto como um negativo de «A Idade da Inocência». Se o primeiro mostra o que se passa nas ruas pobres da Big Apple do final do século XIX, o último entra para dentro das casas e mansões dos banqueiros e ricos da cidade. Com um elenco de luxo encabeçado por Daniel Day-Lewis (Newland), Michelle Pfeiffer (Condessa Olenska) e Winona Ryder (May) o filme teve uma recepção fria e continua a não ser um dos filmes preferidos dos grandes fãs da obra de Scorcese. O que não quer dizer que não seja um grande filme. Prova disso são as cinco nomeações para os Óscares, que apenas resultaram numa estatueta: Melhor Guarda-Roupa.

(Nota: o último vídeo é a última cena do filme, por isso não aconselho quem não viu o filme a ver)





segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Banda Sonora: Look At Me, de John Lennon

«Look At Me», de John Lennon - Banda Sonora de «Royal Tenenbaums», de Wes Anderson

O Último Round, de David O. Russell

Se há desporto que está bem representado no cinema norte-americano é o boxe. São inúmeros os filmes que abordam o boxe e o que se passa em torno dos ringues. Volta e meia lá surge mais um e desta vez o 'culpado' foi David O. Russell, que realizou «O Último Round», a história verídica de Micky Ward (Mark Wahlberg), um boxer proveniente da cidade operária de Lowell que tenta uma segunda oportunidade quando já ultrapassou os 30 anos. Mas se o filme se centra na história de Micky, é no que está a sua volta que se passa o melhor de «O Último Round», tal como acontece em muitos filmes de boxe.

A começar pela história do seu irmão Dicky Ecklund (Christian Bale), que tinha sido uma promessa do desporto, cujo ponto alto foi uma vitória contra a lenda Sugar Ray Leonard. Só que depois acabou por se tornar viciado em crack e é neste estado que o encontramos, com a HBO a fazer um documentário sobre os efeitos daquela droga. Ao mesmo tempo, e apesar deste estado pouco recomendável, Dicky é o treinador do irmão até que acaba por ser preso. Christian Bale tem aqui uma excelente interpretação, vindo provar que é um dos melhores actores da actualidade, que tanto consegue desempenhar um super-herói (Batman) como um criminoso viciado em crack, completamente lunático. Já para não falar de outros papéis de relevo que tem vindo a protagonizar.

É sobretudo no campo da interpretação e nos dilemas de Micky, que a certa altura tem de escolher entre a família, que sempre o ajudou, e um novo manager e um novo treinador, que «O Último Round» marca pontos. Aliás, as cenas de luta até nem são muitas quando comparadas com outros filmes do género. E talvez só o último combate do filme seja o que tem mais destaque. Mas se Christian Bale está muito bem, o mesmo não se pode dizer de Mark Wahlberg, que por vezes parece não estar à vontade no papel. Já nos secundários, quem está muito bem é Melissa Leo, que interpreta a mãe e gestora da carreira do dois irmãos. Também neste caso pareceu-me que Amy Adams, que faz de namorada de Micky está um pouco deslocada. Por isso é de estranhar a sua nomeação aos Óscares.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vencedores dos Bafta 2011

Acabam de ser conhecidos os vencedores da edição deste ano dos Bafta, os prémios cinematográficos mais importantes no Reino Unido. «O Discurso do Rei», de Tom Hooper, foi o grande vencedor da noite, ao conquistar sete galardões, bem longe dos três prémios que foram vencidos por «A Rede Social», de David Fincher, e «A Origem», de Christopher Nolan.

A lista completa dos vencedores é a seguinte:
(lista com todos os nomeados, vencedores a negrito)

Melhor Filme

«Cisne Negro», de Darren Aronofsky
«A Origem», de Christopher Nolan
«O Discurso do Rei», de Tom Hooper
«A Rede Social», de David Fincher
«Indomável», de Ethan Coen e Joel Coen

Melhor Filme Britânico

«127 Horas», de Danny Boyle
«Um Outro Ano», de Mike Leigh
«Four Lions», de Chris Morris
«O Discurso do Rei», de Tom Hooper
«Made In Dagenham», de Nigel Cole

Melhor Estreia de um Argumentista, Realizador ou Produtor Britânico

Clio Barnard e Tracy O’Riordan por «The Arbor» (Realizador e Produtor)
Banksy e Jaimie D’Cruz por «Exit Through The Gift Shop» (Realizador e Produtor)
Chris Morris por «Four Lions» (Realizador/Argumentista)
Gareth Edwards por «Monsters» (Realizador/Argumentista)
Nick Whitfield por «Skeletons» (Realizador/Argumentista)

