segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Banda Sonora: I Fought the Law, de Bobby Fuller Four

«I Fought the Law», de Bobby Fuller Four - Banda Sonora de «A Autobiografia de Nicolae Ceausescu», de Andrei Ujica

domingo, 4 de setembro de 2011

Belle du jour: Eve Brent

Eve Brent, em «Forty Guns», de Samuel Fuller

sábado, 3 de setembro de 2011

Maus como as cobras: Scott Pritchard

Scott Pritchard (Will Patton) em «Alta Traição», de Roger Donaldson

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Um Dia de Raiva, de Joel Schumacher (1993)

Início da manhã em Los Angeles e William Foster (Michael Douglas) está preso no trânsito. É aqui que começa um longo dia para este homem aparentemente normal que em breve vai sair do carro, deixando-o no meio de uma enorme fila e com os outros condutores a praguejar. Nesta fase já William está desligado do mundo e parte rumo a casa numa espiral de violência, contra tudo e contra todos, queixando-se dos preços caros praticados por uma loja de um coreano ao café que não lhe serve o pequeno almoço.

«Um Dia de Raiva» podia ser um grande filme, mas infelizmente resume-se praticamente apenas a uma coisa: a interpretação de Michael Douglas. A primeira metade do filme até está bem conseguida, com cenas muito bem filmadas que captam a descida de William até ao colapso (o título original é precisamente «Falling Down»). Só o arranque do filme, no carro da personagem, é um dos melhores planos sequência de todo o filme e capta na essência um homem à beira de um ataque de nervos.

O problema de «Um Dia de Raiva» é a segunda metade, sobretudo depois da cena com o nazi. A partir daqui o filme começa a perder algum fôlego e algumas cenas parece que foram um pouco despachadas para chegarmos ao fim da história, que é um pouco previsível. Apesar de alguns bons achados, não deixa de ser mais uma boa oportunidade de Joel Schumacher para fazer um bom filme.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

Frase(s) que marcam um filme: Um Dia de Raiva, de Joel Schumacher (1993)

Guy on Freeway: Hey, where do you think you're going?
Bill Foster: I'm going home!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um filme, vários posters: Solaris, de Steven Soderbergh (2002)

Espanha

EUA

França

França

Holanda

Japão

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Quando o Cinema inspira videoclips: Vlad the Impaler, de Kasabian



Música: «Vlad the Impaler»
Artista: Kasabian
Álbum: «West Ryder Pauper Lunatic»
Ano: 2009
Realizador: Richard Ayoade
Inspiração: Filmes de Terror Italianos

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Banda Sonora: Surfin' USA, de The Beach Boys

«Surfin' USA», de The Beach Boys - Banda Sonora de «Lobijovem», de Rod Daniel

domingo, 28 de agosto de 2011

A Autobiografia de Nicolae Ceausescu, de Andrei Ujica (2010)

Este filme não é uma adaptação de uma autobiografia escrita por Nicolae Ceausescu, o homem que liderou, para o bem e para o mal, o Partido Comunista Romeno (PCR) e os destinos da Roménia entre 1965 e 1989. Até porque tal obra não deverá existir, pelo menos que se conheça. O mais recente filme de Andrei Ujica é um documentário feito apenas e só com imagens de arquivo do antigo ditador romeno, onde podemos acompanhar o período que vai desde a morte de Gheorghiu-Dej, o seu antecessor, até ao julgamento, onde se encontra acompanhado pela sua companheira de sempre Elena, que iria ditar o seu destino final, no dia de Natal de 1989.

Não sendo uma autobiografia oficial de um líder comunista, este fabuloso exercício cinematográfico mostra ao longo de três horas inúmeros episódios de um dos regimes socialistas mais sui generis do século XX (apesar de ser alinhado com a Rússia soviética e com o Pacto de Varsóvia, a Roménia foi um dos primeiros países do bloco socialista a receber um líder norte-americano, Richard Nixon, e chegou mesmo a condenar a invasão da Checoslováquia em 1968), de forma coerente, o que levou o realizador a optar por um título com uma enorme carga irónica. Não é, mas podia ser uma autobiografia de Nicolae Ceausescu.