Melhor Realizador

Danny Boyle, por «127 Horas»
Darren Aronofsky, por «Cisne Negro»
Christopher Nolan, por «A Origem»
Tom Hooper, por «O Discurso do Rei»
David Fincher, por «A Rede Social»

Melhor Argumento Original

Mark Heyman, Andrés Heinz e John McLaughlin, por «Cisne Negro»
Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson, por «The Fighter - O Último Round»
Christopher Nolan, por «A Origem»
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg, por «Os Miúdos Estão Bem»
David Seidler, por «O Discurso do Rei»

Melhor Argumento Adaptado

Danny Boyle e Simon Beaufoy, por «127 Horas»
Rasmus Heisterberg e Nikolaj Arcel por «Millennium 1. Os Homens que Odeiam as Mulheres»
Aaron Sorkin, por «A Rede Social»
Michael Arndt, por «Toy Story 3»
Joel Coen e Ethan Coen, por «Indomável»

Melhor Filme Estrangeiro

«Biutiful», de Alejandro González Iñárritu
«Millennium 1. Os Homens que Odeiam as Mulheres», de Niels Arden Oplev
«Eu Sou o Amor», de Luca Guadagnino
«Dos Deuses e Dos Homens», de Xavier Beauvois
«O Segredo dos Seus Olhos», de Juan José Campanella

Melhor Filme Animação

«Gru - O Maldisposto», de Chris Renaud e Pierre Coffin
«Como Treinares o Teu Dragão», de Dean DeBlois e Chris Sanders
«Toy Story 3», de Lee Unkrich

Melhor Actor Principal

Javier Bardem, em «Biutiful»
Jeff Bridges, em «Indomável»
Jesse Eisenberg, em «A Rede Social»
Colin Firth, em «O Discurso do Rei»
James Franco, em «127 Horas»

Melhor Actriz Principal

Annette Bening, em «Os Miúdos Estão Bem»
Julianne Moore, em «Os Miúdos Estão Bem»
Natalie Portman, em «Cisne Negro»
Noomi Rapace, em «Millennium 1. Os Homens que Odeiam as Mulheres»
Hailee Steinfeld, em «Indomável»

Melhor Actor Secundário

Christian Bale, em «The Fighter - O Último Round»
Andrew Garfield, em «A Rede Social»
Pete Postlethwaite, em «A Cidade»
Mark Ruffalo, em «Os Miúdos Estão Bem»
Geoffrey Rush, em «O Discurso do Rei»

Melhor Actriz Secundária

Amy Adams, em «The Fighter»
Helena Bonham Carter, em «O Discurso do Rei»
Barbara Hershey, em «Cisne Negro»
Lesley Manville, em «Um Outro Ano»
Miranda Richardson, em «Made in Dagenham»

Melhor Banda Sonora Original

AR Rahman, por «127 Horas»
Danny Elfman, por «Alice no País das Maravilhas»
John Powell, por «Como Treinares o Teu Dragão»
Hans Zimmer, por «A Origem»
Alexandre Desplat, por «O Discurso do Rei»

Melhor Fotografia

Anthony Dod Mantle e Enrique Chediak por «127 Horas»
Matthew Libatique por «Cisne Negro»
Wally Pfister, por «A Origem»
Danny Cohen, por «O Discurso do Rei»
Roger Deakins, por «Indomável»

Melhor Montagem

Jon Harris, por «127 Horas»
Andrew Weisblum, por «Cisne Negro»
Lee Smith, por «A Origem»
Tariq Anwar, por «O Discurso do Rei»
Angus Wall e Kirk Baxter, por «A Rede Social»

Melhor Direcção Artística

Robert Stromberg e Karen O’Hara, por «Alice no País das Maravilhas»
Thérèse DePrez e Tora Peterson, por «Cisne Negro»
Guy Hendrix Dyas, Larry Dias e Doug Mowat, por «A Origem»
Eve Stewart e Judy Farr, por «O Discurso do Rei»
Jess Gonchor e Nancy Haigh, por «Indomável»

Melhor Guarda Roupa

Colleen Atwood, por «Alice no País das Maravilhas»
Amy Westcott, por «Cisne Negro»
Jenny Beavan, por «O Discurso do Rei»
Louise Stjernsward, por «Made in Dagenham»
Mary Zophres, por «Indomável»

Melhor Som

Glenn Freemantle, Ian Tapp, Richard Pryke, Steven C Laneri Douglas Cameron, por «127 Horas»
Ken Ishii, Craig Henighan e Dominick Tavella, por «Cisne Negro»
Richard King, Lora Hirschberg, Gary A Rizzo e Ed Novick, por «A Origem»
John Midgley, Lee Walpole e Paul Hamblin, por «O Discurso do Rei»
Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff, Peter F Kurland e Douglas Axtell, por «Indomável»

Melhores Efeitos Visuais

Ken Ralston, David Schaub, Sean Phillips e Carey Villegas, por «Alice no País das Maravilhas»
Dan Schrecker, por «Cisne Negro»
Tim Burke, John Richardson, Nicolas Ait'Hadi e Christian Manz, por «Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1»
Chris Corbould, Paul Franklin, Andrew Lockley e Peter Bebb, por «A Origem»
Guido Quaroni, Michael Fong e David Ryu, por «Toy Story 3»

Melhor Maquilhagem

Valli O'Reilly e Paul Gooch, por «Alice no País das Maravilhas»
Judy Chin e Geordie Sheffer, por «Cisne Negro»
Amanda Knight e Lisa Tomblin, por «Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1»
Frances Hannon, por «O Discurso do Rei»
Lizzie Yianni Georgiou, por «Made in Dagenham»

Melhor Curta-Metragem Animada

«The Eagleman Stag», de Michael Please
«Matter Fisher, de David Prosser
«Thursday», de Matthias Hoegg

Melhor Curta-Metragem

«Connect», de Samuel Abrahams e Beau Gordon
«Lin», de Piers Thompson e Simon Hessel
«Rite», de Michael Pearce, Ross McKenzie e Paul Welsh
«Turning», de Karni Arieli, Saul Freed, Alison Sterling e Kat Armour-Brown
«Until The River Runs Red», de Paul Wright e Poss Kondeatis

Melhor Actor Revelação

Gemma Arterton
Andrew Garfield
Tom Hardy
Aaron Johson
Emma Stone

O Discurso do Rei, de Tom Hooper (2010)

Tenho de confessar que fui a medo ver «O Discurso do Rei», pois fui demasiado bombardeado pelo trailer das últimas vezes que foi ao cinema que estava a pensar apanhar uma grande seca. É um daqueles filmes em que o trailer engana. E começam a ser demasiados por estes dias. Mas o facto estar nomeado para os Óscares (por muito que não liguemos a isso, o certo é que temos sempre curiosidade em ver os nomeados) acabou por ser determinante para o ver. E afinal vai-se a ver e «O Discurso do Rei» até é um bom filme, com excelentes interpretações e é capaz de estar bem encaminhado para arrebatar algumas estatuetas.

O mais recente filme do britânico Tom Hooper, que nos trouxe em 2009 «O Maldito United», baseia-se na relação de amizade entre o Rei George VI (Colin Firth), que sofria de gaguez e tinha medo de falar em público, e o seu terapeuta da fala Lionel Logue (Geoffrey Rush) que recorre a meios um pouco ortodoxos para a realeza para ajudar o monarca. Como pano de fundo temos a chegada ao trono de George VI, substituindo o seu irmão Eduardo VIII que abdicou para se casar com uma divorciada, em vésperas da II Guerra Mundial. E é precisamente a propósito do conflito que surge a necessidade de o Chefe de Estado se dirigir ao império britânico, através da rádio, para proferir o discurso que dá o título ao filme.

As duas interpretações estão fenomenais. Apesar de Colin Firth, como personagem principal, dominar o filme e ter um papel mais complexo (não só o facto de ter de interpretar um gago, mas também por ser uma personagem com diversos traumas a ultrapassar) o Lionel Logue de Geoffrey Rush não lhe fica atrás, tendo uma resposta para tudo e sempre em tons cómicos, o que ajuda a aliviar a tensão em algumas cenas. De destacar também a presença de Helena Bonham Carter, que interpreta a Rainha Elizabeth. A esposa de Tim Burton não entra em muitas cenas, mas quando está no ecrã sobressai sempre.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

Belle du Jour, especial «Cisne Negro»: Natalie Portman e Mila Kunis

Natalie Portman em «Cisne Negro», de Darren Aronofsky

Mila Kunis em «Cisne Negro», de Darren Aronofsky

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Com quem gostaria de beber um copo: Audrey Hepburn ou Shirley MacLaine?

Para esta semana as duas convidadas são duas das mais belas actrizes do cinema norte-americano: Audrey Hepburn e Shirley MacLaine.