De resto, o caso romeno, apesar das suas particularidades, não deveria ser muito diferente dos seus restantes camaradas. Vivia para a propaganda, que se vê nas inúmeras festas de aniversário (do líder, do partido, da libertação do fascismo, etc.), para a defesa da igualdade entre os povos, para a burocracia (veja-se por exemplo a cena em que Ceausescu propões inúmeros comités para uma fábrica). Este documentário mostra tudo isso e ao mesmo tempo mostra-nos um retrato de um século XX bastante diferente do que era o cenário do Ocidente.

Sem nunca recorrer a voz off, mais do que nunca aqui as imagens valem mesmo por mil palavras, Andrei Ujica só falha num pormenor: a falta de contextualização das imagens e personalidades que vão aparecendo. Se para quem conhece a História é fácil perceber o que se passa, quem a desconhece perde um pouco a noção dos episódios, a não ser quando estes elementos surgem nas próprias imagens. O mesmo acontece com as personalidades que vão visitando ou recebem o casal Ceausescu. Sé é fácil reconhecermos Nixon ou a família real britânica, não será de todo fácil para a maioria dos espectadores reconhecer outras personalidades, mesmo alguns líderes soviéticos como Brejnev. «A Autobiografia de Nicolae Ceausescu» é assim um daqueles documentários históricos que conseguem ser uma janela para o passado, não tão longínquo como isso.

Nota: 4/5

Site oficial do filme

Belle du jour: Emmanuelle Béart

Emmanuelle Béart, em «O Tempo Reencontrado», de Raúl Ruiz

sábado, 27 de agosto de 2011

O Tempo Reencontrado, de Raúl Ruiz (1999)

Poucos cineastas se podem gabar de ter uma obra tão longa como o chileno Raúl Ruiz, falecido há dias, vítima de cancro. Desde 1963 e até 2010 realizou um total de 112 filmes, entre longas e curtas, ficção e documentário, o último dos quais o extraordinário «Mistérios de Lisboa», uma tarefa de peso cujo resultado esteve à altura do génio de Camilo Castelo Branco. Já em 1999 Raúl Ruiz se tinha voltado para uma outra grande obra, em vários sentidos, da Literatura mundial: «Em Busca do Tempo Perdido», de Marcel Proust.

É o último dos sete volumes desta obra de Proust, «O Tempo Reencontrado», que dá o título ao filme, que começa por nos mostrar o escritor acamado e às portas da morte. Depois de ditar um trecho do livro à sua empregada, começa a olhar para fotografias do passado e recorda a sua vida e a das personagens de «Em Busca do Tempo Perdido». Não conhecendo o material de base, apesar de ter muita curiosidade em conhecê-lo, é-me difícil comparar o filme com o livro, que é considerado uma das obras-primas da Literatura mundial.

Esta adaptação de Raúl Ruiz, que conta com um enorme elenco recheado de grandes estrelas (Catherine Deneuve, Emmanuelle Béart, Vincent Perez, John Malkovich ou Pascal Greggory, para focar apenas alguns dos nomes mais conhecidos), é um belo filme, que retrata não só uma certa sociedade francesa do final do século XIX e início do século XX, mas também as relações entre os vários membros desta sociedade, a vários níveis, focando temas como o amor, a infância, a homossexualidade ou a guerra. Tal como em «Mistérios de Lisboa» a recriação de época está bastante bem conseguida.