De um lado Audrey Hepburn, nascida na Bélgica era filha de um banqueiro inglês e de uma baronesa holandesa. Durante os primeiros anos de vida viveu na Europa, tendo sobrevivido aos dias tenebrosos da II Guerra Mundial na Holanda. Depois da libertação foi para Londres onde se tornou modelo e frequentou aulas de bailado antes de se tornar actriz. A sua estreia dá-se em 1948, no documentário «Nederlands in 7 lessen», de Charles Huguenot van der Linden e Heinz Josephson. Em 1951 entra no seu primeiro filme nos EUA: «Monte Carlo Baby», de Jean Boyer e Lester Fuller. Mas é em 1953 que se torna conhecida do grande público, ao protagonizar com Gregory Peck o filme «Férias em Roma», de William Wyller, papel que lhe dá o único Óscar da sua carreira. Audrey Hepburn entrou em cerca de 30 filmes, entre os quais «Sabrina», de Billy Wilder, «Guerra e Paz», de King Vidor, «My Fair Lady», de George Cuckor, e «Boneca de Luxo», de Blake Edwards. Depois de um abandono no final da década de 1960, a actriz voltou esporadicamente ao grande ecrã. A sua última aparição deu-se em 1989, no filme «Sempre», de Steven Spielberg. Viria a falecer em 1993, vítima de cancro.

Do outro temos Shirley MacLaine, mais uma das actrizes que marcaram o cinema nas décadas de 1950 e 1960. Irmã de Warren Beaty, um outro mito de Hollywood, Shirley também foi bailarina antes de se tornar actriz, como Audrey Hepburn. A sua estreia no cinema dá-se em 1955, quando entre em «O Terceiro Tiro», de Alfred Hitchcock. Um ano mais tarde entra na adaptação de «A Volta ao Mundo em 80 Dias» realizada por Michael Anderson. Nessa década e na seguinte entrou ainda em filmes como «Deus Sabe Quanto Amei», de Vincente Minnelli, «O Apartamento» e «Irma La Douce», de Billy Wilder, ou «Baloiço Para Dois», de Robert Wise. Depois desse período continuou presente em diversos filmes, tendo conquistado o seu primeiro Óscar apenas em 1983, pelo papel desempenhado em «Laços de Ternura», de James L. Brooks. Shirley MacLaine, que ainda está viva, nunca deixou a representação e volta e meia regressa ao grande ecrã. A última vez foi no ano passado, quando entrou em «Dia dos Namorados», comédia romântica de Garry Marshall. Ao longo da sua carreira obteve mais cinco nomeações para as estatuetas douradas.

Apesar de terem actuado praticamente na mesma altura, as duas apenas entraram uma vez no mesmo filme: «The Children's Hour», de William Wyler.

Apresentações feitas, chega o momento da verdade. Com qual destas duas senhoras gostariam de tomar um copo? E porquê? E já agora, que copo acham que as senhoras gostariam de beber.

A minha resposta: gosto das duas actrizes, mas se tivesse oportunidade de escolher uma para beber um copo escolheria Audrey Hepburn, pois é daquelas actrizes que enche o ecrã sempre que aparece num filme. E o primeiro que me vem à memória é a Holly Golightly de «Boneca de Luxo». Gostaria de lhe perguntar qual o papel que mais gostou de desempenhar e para beber um copo de tinto.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Frase(s) que marcam um filme: A Quadrilha Selvagem. de Sam Peckimpah (1969)

Sykes: Didn't figure to find you here.
Deke Thornton: Why not? I sent them back; That's all I said I'd do.
Sykes: They didn't get very far.
Deke Thornton: I figured.
Sykes: What are your plans, now?
Deke Thornton: Drift around down here. Try to stay out of jail.
Sykes: Well, me and the boys got some work to do. You want to come with us? It ain't like it used to be; but it'll do.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um filme, vários posters: Assalto à 13ª Esquadra, de John Carpenter (1976)

Alemanha

Alemanha

Austrália

Espanha

EUA

EUA

França

Itália

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Biblioteca Cinematográfica: Sin City, de Frank Miller

O Livro: «Sin City» não é propriamente um só livro, antes uma série de novelas gráficas criada por Frank Miller, autor de banda desenhada norte-americano também conhecido pelas suas obras baseadas a Batman. Os primeiros capítulos da série começaram a sair em Abril de 1991, numa edição especial da revista Dark Horse para celebrar o quinto aniversário da publicação. Entre Maio desse ano e Junho de 1992 a história evoluiu para uma série dividida em 13 partes. Mais tarde foram publicadas novas histórias que tinham em comum o mesmo cenário: Basin City, ou Sin City.