Mas, talvez fruto dos delírios do narrador, que é o próprio Proust que vai recordando episódios da sua vida, o filme acaba por se tornar um pouco confuso. Além do recurso a elementos oníricos, sobretudo no início do filme, os inúmeros avanços e recuos na narrativa forçam-nos a estar demasiado atentos, pois à mínima distracção corremos o risco de perder o fio à meada. Outro dos problemas em «O Tempo Reencontrado» é uma certa perda de ritmo quando começa a chegar ao final, algo que num filme com cerca de duas horas e meia pode levar o espectador a entrar em desespero. Agora falta ler a obra de Proust para poder compará-la com a sua adaptação, que pelo menos serviu para abrir o apetite.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

A Lista de Schindler, de Steven Spielberg (1993)

Durante um dos episódios mais negros da Humanidade (e será possível falar em Humanidade quando se fala em algo como o Holocausto?) um membro do partido Nacional Socialista, o empresário Oskar Schindler (Liam Neeson), conseguiu salvar mais de um milhar de judeus da morte certa, gastando tudo o que tinha ao dispor. Foi esta história que levou Steven Spielberg a realizar um filme em homenagem aos mais de 6 milhões de judeus que morreram nos campos de concentração idealizados pelo regime liderado por Adolf Hitler.

Filmado a preto e branco «A Lista de Schindler» centra-se na vida de Schindler durante a II Guerra Mundial. Começa com a chegada do empresário Schindler à cidade de Cracóvia onde pretende fazer negócio com uma fábrica de panelas. Para fazer fortuna e investir pouco começa por ganhar influência junto dos oficiais nazis e depois pede ajuda a investidores judeus, na altura já presos num gueto, e mão de obra também judaica, pois custava-lhe menos do que a mão de obra polaca.

O seu espírito de empresário, inicialmente é o de um homem de negócios que apenas quer fazer dinheiro, muda quando se apercebe do destino de milhares de pessoas. Quando a morte é mais que certa para os seus funcionários, tenta salvá-los com todo o dinheiro que tem. Mais tivesse, mais teria gasto, como fica patente numa das cenas finais, quando se questiona quantas pessoas poderiam ter sido salvas se vendesse o seu carro. Apesar de o filme ter muitas cenas violentas, nomeadamente as que se passam nos campos de concentração, esta é talvez uma das mais expressivas. Estamos perante alguém que se apercebe da sua impotência perante um acontecimento terrível, que mesmo podendo fazer mais, dificilmente conseguiria fazer mais do que já tinha conseguido fazer, ajudando a salvar cerca de 1.100 pessoas.

Esta cena é o culminar de uma excelente interpretação de Liam Nesson, que lhe valeria uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor. Quem também alcança uma interpretação genial é Ralph Fiennes (nomeação para Óscar de Melhor Actor Secundário), ao interpretar o sádico Amon Goeth, comandante de um dos campos de concentração nazis situados na Polónia, que espelha bem o Mal e uma ideologia para quem uma vida considerada inferior não tem valor.

Com «A Lista de Schindler» Steven Spielberg regressou à II Guerra Mundial (época histórica que já estava presente nos filmes da trilogia «Indiana Jones» e em «1941 - Ano Louco em Hollywood» e «Império do Sol») para nos dar um dos seus melhores filmes, que lhe valeu muito justamente o seu primeiro Óscar para Melhor Filme. Além de contar bem uma história que deve ser contada, para que pequenos episódios bons no meio de acontecimentos de má memória não sejam esquecidos no tempo, um dos grandes trunfos do filme é o recurso ao preto e branco. Uma excelente opção a meu ver, pois penso que colorir um filme destes não daria tanta força às imagens que representa.

Nota: 5/5

Site oficial do filme

Maus como as cobras: Johann Schmidt / Red Skull

Johann Schmidt (Hugo Weaving) em «Capitão América: O Primeiro Vingador», de Joe Johnston

Red Skull (Hugo Weaving) em «Capitão América: O Primeiro Vingador», de Joe Johnston

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Frase(s) que marcam um filme: As Confissões de Schmidt, de Alexander Payne (2002)

Warren Schmidt: I know we're all pretty small in the big scheme of things, and I suppose the most you can hope for is to make some kind of difference, but what kind of difference have I made? What in the world is better because of me?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Em Cartaz: Semana 25/08/2011

Amigos Coloridos, de Will Gluck
A Autobiografia de Nicolae Ceausescu, Andrei Ujica
Sem Prada nem Nada, de Angel Gracia
Eu Vi o Diabo, de Kim Ji-woon
Conan, o Bárbaro, de Marcus Nispel