Com um estilo muito característico e imagens que remetem para o imaginário do Film Noir, em grande parte devido à utilização do preto e branco e devido às personagens misteriosas, que tanto são mulheres fatais como polícias que vivem na fronteira entre o Bem e o Mal, a banda desenhada ganhou um estatuto de culto. Desde a sua estreia e até ao ano 2000, quando foi publicado o último volume da série, foram publicados sete livros Sin City: «The Hard Goodye», «A Dame To Kill For», «The Big Fat Kill», «That Yellow Bastard», «Family Values», «Booze, Broads, & Bullets» e «Hell and Back». Em Portugal foram publicados os seis primeiros volumes da série pela Devir, com os seguintes títulos: «A Cidade do Pecado», «Mulher Fatal», «Aquele Sacana Amarelo», «A Grande Matança», «Valores Familiares» e «Copos, Balas e Gajas».

O Filme: «Sin City» o filme chega às salas cinco anos depois de encerrado o último capítulo das novelas gráficas, num filme realizado a meias por Robert Rodriguez e Frank Miller, com uma perninha de Quentin Tarantino, que dirigiu uma das cenas. Com um elenco de luxo (Bruce Willis, Mickey Rourke, Clive Owen, Jessica Alba, Benicio del Toro, Brittany Murphy, Elijah Wood, Rosario Dawson, entre outros) a adaptação é uma das melhores obras de Rodriguez e ao mesmo tempo um dos filmes esteticamente mais arrojados na primeira década dos anos 2000, transportando para o grande ecrã o imaginário criado por Frank Miller nas páginas dos comics. A luz verde dada pelo autor à adaptação do cineasta justificou em pleno a aposta feita, pois Frank Miller tinha algum receio em ver a obra chegar ao Cinema.

O filme centra-se em apenas três histórias da série: «A Cidade do Pecado», que representou o comeback de Mickey Rourke no papel de Marv, um homem que mata tudo o que lhe aparece à frente depois de acordar e encontrar a amante morta a seu lado; «A Grande Matança», que relata uma guerra entre um grupo de prostitutas e um gangue de mercenários que resolve retaliar a morte de um polícia corrupto, num episódio protagonizado por Clive Owen e com um Benicio Del Toro genial (como quase sempre); por fim, «Aquele Sacana Amarelo», conta a história de um polícia em idade de reforma (Bruce Willis) que tenta proteger uma jovem de um serial killer amarelo. Estes episódios fazem parte do meio de «Sin City». O início e o fim fazem parte da mesma história, a irónica curta «The Customer Is Always Right», protagonizada por Josh Hartnett e Marley Shelton.

Praticamente desde a estreia de «Sin City» que se tem falado num novo filme baseado na série, mas até à data, os planos não se concretizaram.






segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Banda Sonora: Instinct Blues, de The White Stripes


«Instinct Blues», de The White Stripes - Banda Sonora de «A Ciência dos Sonhos», de Michel Gondry

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cisne Negro, de Darren Aronofsky (2010)

O mundo do ballet nunca foi tão perturbador como no mais recente filme de Darren Aronofsky. Tirando talvez o «Suspiria», de Dario Argento, que não tem praticamente nada a ver com este, apesar de tudo o que se tem dito. Protagonizado por Natalie Portman, «Cisne Negro» é a história de uma bailarina que conquista o papel principal no célebre «Lago dos Cisnes»: a Rainha dos Cisnes. O filme começa praticamente quando Nina é escolhida para o papel e vai até à sublime actuação final. Pelo meio vamos acompanhando a jovem bailarina, que vai sucumbindo aos poucos à pressão.

A pressão da mãe controladora (Barbara Hershey), do encenador (Vincent Cassel) que recorre ao imaginário sexual para a ajudar a libertar-se, da antiga bailarina estrela da companhia (uma Winona Ryder como há muito não a tinha visto) que se vê ultrapassada pela idade e de uma estranha colega (Mila Kunis) que chega de fora para se tornar a grande rival de Nina. É sobretudo a relação entre as duas colegas que torna «Cisne Negro» tão perturbador, pois nunca chegamos a perceber se tudo o que se vai passando está mesmo a acontecer ou é fruto da imaginação de Nina.

Darren Aronofsky consegue filmar muito bem as cenas dos bailados e a diferença entre as duas protagonistas: uma sempre de branco (a angélica Nina) e outra sempre vestida de negro (a diabólica Lily). Mas o filme é todo de Natalie Portman, que consegue uma das suas interpretações mais assombrosas de sempre. A personagem de Nina, com as suas alucinações e as pressões de tudo o que a rodeia, vê-se à prova por diversas vezes o que acaba naquele final, muito semelhante ao que o realizador nos tem habituado. Não há heróis nos filmes de Aronofski e Natalie Portman é bem capaz de estar a caminho de vencer a sua primeira estatueta dourada, apesar da concorrência de peso.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

A Quadrilha Selvagem, de Sam Peckimpah (1969)

Crítica com spoilers)
Se houve alguém que trouxe sangue a rodos aos westerns, esse alguém foi Sam Peckimpah. Um desses exemplos é «A Quadrilha Selvagem», a quarta obra deste cineasta de culto, realizado em 1969. Muitos consideram-no uma orgia de violência, mas a violência sempre fez parte da conquista do Oeste, apesar de pouco explorada nos westerns mais clássicos. Mas «A Quadrilha Selvagem» vai muito para além da violência sanguinária, personificada num bando de fora da lei prestes a entrar na reforma. Este é um grande filme sobre os valores da amizade e companheirismo de um grupo de pessoas, que por acaso estão do lado errado das regras.

Quando travamos conhecimento com a quadrilha ela está a preparar um novo assalto. O alvo é um banco de uma cidade texana, onde está a decorrer uma missa contra os perigos do álcool. Mas o que o bando liderado por Pike (William Holden) e Dutch (Ernest Borgnine) não sabe é que à sua espera está um outro grupo, mas de caçadores de recompensas para os apanhar. A chefiar este está Deke Thornton (Robert Ryan), um outro veterano e antigo companheiro de aventuras da dupla. À saída do assalto dá-se o primeiro grande momento do filme: uma batalha entre os bandidos e os caçadores de recompensas. A montagem e realização desta cena, assim como acontece no confronto final, estão tão bem feitas que parece que estamos mesmo lá.

A quadrilha acaba por escapar, com algumas baixas, e parte para o México, onde se encontra com um grupo de inimigos de Pancho Villa, que destruiu a aldeia de um dos membros da quadrilha: Angel(Jaime Sanchez). Este, sabendo da morte da família e da fuga da sua amada para os braços do General (assim se chama o líder dos mexicanos), resolve vingar-se. Entretanto a perseguição continua, com grandes cenas de antologia, como a da ponte ou a do comboio, até culminar na tal batalha final, essa sim a grande orgia de violência de «A Quadrilha Final». Tal como a cena do início do filme, filmada com vários planos e a partir de várias perspectivas (diz-se que este filme teve mais de 3600 planos, quando na altura a média de cortes era de 600), esta está muito bem feita. E o recurso à câmara lenta, que também acontece em alguns duelos anteriores, faz-nos lembrar um outro filme que ficou conhecido pela sua violência: «Bonnie and Clyde», de Arthur Penn.

No final encontramos o veterano Deke, depois de cumprida a missão, às portas da vila mexicana onde decorreu a última batalha, a reflectir na vida. Acaba por partir para novas aventuras com um dos sobreviventes da quadrilha, pois sabe que não consegue viver sem ter novas missões por cumprir. Apesar de toda a violência, que é mostrada como de certeza deveria ser na altura, «A Quadrilha Selvagem» é um excelente filme, com uma boa história, grandes personagens e respectivas interpretações e filmado de forma magistral.

Nota: 5/5

Site do filme no IMDB

Belle du jour: Anne Hathaway


Anne Hathaway, em «O Amor é o Melhor Remédio», de Edward Zwick

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Biutiful, de Alejandro González Iñárritu (2010)

Alejandro González Iñárritu já teve melhores dias. Depois de uma excelente estreia com «Amor Cão» e de uma segunda boa obra, «21 Gramas», os filmes do cineasta mexicano têm vindo a perder qualidade. O problema talvez seja do afastamento de Guillermo Arriaga, que assinou os argumentos dos dois primeiros filmes. A sua assinatura também se nota em «Babel», o filme anterior a «Biutiful», mas foi com esse filme que a dupla se desfez.

Em «Biutiful» também se notam algumas características da obra inicial de Iñarritu, nomeadamente as três histórias separadas que convergem a determinada altura. Só que desta vez o realizador optou por focar-se apenas numa delas e deixou as outras duas para segundo plano, não dando muito espaço para outras andanças. O resultado é um filme onde praticamente só vemos Javier Bardem, do princípio ao fim, a deambular por uma Barcelona mais suja e diferente da que estamos habituados.