Lobijovem, de Rod Daniel (1985)

Este é um daqueles filmes deliciosos (o que não é o mesmo que dizer que sejam grande coisa) que só podia ter saído dos anos 1980. Protagonizado por Michael J. Fox, um excelente actor que infelizmente apenas singrou naquela década e durante a década seguinte, por culpa da doença de Parkinson que o afecta, «Lobijovem» narra as aventuras de um jovem que está no liceu e descobre que as estranhas mudanças que estão a ocorrer no seu corpo não resultam da mudança de idade, mas sim do facto de ser um lobisomem.

Mas este pequeno pormenor acaba por não ser um entrave como Scott Howard pensava ao início, pois o seu novo estado acaba por lhe dar o estatuto que nunca teve: torna-se o mais popular do liceu, consegue sair com a rapariga com quem sempre quis sair e a sua equipa de basquetebol, que perdia jogos atrás de jogos, começa a ganhar tudo graças ao novo jogador. Ao mesmo tempo, Scott vai perdendo alguns amigos, nomeadamente a sua melhor amiga de infância, que gosta dele.

Pelo argumento «Lobijovem» dificilmente seria uma obra prima do Cinema. Acontece que, passados tantos anos, não deixa de ser uma comédia adolescente bastante simpática, verdadeira pérola da década de 1980 e exemplo das comédias que se faziam na altura. E é sempre bom ver um então muito jovem Michael J. Fox, na altura acabadinho de sair do primeiro episódio da trilogia «Regresso ao Futuro», em grande forma.

Nota: 3/5

Site do filme no IMDB

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um filme, vários posters: Os Sete Magníficos, de John Sturges (1960)

Alemanha

Alemanha

Argentina

Austrália

Espanha

Espanha

EUA

EUA

EUA

EUA


França

França

França

França

Hungria


Itália

Itália


Japão

Japão


Japão
Reino Unido

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Masters of Horror: Deer Woman, de John Landis (2005)

Tal como Joe Dante, também John Landis foi um dos nomes bastante populares nos anos 1980, mas desde então a sua carreira tem sido meio irregular. E também ele assinou uma das mais interessantes propostas desta primeira temporada de «Masters of Horror». Com o título de «A Mulher Veado», o filme segue a investigação de Dwight Faraday (Brian Benben), um antigo polícia da brigada de homicídios que foi afastado para a unidade de crimes animais, a um conjunto de mortes em que as vítimas aparecem bastante maltratadas. Em comum a todos estes crimes o facto de as vítimas serem todas do sexo masculino, terem sido vistos ao lado de uma mulher extremamente bela e o aparecimento de estranhas pegadas de veado no cenário do crime.

De início «A Mulher Veado» parece ser um filme sobre um serial killer, tal é o estado em que as vítimas são encontradas e todas com características semelhantes. Mas quando descobrimos pormenores como a unidade de Dwight, tudo começa a entrar num universo um pouco surreal, e aquilo que começava a parecer um episódio de «Ficheiros Secretos» torna-se algo completamente fora. Quase que poderíamos ver este filme como um cruzamento entre os saudosos Monthy Python e um episódio da série protagonizada por Mulder e Scully. A título de curiosidade, uma das personagens, a médica legista que faz as autópsias, tem o nome de Dana.

O resultado final é não um filme de terror puro, praticamente não tem muito sangue e mesmo os cadáveres das vítimas apenas são vistos de relance, mas um filme com tons cómicos em que o terror é um pretexto para uma boa história. E, tal como ocorreu no episódio de Joe Dante, mostra que quem sabe não esquece.

Nota: 5/5

Site da série

Site do episódio no IMDB

Quando o Cinema inspira videoclips: Thriller, de Michael Jackson



Música: «Thriller»
Artista: Michael Jackson
Álbum: «Thriller»
Ano: 1982
Realizador: John Landis
Inspiração: Filmes de Terror