«Biutiful» é uma tragédia. Uxbal (Javier Bardem) é um homem que se dedica a negócios pouco claros que envolvem a exploração de imigrantes ilegais: tanto chineses, que trabalham numa fábrica clandestina, como africanos, que escoam a produção da fábrica e ao mesmo tempo traficam droga. Quando Uxbal descobre que tem um cancro e lhe restam poucos meses de vida, resolve tentar redimir-se e ajudar os que lhe são próximos antes de partir. Mas todos os planos, ou praticamente todos, lhe saem furados.

A interpretação de Bardem está muito boa, ao nível do que nos tem vindo a habituar, mas já o vimos em melhores papéis, pois por vezes parece que o actor parece que não se sente dentro da personagem. O mesmo se pode dizer da realização de Iñarritu, que opta, e bem, por recorrer à câmara na mão, acompanhando Uxbal como se fossemos ao lado dele. O problema de «Biutiful» é mesmo a história, que não nos agarra. E por muito humana que seja, é difícil criar empatia com a personagem principal.

Nota: 3/5

Site oficial do filme

Com quem gostaria de beber um copo: Veronica Lake ou Rita Hayworth?

Depois de um mês com grandes duplas de actores, é chegada a vez das divas. Em Fevereiro as sessões de copos vão ser dedicadas a algumas das melhores e mais belas actrizes do mundo. Para começar o mês as convidadas são Veronica Lake e Rita Hayworth.

De um lado temos a franja loira mais conhecida da Hollywood dos anos 1940. Veronica Lake, actriz que marcou aquela década mas acabou por desperdiçar o seu talento afogando-se no álcool, participou em filmes como «Aluga-se Esta Arma», de Frank Tuttle, «Casei com Uma Feiticeira», de René Clair, ou «The Blue Dahlia», de George Marshall. No início dos anos 1950 dedicou-se à televisão com pouco sucesso e começou a entrar em declínio. Ainda regressou ao grande ecrã no final da década de 1960, mas já não foi a tempo de voltar aos bons velhos tempos.

Do outro temos outra bomba sexual do período de Ouro do cinema norte-americano. A ruiva Rita Hayworth começou a sua carreira no início dos anos 1930 com o nome de Rita Cansino (o seu verdadeiro nome era Margarita Carmen Cansino). A primeira vez que adopta o nome pelo qual ficou conhecida na Sétima Arte foi em 1937, no filme «Criminals of the Air», de Charles C. Coleman. Quatro anos mais tarde, em 1941, tem o seu primeiro grande papel no filme «The Strawberry Blonde», de Raoul Walsh. Nesse ano protagoniza com Fred Astaire o musical «Nunca Serás Rico», de Sidney Lanfield. Mas é em 1946 que a bomba Rita explode, quando entra no filme «Gilda», de Charles Vidor e em «A Dama de Xangai», de Orson Welles. A partir daí as suas aparições começaram a diminuir, apesar de ter continuado a surgir em alguns filmes, mas de forma mais espaçada.

Apresentações feitas, chega o momento da verdade. Com qual destas duas senhoras gostariam de tomar um copo? E porquê? E já agora, que copo acham que as senhoras gostariam de beber.

A minha resposta: as duas estão na minha lista de actrizes preferidas, mas a ter de escolher uma escolheria Veronica Lake, pois acho que a sua carreira foi como um cometa nos anos 1940. E tem uma das franjas mais reconhecidas da História do Cinema, franja essa que terá inspirado mais tarde a personagem de Jessica Rabbit, em «Quem Tramou Roger Rabbit». A pergunta que faria era porque razão trocou o grande pelo pequeno ecrã. E para beber, uma garrafa de champanhe para os dois.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Lena Nyman (1944-2011)

Morreu Lena Nyman. Um dia após ter sido noticiada a morte de Maria Schneider, actriz de «O Último Tango em Paris», chega-nos o anúncio da morte de Lena Nyman, actriz sueca que ficou conhecida pelo papel de Helena desempenhado no filme «Sonata de Outono», de Ingmar Bergman. Tal como o mestre realizador sueco, Lena Nyman teve uma carreira dividida entre o Cinema e o Teatro. A estreia no grande ecrã ocorre em 1955, quando entra no filme «Farligt löfte», de Håkan Bergström, mas apenas em 1967 dá nas vistas, ao participar em «Continuo a Ser Curiosa», de Vilgot Sjoeman. Tanto por esta prestação como pela participação em «Jag är nyfiken - en film i blått», um ano mais tarde, realizado pelo mesmo cineasta, ganhou um prémio de Melhor Actriz, atribuído pelo Instituto do Cinema da Suécia.

Lena Nyman entrou em mais de 50 filmes, em TV e Cinema, o último dos quais em 2006: «Att göra en pudel», de Anette Winblad. A actriz faleceu hoje de manhã, vítima de doença.

Frase(s) que marcam um filme: Easy Rider. de Dennis Hopper (1969)

George Hanson (Jack Nicholson): I mean, it's real hard to be free when you are bought and sold in the marketplace.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Maria Schneider (1952-2011)

Morreu Maria Schneider, actriz francesa que ficou célebre pelas suas participações em «O Último Tango em Paris», de Bernardo Bertolucci, e em «Profissão: Repórter», de Michelangelo Antonioni. O primeiro, protagonizado quando tinha 19 anos, ficou para sempre na História do Cinema devido às cenas tórridas com Marlon Brando, que levaram mesmo o filme a ser comparado a pornografia aquando da sua estreia, em 1972. Este papel acabou por ser prejudicial para actriz, que passou anos a tentar fazer esquecer a personagem. Ao longo da sua carreira conta com mais de 50 participações em longas e curtas metragens, assim como em algumas séries de televisão. A última vez que apareceu no grande ecrã foi no ano de 2008, com o filme «Cliente», de Josiane Balasko.

A causa da morte de Maria Schneider não foi divulgada.

Em Cartaz: Semana 03/02/2011

Casino Jack, de George Hickenlooper
Cisne Negro, de Darren Aronofsky
Green Hornet 3D, de Michel Gondry
Secretariat, de Randall Wallace

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Jacques Demy no Instituto Franco Português

No âmbito da divulgação da cultura francesa por terras lusas, o Instituto Franco Português (IFP), em Lisboa, volta a organizar mais um ciclo de cinema. Desta feita, o homenageado é Jacques Demy, que está a ser alvo de uma mini-retrospectiva de cinco filmes (mais um, que passou na segunda-feira passada, o documentário «Jacquot de Nantes», realizado pela sua companheira Agnès Varda). Assim, a partir da próxima semana e sempre às segundas-feiras, vão poder ser vistos no IFP os filmes «Lola» (7 de Fevereiro), «La Baie des anges» (14 de Fevereiro), «Les Parapluies de Cherburg» (21 de Fevereiro), «Les Demoiselles de Rochefort (28 de Fevereiro) e «Peau d'âne» (7 de Março).

Todos os filmes são legendados em português e a entrada nas sessões é gratuita.

Um filme, vários posters: Voando Sobre Um Ninho de Cucos, de Milos Forman (1975)

Alemanha

Alemanha

Austrália

Bélgica

Espanha

EUA

EUA

EUA

EUA

EUA

EUA

Itália

Japão

Polónia

Reino Unido

Reino Unido

Reino Unido

Turquia

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Biblioteca cinematográfica: Alta Fidelidade, de Nick Hornby

O Livro: «Alta Fidelidade» marcou a estreia do britânico Nick Hornby, em 1995, no mundo dos romances, depois de um livro de contos e o bastante recomendável (sobretudo para os fãs do bom velho futebol, tal como ele era antigamente antes destas modernices de hoje em dia) livro de crónicas «A Febre no Estádio. O livro conta a história de Rob Fleming, o dono de uma loja de discos em plena crise existencial, depois de ser deixado pela namorada. Para o ajudar a ultrapassar este período Rob conta com a ajuda dos seus dois empregados (Dick e Barry), cada um com os seus gostos distintos e que estão sempre às turras. O hobby preferido dos três, para além da música: fazerem top 5 de tudo e mais alguma coisa, desde as separações do protagonista aos cinco melhores singles, entre muitos outros. É um livro bastante bom, tanto para quem gosta de música como de uma boa história de amor, sobre alguém que não quer assumir compromissos.

O Filme: Cinco anos depois da publicação do romance, estreia o filme «Alta Fidelidade», realizado por Stephen Frears. Protagonizado por John Cusack (Rob), Jack Black (Barry) e Todd Louiso (Dick), é de certa forma fiel ao original, com algumas excepções, como por exemplo o facto da loja de Rob ser em Chicago e não em Londres, e o seu apelido ter passado de Fleming para Gordon. Cortesia da produtora, talvez. Tal como no livro, Rob passa o tempo na loja de discos com os seus empregados durante o período de abandono em que tenta descobrir o que correu mal na sua última relação. O resultado é também muito bom, tal como o livro, sendo «Alta Fidelidade uma das melhores comédias dos últimos anos. E a interpretação de John Cusack, que não é de todo um dos meus actores preferidos, passa com distinção. Para quem gosta de música e não gosta propriamente das comédias românticas do costume, «Alta Fidelidade» cumpre os requisitos.